Celso Junior é confirmado na mostra Constelações Contemporâneas

Na mostra Constelações Contemporâneas, Celso Junior irá apresentar imagens da série Concretus – Coreografia Urbana

atualizado

metropoles.com

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Celso Junior
1 de 1 Celso Junior - Foto: Instagram/Reprodução

Natural de São Paulo e formado em Jornalismo, Celso Junior estará presente na exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, que ocupará o Foyer da Sala Villa Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro. A mostra, uma produção do Metrópoles, reunirá cerca de 40 artistas para celebrar a diversidade da produção contemporânea desenvolvida em Brasília.

Ao Metrópoles, Celso Junior conta que, desde o início de sua trajetória profissional, desenvolveu uma atuação intensa no fotojornalismo. Para ele, Brasília se tornou sua base há mais de duas décadas — e, com o tempo, também passou a ser o território simbólico de sua produção artística.

“A cidade, com sua gramática de concreto, luz e vazio, forjou minha linguagem autoral. A prática fotográfica migrou do registro factual para uma investigação estética do espaço urbano. As imagens que produzo hoje não se limitam à documentação da paisagem arquitetônica — elas se articulam como construções visuais autônomas e coreografadas”, conta.
Celso Junior

Segundo o artista, sua arte parte da rigidez material do brutalismo, que extrai movimento, silêncio e permanência — tudo sempre monumental. “É uma fotografia que busca a todo instante o ensaio visual. Estou sempre reorganizando o meu olhar sobre a cidade, enxergando-a sob a ótica de Oscar Niemeyer… como um corpo em suspensão.”

Celso acrescenta: “A transição do jornalismo para a arte não foi ruptura, mas um deslocamento inevitável. Brasília em suas estranhezas nos impulsiona a desnudá-la a cada instante e desvio do meu olhar.”

Monumentalidade e percepção cotidiana

Questionado sobre sua contribuição para a cena cultural de Brasília, Celso Junior afirma que seu trabalho busca ampliar as formas de olhar a cidade, por meio de um olhar atento que tensiona a relação entre a monumentalidade e a percepção cotidiana de seus espaços.

Ao longo dos anos vivendo aqui, vindo do caos paulistano, construí um acervo fotográfico que aos poucos foi desviando o foco da imagem institucional para um campo extremamente interpretativo. Foi processual. Eu e Brasília fomos construindo uma relação densa e sem pressa.

Celso Junior

Para o jornalista, seu trabalho contribui para reposicionar o olhar sobre o território. “A fotografia, aqui, atua como mediadora entre a realidade da cidade e sua potência poética.”

“Brasília me emociona todos os dias”

De acordo com Celso, estar presente em uma exposição de arte no Teatro Nacional Claudio Santoro tem força simbólica para qualquer artista. Isso porque o espaço carrega lógica monumental e brutalista que atravessa a sua obra.

“Estar ao lado de outros artistas que constroem ricamente Brasília amplia esse diálogo. É um gesto de troca entre fotógrafo e a paisagem que o trouxe até aqui. E estar sob a tutela de Monica Tachotte nos valida ainda mais neste percurso de valorizar Brasília a cada despertar com céu azul cercado de vazios”, afirma ao portal.

Na mostra, Celso irá apresentar imagens da série Concretus – Coreografia Urbana, trabalho em que investiga a rigidez do concreto como movimento e gesto.

“São fotografias que não buscam documentar Brasília, mas interpretá-la. O espectador verá formas fixas ganhando ritmo, fluidez, compasso e densidade sobre o brutalismo. Trata-se de um percurso visual que tensiona o estático e o dinâmico — uma leitura particular puramente afetiva de um olho admirado. Brasília me emociona todos os dias.”

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista. O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupa o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permanece aberta ao público até 13 de março.

Foyer da Sala Villa-Lobos no Teatro Nacional
Confira os nomes dos artistas participantes:

Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meirelles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto.

A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF. Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De abril a junho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita

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