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Mirelle Pinheiro

Ex de PM morto após troca de taças denuncia agressões: "Você é minha"

Imagens obtidas pela coluna mostram os hematomas e marcas de agressões. A mulher tinha medida protetiva contra José Maria Alexandre da Silva

15/06/2026 13:03, atualizado 15/06/2026 13:33
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Material cedido ao Metrópoles
Ex de PM morto após troca de taças denuncia agressões: “Você é minha”

Imagens obtidas pela coluna mostram hematomas e marcas de agressões sofridas por Helen Kelly de Lima Pedrosa, de 48 anos, durante o relacionamento com o cabo da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos.

Segundo o advogado Yuri Bold, responsável pela defesa da mulher, uma medida protetiva de urgência foi solicitada à Justiça após um episódio de violência física ocorrido no fim de fevereiro. A medida foi concedida no início de março.

“Era um relacionamento coberto de ciúmes. Ele tentava sempre ter acesso ao celular dela, não deixava que ela conversasse com outros homens”, afirmou.

No depoimento prestado à polícia, a mulher relatou que o relacionamento era marcado por comportamento possessivo, controle e pressão psicológica.

“A partir daí, ambos se afastaram. Mas começou uma perseguição por parte dele para conseguir voltar a falar com ela, utilizando amigos em comum e até familiares”, relatou.

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Ex de PM que morreu após troca de taças era vítima de violência doméstica
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PM que morreu após troca de taças enviava mensagens à vítima de violência doméstica
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Vítima de violência doméstica tinha medida protetiva contra PM
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Vítima de violência doméstica tinha medida protetiva contra PM

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Vítima de violência doméstica tinha medida protetiva contra PM
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Vítima de violência doméstica tinha medida protetiva contra PM

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Segundo a versão da mulher, o militar passou a descumprir a medida protetiva e, aos poucos, retomou contato com a ex-companheira. Os encontros voltaram a acontecer e ele chegou a passar alguns dias da semana no apartamento dela.

“Houve compra de alianças, promessa de casamento e ele cobrava que a medida fosse retirada para que os dois pudessem ficar juntos oficialmente”, disse Yuri Bold.

As investigações também analisam mensagens nas quais o policial fazia ameaças à mulher.

Em uma delas, ele escreveu: “Eu sei que você ainda só. Coisa boa pode não acontecer. Deixa as coisas acontecerem. O que você vai perder eu não sei. Mas você vai perder. Você já está avisada. Tire as medidas na moral. Encontro você no inferno, mas encontro.”

Em outra conversa, obtida pela coluna, o policial demonstra ciúmes da possibilidade de a ex-companheira estar falando com outro homem.

“Tu tá bem falando com o seu amigo. Antes de você desligar eu perguntei se você ia dormir ou esperar eu tomar banho para te ligar de novo e você disse que ia dormir. Fala a verdade. Você está de conversinha com ele de novo. Já falei que você é minha e de mais ninguém para sempre.”

A noite da morte

José Maria Alexandre da Silva Junior morreu na quinta-feira (11/6), após passar mal dentro do apartamento de Helen Kelly, em Boa Viagem, na zona sul do Recife. O caso foi registrado inicialmente como morte a esclarecer e é investigado pela Polícia Civil de Pernambuco.

Uma das hipóteses analisadas pelos investigadores é a possibilidade de envenenamento, mas a causa da morte ainda depende dos resultados dos exames periciais. As taças utilizadas pelo casal e amostras das bebidas consumidas no local foram apreendidas e encaminhadas para análise.

Segundo os relatos colhidos pela investigação, José Maria apareceu no apartamento após deixar o trabalho. Ele teria pedido autorização para entrar no condomínio, já que estava proibido de frequentar o imóvel em razão da medida protetiva.

Durante a madrugada e parte da manhã, os dois consumiram energético.

Foi nesse momento que ocorreu um dos episódios mais intrigantes do caso. Segundo o advogado da mulher, ela utilizava taças identificadas porque alugava quartos do apartamento para outras pessoas.

“Os copos dela são todos marcados. Ela pegou uma taça para ela e outra para ele. Em determinado momento ele pediu que ela fosse buscar gelo. Quando voltou, ela percebeu que a taça dela não estava mais onde havia deixado e que parecia ter sido trocada”, afirmou Yuri Bold.

Ainda segundo o advogado, a mulher ficou desconfiada. Pouco depois, o policial teria ido até a varanda para guardar o coturno utilizado durante o serviço. Aproveitando a ausência dele, ela teria recolocado cada taça em sua posição original.

“Ela trocou novamente as taças porque ficou desconfiada com o que tinha visto”, disse o defensor. Horas depois, o militar começou a passar mal.

Segundo os relatos, ele apresentava espuma na boca e os lábios arroxeados. Equipes da Polícia Militar foram acionadas, mas o óbito foi constatado no local.

O caso continua sendo investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios de Pernambuco.