Constelações Contemporâneas: estudantes da Fercal contemplam mostra
Estudantes da zona rural do DF conhecem a mostra Constelações Contemporâneas, que reúne mais de 200 obras de 41 artistas locais
atualizado
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Nesta quinta-feira (28/5), cerca de 130 alunos do 8° e 9° ano do Centro de Ensino Fundamental Queima Lençol, localizado na Fercal, conferiram de perto a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, no Teatro Nacional Claudio Santoro. Com entrada gratuita e apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), a mostra reúne mais de 200 obras produzidas por 41 artistas. Em cartaz até 17 de julho, a retirada de ingressos para visitação pode ser feita clicando neste link.
Durante a manhã, os estudantes percorreram as galerias acompanhados por professoras, monitoras e guias, observando atentamente os trabalhos, fazendo perguntas, compartilhando interpretações e registrando os momentos em fotos.

A oportunidade de conectar os jovens da zona rural ao centro de Brasília foi destacada como um momento de transformação.
O coordenador da escola e professor de ciências, Vinícius Lima Trindade, agradeceu ao Metrópoles por possibilitar a visita de 127 adolescentes da periferia que costumam ter pouco acesso a espaços artísticos e encontram dificuldades para chegar ao Plano Piloto.
Segundo o educador, a experiência amplia a visão de mundo dos estudantes e mostra que eles podem ocupar esses lugares, permitindo um contato direto com as obras e auxílio de monitores para interpretar as diferentes percepções que a arte proporciona.
Entre os jovens que aprovaram a iniciativa está Tainá Pereira Amos, de 15 anos, aluna do nono ano que visitou o museu pela primeira vez e revelou ter um interesse geral pelas artes. Ela se encantou com o trabalho dos nomes locais e elegeu uma obra de Virgílio Neto como a sua favoritas. Para a estudante, a atividade promovida pela escola é fundamental para realçar a própria cultura e dar a chance de conhecer melhor e descobrir mais sobre a arte brasiliense.
“Fortalece a nossa cultura. Por mais que moremos no DF, mal conhecemos a nossa própria região, e a escola nos dá a oportunidade de vivenciar isso, de descobrir mais sobre a arte e a cultura brasiliense”, relatou a estudante sobre o impacto do contato direto com a exposição.

Tainá também elogiou a harmonia entre as obras e a estrutura do teatro, notando que a escolha das cores foi muito feliz para prender o olhar dos visitantes.
“Eu achei as cores muito vivas, a maioria das obras combinaram com o teatro, mas outras deram um contraste, ficando ainda mais atraente aos nossos olhos, então acho que ficou bem legal”, concluiu.


Mais um turno de visita
Durante a tarde, mais 120 estudantes do CEF Queima Lençol também marcaram presença para prestigiar a exposição. Acompanhados pelo diretor, por professores, monitores e guias, os alunos dos 5º, 6º e 7º anos puderam conhecer as galerias compostas pelas obras brasilienses.
Para o diretor do colégio, Marc Araújo, esse tipo de passeio reperesenta um ganho pedagógico notável.
“Os que comparecem motivam os que faltaram, pois passam a participar mais das atividades. Em sala de aula, eles começam a relacionar o que viram aqui com o que aprendem no conteúdo. Essa complementação na educação é fundamental e deveria existir em todas as escolas públicas”, destaca.
Em entrevista à reportagem, a aluna Eloá Barbosa, de 13 anos, comentou o que mais chamou sua atenção na mostra. “O que mais me surpreendeu foram as imagens que não parecem o que realmente são. Por exemplo, aquela ali não parece o Lago Paranoá, mas é o Lago Paranoá com uma pessoa boiando”, disse.
Por último, o diretor ressaltou o impacto das saídas pedagógicas no comportamento dos estudantes. “Eles costumam ser mais agitados, mas, nessas saídas, tornam-se mais observadores e interativos. Ficam quietos e prestam total atenção, pois encontram ali uma nova forma de aprender”, conclui.
Metrópoles Arte
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras de Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.
O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para novas exposições que valorizam a produção artística nacional e local.
A nova edição reafirma o compromisso do Metrópoles em fomentar a cultura local e ampliar o acesso do público a iniciativas culturais em espaços emblemáticos da cidade. O projeto reforça a relevância da arte contemporânea na construção da identidade cultural da capital e no reconhecimento de Brasília como um importante polo criativo do país.
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 19 maio a 17 julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita































