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Mirelle Pinheiro

PF fecha concessionária de luxo de traficantes que lavaram R$ 1 bilhão.

Loja em SP foi alvo de mandados durante operação que investiga grupo responsável por enviar 6,5 toneladas de cocaína à Europa

24/07/2026 19:07, atualizado 24/07/2026 19:27
Material cedido ao Metrópoles
PF fecha concessionária de luxo de traficantes que lavaram R$ 1 bilhão

A Polícia Federal (PF) fechou uma concessionária de veículos de alto luxo localizada em Osasco (SP) durante a Operação Commodity, deflagrada nessa quinta-feira (23/7). A empresa foi alvo de intervenção judicial por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.

A operação investiga uma organização criminosa apontada como responsável pelo envio de cerca de 6,5 toneladas de cocaína para a Europa e pela movimentação de valores bilionários por meio de uma estrutura sofisticada de ocultação de patrimônio.

A Justiça determinou o bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas até o limite de R$ 1 bilhão.

De acordo com a corporação, o grupo utilizava empresas de fachada, companhias responsáveis pela emissão de notas fiscais falsas, criptoativos, holdings, imóveis de alto padrão e veículos de luxo para movimentar e ocultar o patrimônio.

Operação

Ao todo, policiais federais e estaduais cumprem 13 mandados de prisão preventiva e 44 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.

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A ação integra a Missão Redentor II e conta com o apoio das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de São Paulo e Minas Gerais.

Segundo a investigação, o grupo criminoso criou uma rede logística com atuação na América do Sul, Europa e Ásia para realizar o transporte de cocaína por meio de cargas marítimas destinadas ao mercado europeu.

As apurações indicam que, desde 2021, a organização enviou aproximadamente 6,5 toneladas da droga para diferentes países e mantinha conexões operacionais com as duas maiores facções criminosas em atividade no Brasil.

Entre os métodos utilizados para esconder os entorpecentes em cargas exportadas estavam o uso de sacos de café, cimento e argamassa para camuflar a cocaína, além da adulteração química da droga, que chegou a ser dissolvida em garrafas de refrigerante.

Além do tráfico internacional, a PF identificou uma estrutura complexa de lavagem de dinheiro utilizada para esconder os lucros obtidos com a venda das drogas.