Desirée Feldmann participa da mostra Constelações Contemporâneas

Desirée Feldmann costuma incorporar diferentes técnicas de construção, criando peças que nem sempre podem ser facilmente explicadas

atualizado

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Desirée Feldmann
1 de 1 Desirée Feldmann - Foto: Reprodução

“Acredito que existam várias partes de mim que influenciam o porquê de eu estar criando o que eu estou criando hoje”. É assim que Desirée Feldmann define o processo por trás de sua produção artística. A artista está confirmada na exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, que ocupará o Foyer da Sala Villa Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro. A mostra, uma produção do Metrópoles, reunirá cerca de 40 artistas para celebrar a diversidade da produção contemporânea desenvolvida em Brasília.

Desirée Feldmann nasceu no Rio Grande do Sul, mas se mudou para Brasília em 2016. Ao Metrópoles, conta que teve um contato muito precoce com tecidos de forma geral, pois cresceu em volta de pessoas que utilizam essa matéria como ferramenta de trabalho. Posteriormente, ela estudou sobre o tema na universidade.

Desirée Feldmann
Desirée Feldmann

“Eu busco estar presente em diferentes cenas culturais e sinto que meu papel aqui em Brasília é trazer uma nova forma de aplicação desses materiais no campo da escultura”, explica Feldmann.

A brasiliense de coração afirma que costuma incorporar diferentes técnicas de construção, criando peças que nem sempre podem ser facilmente explicadas, mas que podem ser sentidas. “Minha intenção é justamente essa: trazer o sentir mais sutil para a superfície.”

Desirée Feldmann
Dispositivo para escutar o coração, 2024

Participação na mostra

Segundo Desirée Feldmann, participar da mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília é incrível, especialmente por poder partilhar a experiência com artistas que são referência para o cenário da arte hoje.

“Além disso, também me sinto muito honrada em participar dessa retomada do Teatro Nacional como espaço cultural aqui em Brasília”, conta ao Metrópoles.

Questionada sobre o que o público pode esperar, Desirée explica que busca provocar um tipo particular de estranhamento em quem observa seu trabalho.

“Gosto de causar um certo estranhamento, mesmo quando o material parece familiar. Isso aproxima o público, mas também impede que a obra seja vista da maneira habitual”, diz a artista.

Para Desirée, a experiência de interpretação deve permanecer aberta: “Você pode interpretar a obra como quiser, mas eu tento oferecer algumas pistas.”

Desirée Feldmann
sem título #1, 2024
Desirée Feldmann
A Viajante, 2024

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista. O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permaneceu aberta ao público até 13 de março.

Foyer da Sala Villa-Lobos no Teatro Nacional
Confira os nomes dos artistas participantes:

Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Davi Almeida, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Julio Lapagesse, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto.

A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF. Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De 5 de maio a 5 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita

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