Valéria Pena-Costa participa da exposição Constelações Contemporâneas

A artista Valéria Pena Costa é uma das integrantes da mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, no Teatro Nacional

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Valéria Pena-Costa estará na exposição Constelações Contemporâneas
1 de 1 Valéria Pena-Costa estará na exposição Constelações Contemporâneas - Foto: Material cedido ao Metrópoles

A artista visual Valéria Pena-Costa é uma das participantes da mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, que entrará em cartaz no Teatro Nacional Claudio Santoro. Com trajetória marcada pela experimentação de linguagens, ela apresenta obras que dialogam com temas como natureza humana, relações de poder e questões ambientais.

“Sou uma artista de múltiplas linguagens e uso cada técnica como ferramenta para potencializar a expressão”, afirma.

Formada em pintura pela Universidade de Brasília (UnB), Valéria transita entre diferentes técnicas, como escultura, gravura, instalação e cerâmica, explorando materiais de acordo com os temas que investiga.

A artista visual Valéria Pena-Costa é uma das participantes da mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

Segundo a artista, o trabalho parte de inquietações que vão além do campo individual. “Mesmo quando o tema parece íntimo, ele nunca é só meu. É uma questão universal que me atravessa”, diz ao Metrópoles

A produção costuma abordar os paradoxos da humanidade, entre fragilidade e força, com uso frequente de metáforas visuais e elementos do universo animal.

Na exposição, as obras que serão apresentadas fazem parte de diferentes séries, mas convergem em torno de um eixo comum.

“A natureza humana é o eixo do meu trabalho — com todos os seus paradoxos”, explica Valéria. Entre os temas recorrentes estão relações de poder, impactos ambientais e desequilíbrios sociais e emocionais.
Valéria Pena-Costa
Valéria Pena-Costa
Valéria Pena-Costa
Valéria Pena-Costa

Participação na mostra

O processo criativo, segundo a artista, não segue um modelo fixo. “Nem sempre há um caminho definido — muitas obras vão se construindo durante o processo”, afirma. Em pintura, ela diz que evita esboços prévios: “A imagem nasce na própria pintura”.

A participação na mostra também tem um significado pessoal. “Me sinto honrada por expor em um espaço tão importante da minha trajetória”, conta, ao lembrar a relação com o teatro desde a época em que era estudante.

A reabertura do espaço cultural, segundo ela, torna o momento ainda mais relevante. “Espero que os espaços culturais sejam respeitados e preservados.”

Segundo Valéria, o trabalho parte de inquietações que vão além do campo individual

Além da produção artística, Valéria também atua na articulação do meio cultural. Ela organiza a Feira do Fuga, iniciativa que reúne artistas, público e agentes do setor. “Acredito no coletivo e na colaboração como formas de existência e resistência na arte.”

A mostra reúne diferentes artistas e propõe um panorama da produção contemporânea, com linguagens e abordagens diversas. Para Valéria, a arte segue como ferramenta de transformação. “Eu realmente creio na capacidade da arte de afetar e interferir na trajetória do outro”, conclui.

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista.

O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo.

Foyer da Sala Villa-Lobos no Teatro Nacional
Confira os nomes dos artistas participantes:

Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Davi Almeida, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Julio Lapagesse, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto

A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF. Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De 12 de maio a 5 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita 

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