Conheça as artes de Karina Dias na mostra Constelações Contemporâneas

Karina Dias é professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília. Ela integra a mostra Constelações Contemporâneas

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Imagem cedida ao Metrópoles
Karina Dias
1 de 1 Karina Dias - Foto: Imagem cedida ao Metrópoles

A brasiliense Karina Dias está confirmada na exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, que ocupará o Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro. A mostra, uma produção do Metrópoles Arte, reunirá cerca de 40 artistas para celebrar a diversidade da produção contemporânea desenvolvida em Brasília.

Professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB), Karina atua na graduação e na pós-graduação, na linha de pesquisa Deslocamentos e Espacialidades. É doutora em Artes pela Université Paris I – Panthéon-Sorbonne e realizou pós-doutorado em Poéticas Contemporâneas pela UnB.

Também possui mestrado em Arte pela UnB e pela Université Paris I – Panthéon-Sorbonne, além de graduação em licenciatura com habilitação em Artes Plásticas. Ao Metrópoles, ela conta que trabalha com vídeo, vídeo-objeto, cartografia, intervenção na paisagem, fotografia e escrita.

Karina Dias
Karina Dias
“Minha pesquisa está centrada nas poéticas da paisagem e da viagem, na geopoética, nos processos de produção artística, no lugar e seus modos de imaginação. Muitos de meus trabalhos surgem de uma intensa experimentação na paisagem, são fruto de um tempo vivido em geografias distantes e na cidade em que habito”, conta.

Isso inclui caminhar, observar, anotar e filmar. “Recentemente, eu tenho trabalhado muito com meus diários de bordo, reencontrando palavras escritas a céu aberto e em movimento.”

Conheça as artes de Karina Dias na mostra Constelações Contemporâneas - destaque galeria
4 imagens
Como chegar, como partir, 2023
Campo (2016-2017)
Como chegar, como partir, 2023
Orla - Brasilia
1 de 4

Orla - Brasilia

Imagem cedida ao Metrópoles
Como chegar, como partir, 2023
2 de 4

Como chegar, como partir, 2023

Imagem cedida ao Metrópoles
Campo (2016-2017)
3 de 4

Campo (2016-2017)

Imagem cedida ao Metrópoles
Como chegar, como partir, 2023
4 de 4

Como chegar, como partir, 2023

Imagem cedida ao Metrópoles

Cena cultural de Brasília

Karina afirma que pretende seguir contribuindo para a formação de artistas, pesquisadores e educadores por meio de sua atuação como docente e de sua produção artística. “Sempre partindo da experiência do lugar e de tudo aquilo que se desenha com ele.”

A brasiliense é autora de vários artigos e do livro Entre visão e invisão: paisagem (por uma experiência da paisagem no cotidiano). Além disso, coordena o grupo de pesquisa Vaga-mundo: poéticas nômades (UnB/CNPq) em parceria com a artista Júlia Milward, e o laboratório Desloca do PPGAV-UnB.

Exponho com regularidade desde o final dos anos 1990 e já tive meus trabalhos apresentados em mostras no Brasil, França, Espanha, Alemanha, China e Cuba. Meus trabalhos compõem o acervo de coleções particulares e públicas.”

Participação na mostra

Karina Dias conta que ficou muito feliz com o convite para compor a mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília. Segundo a artista, o Teatro Nacional é um espaço que frequentou bastante e que fez parte da sua formação como cidadã, artista e docente.

“Não me conformo de o Teatro Nacional ter ficado tanto tempo fechado. Há uma geração de pessoas que não conheceu esse lugar de tantas belezas compartilhadas. E isso é grave. A arte dá forma a muitos mundos, a muitas vozes distintas vindas de longe e de perto, é compartilhamento, estar junto, é muitas vezes não compreender tudo, mas inquietar-se.”

Ela espera que a Sala Villa Lobos também volte logo para a cidade e que “a exposição celebre Brasília e ative a força vital que a arte tem de transformar e intensificar a vida.”

Karina Dias
Pedra (2016)

O que será apresentado

Realizado em parceria com Albert Ambelakiotis, marido e parceiro de vida e trabalho de Karina, o conjunto de obras apresentado na exposição será composto por dois Globos, um Terrestre e outro Celeste, e por dois mapas, um Mapa-Mundi e um Mapa Celeste.

“Essa cartografia de Brasília é fruto de uma volta ao mundo realizada, a pé, pelos setores de Embaixadas Norte e Sul da cidade. Ao longo de 6 anos, 4 meses e 8 dias, fui anotando, em meio à paisagem, o que via entre muros, cercas, estacionamentos, câmeras de vigilância, guaritas, seguranças, torres de controle, pesados portões de entrada/saída com seus brasões.”

O conjunto apresentado fez parte da exposição Lá, onde estiver, realizada pelo grupo de pesquisa Vaga-mundo: poéticas nômades (UnB/CNPq), coordenado por ela em parceria com a artista Júlia Milward. O grupo é vinculado ao Programa de pós-graduação em Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB).

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista.

O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 até 13 de março de 2026.

Foyer da Sala Villa-Lobos no Teatro Nacional

Confira os nomes dos artistas participantes:

Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Davi Almeida, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Julio Lapagesse, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto

A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF.

Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De 5 de maio a 5 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comVida & Estilo

Você quer ficar por dentro das notícias de vida & estilo e receber notificações em tempo real?