Nelson Maravalhas está em nova mostra do Metrópoles no Teatro Nacional
Nelson Maravalhas é um renomado artista plástico, cenógrafo e professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB)
atualizado
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Carioca, mas vivendo em Brasília desde 1996, Nelson Maravalhas está confirmado na exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, que ocupará o Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro. A mostra, uma produção do Metrópoles Arte, reunirá cerca de 40 artistas para celebrar a diversidade da produção contemporânea desenvolvida em Brasília.
Artista plástico e professor aposentado de desenho, pintura e história da arte da Universidade de Brasília (UnB), Nelson Maravalhas é idealizador, junto a Nuara Visintin, do Museu Hypnacoteca Maravalhas, situado no Lago Norte. O espaço, conhecido como Museu do Urubu, foi inaugurado em 2024 para expor e salvaguardar as obras do também pintor, cenógrafo, figurinista e ilustrador.
O museu monográfico tem quatro galerias em dois pavimentos, além de plataforma elevatória, cafeteira e vista deslumbrante da região e da cidade.
“Costumo trabalhar com desenho, pintura, objeto e eventualmente escultura”, detalha o artista ao Metrópoles.
Nelson Maravalhas se formou na Escolinha de Arte do Brasil, em 1973, e, em seguida, integrou a área de Educação Artística da Universidade de Brasília (UnB). Posteriormente, realizou mestrado em pintura e desenho pela School of the Art Institute of Chicago, entre 1984 e 1986. Anos depois, deu continuidade com o doutorado na University of Kent at Canterbury, concluído em 2001.

“Sempre fui um outsider”
Segundo Maravalhas, sua trajetória na arte é marcada por uma posição de relativo distanciamento do circuito tradicional. Ao se definir como um “outsider”, evidencia uma atuação independente, ao mesmo tempo que destaca sua principal contribuição na formação de novos talentos.
“Sempre fui um outsider, apesar de ter participado de dezenas de exposições na cidade. Acho que a maior contribuição foi como professor na UnB, onde pude participar da formação de dezenas de artistas”, ressalta.

Participação na mostra
Ao Metrópoles, ele conta que ficou muito lisonjeado por ter sido lembrado para compor a mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília. Sobre o que será apresentado na exposição, Nelson adianta:
“Como sempre uma surpresa… Alguma coisa estranha, incômoda, que faz refletir”, comenta.
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Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista.
O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 até 13 de março de 2026.

Confira os nomes dos artistas participantes:
Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Davi Almeida, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Julio Lapagesse, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto.
A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF. Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.
ServiçoConstelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 5 de maio a 5 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita
