Victoria Serednicki é confirmada na mostra Constelações Contemporâneas
Brasiliense, Victoria Serednicki irá expor obras inéditas na mostra Constelações Contemporâneas, realizada pelo Metrópoles
atualizado
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“Minha prática artística se constrói a partir da experiência direta com o mundo, das vivências, dos deslocamentos e do tempo dedicado à observação”. É assim que Victoria Serednicki define sua arte. A brasiliense participará da exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, que ocupará o Foyer da Sala Villa Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, em abril.
A mostra, uma produção do Metrópoles, reunirá cerca de 40 artistas para celebrar a diversidade da produção contemporânea desenvolvida em Brasília.
Conheça Victoria Serednicki
Victoria Serednicki nasceu e cresceu em Brasília. A artista gosta de trabalhr principalmente com pintura, explorando uma linguagem que transita entre o figurativo e o abstrato.
“Meu trabalho nasce de reflexões sobre a vida contemporânea, o automatismo do cotidiano e a necessidade de reeducar o olhar para perceber o extraordinário presente nas coisas simples”, afirma Serednicki.


Segundo a graduada em arquitetura e urbanismo pela Universidade de Brasília (UnB), a filosofia está profundamente presente no seu processo, “orientando reflexões sobre o tempo, a impermanência, o silêncio e a forma como nos relacionamos com aquilo que nos cerca”.
Relação com a cena cultural de Brasília
Ao Metrópoles, a jovem conta que sua produção artística dialoga com uma cena contemporânea que busca desacelerar e contemplar.
Brasília, apesar de ser uma cidade grande, carrega uma certa tranquilidade, espaços de respiro e uma relação única com o horizonte e o silêncio. Isso se reflete diretamente no meu modo de criar.
Victoria Serednicki
Dessa forma, ela acredita que seu trabalho contribui com um movimento que vai na contramão da aceleração e da dessensibilização da vida contemporânea.
Detalhes da participação na mostra
Victoria Serednicki afirma que ficou muito feliz com o convite para participar da exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília. Para ela, será uma evento muito especial juntamente com outros artistas que admira.
“O público encontrará obras inéditas, criadas após minha atual viagem de imersão pela Patagônia. São trabalhos que nascem do contato intenso com a natureza, do desafio físico e metal. Obras que propõem uma reflexão sobre a paisagem como construção simbólica da vida”, detalha a artista.

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista. O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupa o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permanece aberta ao público até 13 de março.
Confira os nomes dos artistas participantes:
Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meirelles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serednicki e Virgílio Neto.
A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF. Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.
ServiçoConstelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De abril a junho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita
