Constelações Contemporâneas: o que ver na mostra inédita do Metrópoles
A mostra Constelações Contemporâneas é uma iniciativa do Metrópoles Arte e está em cartaz no Teatro Nacional
atualizado
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A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, mais nova iniciativa do Metrópoles Arte, transformou a capital federal em um efervescente polo cultural. Um sucesso de público, a iniciativa totalmente gratuita acontece no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, de 19 de maio a 17 de julho. Os ingressos estão disponíveis. Retire o seu neste link.
Com curadoria da especialista em arte Mônica Tachotte e apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), a exposição conta com a participação de aproximadamente 40 artistas do Distrito Federal. Trata-se de uma celebração da criação contemporânea do Distrito Federal, reunindo figuras renomadas e novos talentos em experiência cultural única.
O grande diferencial da mostra está na diversidade de nomes e de formatos que a compõem. Personalidades de diferentes gerações e que apostam em múltiplas plataformas foram eleitas para demonstrar que a arte do DF pulsa e vibra em confluência com o que há de mais contemporâneo no mundo.


Conheça os artistas que integram a mostra
Confira os nomes dos artistas participantes:
Andre Santangelo, Antônio Obá, Bruna Zanatta, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Daniel Jacaré, Daniel Toys, David Almeida, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Julio Lapagesse, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Patricia Monteiro, Patrícia Bagniewski, Paula Calderon, Raquel Nava, Raylton Parga, Renato Rios, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki e Virgílio Neto
O evento dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 até 13 de março de 2026, e que marcou a bem-sucedida estreia do Metrópoles Arte.
Curadoria aposta na diversidade
A curadoria, por Monica Tachotte, partiu de um olhar atento para a trajetória dos artistas e para a potência poética de suas produções.
Mais do que selecionar nomes, a proposta foi identificar pesquisas que dialogam com questões contemporâneas, considerando não apenas as linguagens utilizadas, como também as reflexões que atravessam cada trabalho.
“A escolha partiu de um olhar atento para a consistência da trajetória dos artistas e para a potência poética de suas pesquisas, considerando não apenas a linguagem, mas a forma como cada prática se relaciona com questões contemporâneas”, explica a curadora.

Mesmo com a pluralidade de técnicas e abordagens, há pontos de convergência que orientam a exposição.
Temas como território, memória, corpo e paisagem aparecem como fios condutores, criando conexões possíveis entre obras distintas. “Busquei reunir artistas que, embora trabalhem com diferentes linguagens, compartilham investigações que atravessam temas como território, memória, corpo e paisagem, criando pontos de contato possíveis dentro da diversidade”, afirma.





A proposta, no entanto, não é uniformizar a produção artística, e sim valorizar as diferenças.
A curadoria aposta na ideia de que os contrastes podem gerar novas leituras e ampliar o entendimento do conjunto, ou seja, “construir uma exposição em que as diferenças não se anulassem, mas se ativassem mutuamente”.








Essa lógica dialoga diretamente com o conceito de constelação que orienta a mostra.
Assim como no céu, em que cada estrela mantém sua individualidade, mas passa a compor um desenho maior quando vista em relação às outras, as obras se organizam de forma a preservar sua autonomia enquanto constroem um campo ampliado de significados.













Mais do que organização formal, o processo curatorial se deu como exercício de articulação.
O objetivo foi revelar, por meio do conjunto, a força e a complexidade da produção contemporânea da capital. “Foi um processo de articulação para que o conjunto revelasse a força e a complexidade da cena contemporânea de Brasília”, pondera.
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 19 maio a 17 julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita