Ex de PM que morreu após troca de taças pula de prédio ao ser presa
A investigada se jogou do 4º andar ao receber voz de prisão na noite dessa quarta (22/7). Ela foi levada ao hospital, em Recife (PE)

Helen Kelly de Lima Pedrosa, de 45 anos, mulher que estava em um encontro e teria trocado taças com o cabo da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40, antes da morte dele, em junho deste ano, se jogou de um prédio em Recife após receber voz de prisão nessa quarta-feira (22/7).
A investigada pulou da janela de seu apartamento, localizado no 4º andar do edifício, e precisou ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi levada ao Hospital da Restauração, onde permanece sob escolta. O estado de saúde dela não foi divulgado.
Os investigadores da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) foram até o apartamento da mulher para cumprir um mandado de prisão e outro de busca e apreensão. Ao receber voz de prisão, ela teria pedido aos policiais para ir ao quarto trocar de roupa. Nesse momento, teria se jogado da janela.
O caso
José Maria morreu no dia 11 de junho, após passar mal dentro do apartamento da ex-companheira, Helen Kelly de Lima Pedrosa, de 48 anos. O caso ganhou repercussão após relatos de uma suposta troca de taças durante um encontro entre os dois.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroSegundo os relatos colhidos pela investigação, José Maria apareceu no apartamento após deixar o trabalho. Ele teria pedido autorização para entrar no condomínio, já que estava proibido de frequentar o imóvel em razão de uma medida protetiva.
A entrada foi autorizada pela ex-companheira. Durante a madrugada e parte da manhã, os dois consumiram energético.
Foi nesse momento que ocorreu um dos episódios mais intrigantes do caso. Segundo o então advogado da mulher, Yuri Bold, ela utilizava taças identificadas porque alugava quartos do apartamento para outras pessoas.
“Os copos dela são todos marcados. Ela pegou uma taça para ela e outra para ele. Em determinado momento ele pediu que ela fosse buscar gelo. Quando voltou, ela percebeu que a taça dela não estava mais onde havia deixado e que parecia ter sido trocada”, afirmou Yuri.
Ainda segundo o advogado, a mulher ficou desconfiada. Pouco depois, o policial teria ido até a varanda para guardar o coturno utilizado durante o serviço. Aproveitando a ausência dele, ela teria recolocado cada taça em sua posição original.
“Ela trocou novamente as taças porque ficou desconfiada com o que tinha visto”, disse o defensor. Horas depois, o militar começou a passar mal.
Segundo os relatos, ele apresentava espuma na boca e os lábios arroxeados. Equipes da Polícia Militar foram acionadas, mas o óbito foi constatado no local.
As taças utilizadas pelo casal e amostras das bebidas consumidas foram apreendidas e encaminhadas para perícia. Os exames toxicológicos realizados no cabo apresentaram resultado negativo para substâncias entorpecentes no organismo do policial, mas não esclareceu a causa da morte.





