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Mirelle Pinheiro

Exame toxicológico de PM morto após troca de taças dá negativo

José Maria foi encontrado morto após um encontro com a ex-companheira em Boa Viagem (PE). Resultado descarta drogas no organismo do policial

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Reprodução
cabo da Polícia Militar José Maria Alexandre da Silva Junior

O exame toxicológico realizado no cabo da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, encontrado morto após um encontro com a ex-companheira em Boa Viagem, na zona sul de Recife (PE), apresentou resultado negativo. A informação foi apurada pela coluna nesta quarta-feira (17/6).

O resultado descarta, até o momento, a presença de substâncias entorpecentes no organismo do policial, mas não esclarece a causa da morte.

O exame será encaminhado a outro médico do Instituto Médico Legal (IML) para confirmação exata da causa da morte. A Polícia Civil de Pernambuco continua investigando o caso.

Relembre

José Maria morreu no dia 11 de junho, após passar mal dentro do apartamento da ex-companheira, Helen Kelly de Lima Pedrosa, de 48 anos. O caso ganhou repercussão após relatos de uma suposta troca de taças durante um encontro entre os dois.

A coluna revelou anteriormente que a morte ocorreu em meio a um histórico de relacionamento conturbado entre o casal, marcado por ciúmes, ameaças, descumprimento de medida protetiva e sucessivas tentativas de reconciliação.

Outra informação apurada pela coluna é que Helen já havia solicitado medida protetiva contra um outro ex-companheiro anos antes do relacionamento com o policial. 

Segundo a defesa da mulher, ela tinha uma medida protetiva em vigor contra José Maria após episódios de agressão e perseguição. Apesar da determinação judicial, os dois voltaram a manter contato e continuaram se encontrando.

“Era um relacionamento coberto de ciúmes. Ele tentava sempre ter acesso ao celular dela, não deixava que ela conversasse com outros homens. A medida protetiva surgiu justamente após uma agressão praticada por ele no final de fevereiro. Ficou decidido que não haveria mais quebra de medida protetiva. Contudo, tal conselho não foi seguido. Eles continuaram conversando até o dia em que se encontraram e ocorreu a fatalidade”, afirmou Yuri Bold.

Na noite da morte, de acordo com o depoimento da ex-companheira e informações repassadas por sua defesa, o policial foi até o apartamento após o expediente. Durante o encontro, os dois consumiram energético em taças separadas.

Segundo o advogado da mulher, ela utilizava taças identificadas porque alugava quartos do apartamento para outras pessoas

“Os copos dela são todos marcados. Ela pegou uma taça para ela e outra para ele. Em determinado momento ele pediu que ela fosse buscar gelo. Quando voltou, ela percebeu que a taça dela não estava mais onde havia deixado e que parecia ter sido trocada”, disse o advogado.

Ainda segundo ele, a mulher ficou desconfiada. Pouco depois, o policial teria ido até a varanda para guardar o coturno utilizado durante o serviço. Aproveitando a ausência dele, ela teria recolocado cada taça em sua posição original.

“Ela trocou novamente as taças porque ficou desconfiada com o que tinha visto”, disse o defensor. Horas depois, o militar começou a passar mal.

Segundo os relatos, ele apresentava espuma na boca e os lábios arroxeados. Equipes da Polícia Militar foram acionadas, mas o óbito foi constatado no local.

Até o momento, a Polícia Civil não confirmou a hipótese de envenenamento nem apontou suspeitos. O caso segue sendo investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios de Pernambuco.