Rogerio Roseo está confirmado na mostra Constelações Contemporâneas
Rogerio Roseo mergulha nas profundezas das relações humanas, tema central de sua pesquisa artística
atualizado
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O artista brasiliense Rogerio Roseo é um dos participantes da exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, que ocupará o Foyer da Sala Villa Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro. A mostra, uma produção do Metrópoles, reunirá cerca de 40 artistas para celebrar a diversidade da produção contemporânea desenvolvida em Brasília.
Artista autodidata, Rogerio Roseo expressa pensamentos e questionamentos por meio do desenho, da pintura, da escultura, da fotografia e de instalações. Em seus trabalhos, mergulha nas profundezas das relações humanas, tema central de sua pesquisa artística.
“Por meio de suportes diversos, exploro a complexidade dos vínculos afetivos, as reverberações emocionais que eles provocam e a introspecção necessária para o autoconhecimento”, diz.

Segundo Roseo, ele busca, em suas obras, não se limitar à representação visual, mas provocar uma ressonância emocional no espectador, convidando-o a refletir sobre sua própria rede de relações e o impacto de suas interações no mundo.
Cena cultural de Brasília
“A minha intenção é poder contribuir com a cena cultural da cidade. Para isso acontecer, acho importante ter como pesquisa algo que seja verdadeiro, relevante e que seja comum a todos nós: as relações humanas, algo universal”, afirma o artista.
Embora tenha uma trajetória recente, Rogerio acredita que é possível começar “tarde” e conduzir isso de forma profissional e dedicada.
“Brasília tem uma cena forte, mas ainda com espaços a preencher. Cada artista que se profissionaliza, expõe, vende seu trabalho, se conecta com curadores e galerias, ajuda a oxigenar o circuito. Minha individual vendeu bem, entrei em coleções importantes. Isso contribui, valida — mostra que tem público interessado, tem mercado, tem legitimidade para a arte produzida aqui.”
Participação na exposição
Rogerio Roseo conta que ficou muito honrado por participar da exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, afinal, Mônica Tachotte é um nome de peso no circuito da arte.
“Viram o meu trabalho, consideraram relevante, quiseram colocar em diálogo com outros artistas. É diferente de fazer individual — você não controla a narrativa, seu trabalho precisa se sustentar em meio a outras vozes importantes. Isso me anima e me desafia”, desabafa o brasiliense.
Para ele, expor no Teatro Nacional também tem peso simbólico. “É um espaço que a cidade reconhece, não só o circuito de arte. A iniciativa do Metrópoles é também uma forma de alcançar um público diferente e expandir esse olhar para a arte.”

O que o público pode esperar
Rogerio Roseo antecipa que irá apresentar trabalhos exibidos em sua exposição individual Padrões Vibratórios. Trata-se de um recorte de seu processo criativo, que revela uma inquietação genuína sobre as relações humanas, os vínculos construídos ao longo da vida e as reverberações emocionais que essas conexões deixam.
O espectador vai perceber minha investigação visual e sensorial sobre ação e reação, presença e ausência, encontros e desencontros. O público vai ver alguns trabalhos carregados de intensidade emocional. Espero que sintam essa tensão e que percebam que estão olhando para algo invisível que existe entre todos nós o tempo todo.
Rogerio Roseo

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista.
O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 até 13 de março de 2026.

Confira os nomes dos artistas participantes:
Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Davi Almeida, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Julio Lapagesse, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto
A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF.
Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.
ServiçoConstelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 5 de maio a 5 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita















