Bruna Zanatta integra mostra Constelações Contemporâneas no Teatro

A artista é uma das integrantes da exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Bruna Zanatta integra mostra Constelações Contemporâneas
1 de 1 Bruna Zanatta integra mostra Constelações Contemporâneas - Foto: Material cedido ao Metrópoles

A artista Bruna Zanatta está entre os nomes que integram a mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, que ocupará o Foyer da Sala Villa Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro. A mostra, uma produção do Metrópoles, reunirá cerca de 40 artistas para celebrar a diversidade da produção contemporânea desenvolvida em Brasília.

Em sua produção, Zanatta investiga as possibilidades expressivas das cores, das texturas e do movimento, criando obras que transitam entre o campo da experimentação estética e da elaboração emocional.

Seu trabalho parte de uma relação sensorial com os materiais e com o espaço

Seu trabalho parte de uma relação sensorial com os materiais e com o espaço. Nas tapeçarias e composições têxteis que desenvolve, a artista busca construir superfícies que despertam sensações e convidam o espectador a observar os detalhes, as camadas e as variações de forma presentes em cada peça.

“No meu trabalho eu exploro as relações entre textura, cor e movimento como forma de elaboração emocional e espacial, buscando invocar energia, abundância e liberdade em cada criação. É um trabalho que equilibra a pesquisa com a intuição”, explica a artista.

A participação na exposição também representa para Bruna uma oportunidade de ampliar o diálogo com o público e compartilhar seu processo criativo em um contexto coletivo, ao lado de outros artistas contemporâneos.

Tapeçaria criada por Bruna
“Minha expectativa é me conectar com novos públicos. Também estou animada para ocupar um espaço tão nobre e emblemático da cidade ao lado de artistas incríveis”, afirma.

O processo criativo da artista começa muito antes da execução das peças. Segundo ela, as obras nascem a partir de um acúmulo de referências visuais, ideias e experimentações que vão se organizando gradualmente até ganhar forma.

“Começa em uma coletânea de referências, de assuntos, cores, formas que vão criando possibilidade na minha cabeça e sendo rabiscadas no papel. Só depois levo para o digital para fazer esboços mais elaborados, mas que ainda não necessariamente vão trazer o resultado final”, explica.

Bruna e uma de suas peças

Mesmo com esse planejamento inicial, o resultado final das obras costuma surgir apenas durante o próprio processo de criação. Isso porque as técnicas utilizadas podem variar bastante de acordo com o tipo de tapeçaria que está sendo produzida.

“As técnicas variam de acordo com a tapeçaria, se vou agregar muitas texturas e alturas de fios diferentes. Se vou trazer um objeto não convencional para integrar ao tufting”, diz.

O tufting, técnica bastante presente em seu trabalho, permite criar superfícies têxteis com diferentes relevos e densidades de fios. A partir dessa técnica, Zanatta experimenta combinações de cores e materiais que ampliam as possibilidades visuais e táteis das obras.

A artista e uma peça criada com a técnica de tufting

Essa abordagem experimental também influencia a rotina de trabalho da artista. Em vez de seguir um método rígido ou uma sequência fixa de etapas, ela prefere deixar que cada projeto determine o ritmo e o caminho da criação. “Não tenho uma rotina tão bem definida, depende mais do que estou criando”, afirma.

Com essa combinação entre pesquisa, intuição e experimentação, Bruna Zanatta constrói obras que convidam o público a observar não apenas as formas e cores, mas também as sensações que emergem do encontro entre materialidade, movimento e espaço. Suas peças propõem um olhar atento às texturas e às camadas que compõem cada trabalho, transformando o têxtil em um campo de investigação artística e sensorial.

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista. O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupa o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permanece aberta ao público até 13 de março.

Foyer da Sala Villa-Lobos no Teatro Nacional
Confira os nomes dos artistas participantes:

Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meirelles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto.

A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF. Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De abril a junho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita

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