Quem é Gu da Cei, artista da exposição Constelações Contemporâneas

O artista visual Gu da Cei é um dos destaques da mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Material cedido ao Metrópoles
gu da cei
1 de 1 gu da cei - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O artista visual Gu da Cei chega a uma nova exposição, levando para um dos espaços mais simbólicos da cultura do Distrito Federal um trabalho que nasce da periferia. O artista é um dos destaques da nova exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, realizada pelo Metrópoles e que ocupará o Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro.

Com uma produção que atravessa diferentes linguagens, ele constrói obras que investigam como a história de Ceilândia e outras regiões do DF são contadas, atravessadas e, muitas vezes, controladas. “Meu trabalho atravessa diferentes linguagens artísticas e propõe um olhar para as periferias, com foco na produção de conhecimento e memória através da arte”, define.

Mais do que uma pesquisa estética, o que Gu propõe é uma revisão da história — principalmente aquela que costuma ser contada de cima para baixo. O artista afirma ter interesse em revisitar as camadas que compõem Ceilândia e o Distrito Federal, entendendo como as estruturas urbanas moldam a vida cotidiana.

“Tenho interesse em revisar a história de Ceilândia e do DF, bem como entender como o direito à cidade, à mobilidade urbana e à vigilância operam para moldar a nossa experiência de vida”, diz. Na prática, isso se traduz em obras que discutem desde o deslocamento urbano até as formas sutis (ou explícitas) de monitoramento e exclusão, sempre colocando em foco as populações que vivem fora do centro político e econômico da capital.

O convite para expor no Teatro Nacional, portanto, carrega um peso que vai além da visibilidade institucional. Para Gu da Cei, ocupar esse espaço é atravessar uma fronteira simbólica: a que separa o centro da periferia não só geograficamente, mas culturalmente. “Expor no Teatro Nacional tem um peso simbólico para mim. É um espaço histórico da cultura do DF”, afirma.

O trabalho artístico de Gu da Cei abrange diferentes modalidades
Obra do artista

“Ocupar esse lugar levando discussões sobre direito à cidade, mobilidade e memória periférica, principalmente de Ceilândia, é também um gesto político e afetivo”, destaca. “Minha expectativa é que a exposição desperte novas perguntas e permita que diferentes públicos se reconheçam nas narrativas que costumo trabalhar.”

Essa relação com a cidade, aliás, é o motor do processo criativo do artista. Em vez de começar por uma ideia abstrata, Gu da Cei diz que o trabalho costuma nascer do corpo em movimento — da vivência, da caminhada, do deslocamento e da observação. “Meu processo geralmente começa pela vivência na cidade e pela pesquisa das histórias que atravessam os territórios”, explica.

Por isso, ele reforça que gosta de testar caminhos e expandir as formas de apresentação. “Gosto de expandir as linguagens e testar suportes e formas de circulação das imagens, pensando não só no resultado final, mas em como a obra se relaciona com o público e o lugar onde aparece”, diz.

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

A mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista.

O Foyer da Sala Villa Lobos foi revitalizado recentemente
O espaço foi projetado pro Oscar Niemeyer

O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupa o Teatro Nacional com mais de 200 obras do escultor Sergio Camargo e aberta ao público até 13 de março.

Confira os nomes dos artistas participantes:

André Santangelo, Antonio Obá, Bruna Zanatta, Carlos Lin, Capra Maia, Camila Soato, Celso Junior, Courinos, Christus Nobrega, Daniel Jacaré, Daniel Toys, David Almeida, Desirée Feldmann, DuplaPlus, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Julio Lapagesse, Karina Dias, Léo Tavares, Luisa Gunther, Maria Porto, Marina Fontana, Marcos Anthony, Nelson Maravalhas, Patricia Monteiro (Pam), Pamela Anderson, Patricia Bagniewski, Paula Calderón, Raquel Nava, Raylton Parga, Renato Rios, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victória Serednicki e Virgílio Neto.

A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF. Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De maio a julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comVida & Estilo

Você quer ficar por dentro das notícias de vida & estilo e receber notificações em tempo real?