PCDF e MP investigam corrupção e propina a ex-secretário Ney Ferraz.
Além de Ney Ferraz, um assessor comissionado da Secretaria de Economia do DF foi alvo de busca nesta quarta, no Anexo do Palácio do Buriti

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), em ação conjunta com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), deflagrou nesta quarta-feira (17/6) a Operação Black-Tie, para investigar um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, envolvendo agentes públicos e particulares. O ex-secretário de Economia Ney Ferraz, da gestão Ibaneis Rocha, é alvo de mandado de busca e apreensão.
A coluna Grande Angular apurou que, além de Ney Ferraz, outro alvo de busca é o assessor comissionado da Secretaria de Economia Luiz Carlos de Sousa.
As investigações começaram em fevereiro de 2025, após os órgãos de controle identificarem movimentações financeiras e patrimoniais consideradas incompatíveis com a capacidade econômica formalmente declarada por alguns dos investigados.
A partir daí, os investigadores aprofundaram as apurações e encontraram indícios da utilização de mecanismos destinados a ocultar a origem de recursos, dissimular patrimônio e viabilizar a atuação coordenada entre servidores e particulares para obtenção de vantagens indevidas.
Por determinação do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em imóveis localizados em Planaltina e no Noroeste, além de uma ordem judicial no Anexo do Palácio do Buriti. Também foram decretadas medidas patrimoniais para preservar ativos que possam ter ligação com os fatos investigados.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO nome da operação faz referência a um dos episódios que chamou a atenção dos investigadores no início das apurações: a compra de roupas de alto padrão mediante pagamentos em espécie.
Segundo a PCDF, essa circunstância, somada a outros elementos reunidos ao longo da investigação, contribuiu para o aprofundamento das suspeitas sobre a origem e a destinação dos recursos movimentados pelos investigados. O caso segue sob sigilo judicial.
O outro lado
Por meio de nota, a Secretaria de Economia do DF confirmou que, “na manhã desta quarta-feira, foi cumprido mandado de busca e apreensão contra um servidor da pasta vinculado à gestão anterior, em ação conduzida pela Polícia Civil (PCDF) e pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT)”.
“A ação foi restrita à estação de trabalho do servidor. A secretaria aguarda o acesso a mais informações sobre o caso para adotar as providências administrativas cabíveis. A pasta informa ainda que presta total colaboração às autoridades responsáveis pela investigação e se coloca à disposição para contribuir com o pleno esclarecimento dos fatos.”















