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Brasil

Lula sobre investigação de Lulinha: "Não vou utilizar o cargo para proteger".

Presidente concedeu entrevista ao podcast Inteligência Ltda., nesta quinta-feira (30/7), e falou sobre as acusações envolvendo o filho

30/07/2026 20:32, atualizado 30/07/2026 21:46

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (30/7), que não usará o cargo para proteger o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de inquérito da Polícia Federal. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o petista garantiu que “não haverá nenhum privilégio” no julgamento do filho e, se for culpado, o empresário terá de pagar pelos crimes.

“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu [fui]. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, afirmou o presidente. “Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido, não. Não vou utilizar o meu cargo para proteger”, disse.

A fala ocorreu após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a PF a abrir um inquérito para investigar Lulinha por supostos crimes de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde. A suspeita estaria relacionada a negócios de cannabis medicinal.

Lula afirmou que o filho é constantemente utilizado por adversários para atacá-lo, e lembrou da desinformações que circularam na época das investigações da Lava-Jato. Ele também disse acreditar na inocência de Fábio.

“Ele viveu dentro da minha casa o que eu passei. Ele sabe o que é um pai com cinco filhos vendo a televisão chamar a família de ladrão o tempo inteiro. Ele sabe que a minha mulher [dona Mariza] morreu por causa da desgraça da Lava-Jato. Então, ele não tem o direito de errar. Ele sabe disso. Ele jura para mim todo dia [que é inocente], e eu acredito nele”, frisou.

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“Ele vai vir para cá para provar que é inocente, como eu provei. Se for culpado, vai pagar o que todo mundo tem que pagar quando erra”, completou o presidente.

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Suspeitas

Conforme mostrou o Metrópoles, na coluna Tácio Lorran, o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, fez lobby no Ministério da Saúde junto à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

Eles estiveram no mesmo dia e no mesmo horário na secretaria-executiva da pasta, então comandada por Swedenberger Barbosa, o Berger, que atualmente é chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do Presidente da República.

A Polícia Federal também identificou pagamentos do Careca do INSS para Roberta Luchsinger que somam R$ 1,5 milhão. Em uma das transferências, o lobista descreveu a um interlocutor que o repasse tinha como destinatário o “filho do rapaz”, possivelmente se referindo ao filho do presidente Lula.