Alunos de Sobradinho II visitam a mostra Constelações Contemporâneas
Alunos do CED 04 de Sobradinho puderam acompanhar as mais de 200 obras da mostra Constelações Contemporâneas, no Teatro Nacional
atualizado
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Nesta sexta-feira (22/5), cerca de 160 alunos do Centro de Ensino Médio 04 de Sobradinho (CED 04), localizado no Setor Oeste de Sobradinho II, viveram uma experiência única ao visitar a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, no Teatro Nacional Claudio Santoro. A mostra é gratuita e conta com mais de 200 obras produzidas por 41 artistas.
Em cartaz até 17 de julho, a retirada de ingressos para visitação pode ser feita clicando neste link. A iniciativa conta com apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF).


Pela manhã, cerca de 55 alunos do segundo e terceiro ano do ensino médio puderam ver de perto as obras e entender as técnicas e narrativas presentes na exposição, realizada pelo Metrópoles Arte. A visita foi acompanhada pelos professores Adriano Ferreira, Jackson Rego, Franco Nero e pela monitora da escola Carla Bonfim.
O passeio foi marcado pelo envolvimento dos estudantes que, apesar da timidez, participaram das explicações e compartilharam opiniões sobre os trabalhos apresentados e os temas abordados na mostra. A visita terminou com um momento de descanso, acompanhado da entrega de lanches aos alunos.


“A arte é muito mais de sentir”
Renan Barros, de 16 anos, contou ao portal que a visita mudou sua percepção sobre museus e arte contemporânea. Segundo o estudante, antes ele acreditava que exposições eram “algo entediante”, mas acabou se surpreendendo com as diferentes obras.
“Normalmente pessoas da minha idade acham que museu é só pintura aleatória, mas não é. A arte é muito mais de sentir. Cada obra aqui fala uma coisa diferente”, afirmou.
O jovem revelou que aquela foi sua primeira visita ao Teatro Nacional e também sua primeira ida a uma exposição de arte. “Foi uma ótima experiência. Eu recomendo bastante as pessoas virem aqui.”

Relação com o conteúdo ministrado em sala de aula
Segundo o professor de artes Jackson Rêgo, a visita ajudará os alunos a compreender melhor o modernismo, um dos conteúdos trabalhados em sala de aula. Além disso, experiências como essa permitem que os estudantes conheçam mais sobre os monumentos e espaços culturais de Brasília.
“Eles estão estudando a questão do modernismo. A gente fala sobre Brasília, a cidade em que eles moram, mas que conhecem pouco. Então, participar de uma exposição dentro de um monumento como o Museu Nacional é muito importante”, explicou o também artista visual.
Jackson comentou sobre sua relação com alguns artistas presentes na mostra. Ele contou que conheceu o artista Taigo Meireles no período em que frequentava a Faculdade Dulcina de Moraes e relembrou o contato profissional com a artista Gisel Carriconde. “Para mim, foi uma surpresa bem bacana encontrar as artes deles aqui.”

Quebra da rotina
Para o professor de biologia Franco Nero, a exposição chamou atenção pela qualidade das obras e pela forma como os trabalhos foram apresentados ao público. Segundo ele, o espaço e a iluminação contribuíram para tornar a experiência ainda mais imersiva para os estudantes.
O professor também destacou a importância de proporcionar experiências culturais aos estudantes da rede pública, especialmente em locais como o Teatro Nacional. “Como são alunos de escola pública, eles dependem muito de iniciativas como essa para conhecer e apreciar o que Brasília tem a oferecer. Muitos nunca tiveram a oportunidade de visitar o teatro, então essa acaba sendo uma experiência única”, completou.

Desenvolvimento crítico
O professor Yuri Oliveira destacou a importância de levar os alunos para atividades fora da sala de aula, especialmente em espaços culturais de Brasília. Segundo ele, visitar um local icônico como o Teatro Nacional e participar de uma exposição dedicada à capital ajuda os estudantes a conhecerem melhor a cidade onde vivem e criarem uma relação mais próxima com a própria história local.

Ele também ressaltou que muitos dos alunos vêm de regiões mais afastadas, como Sobradinho 2, e nem sempre têm acesso frequente ao centro da cidade. Para o educador, proporcionar esse tipo de experiência reforça o sentimento de pertencimento dos jovens. “É mostrar para eles que eles pertencem a esse espaço e que também fazem parte da história de Brasília”, afirmou.
Além disso, o professor destacou o papel da arte no desenvolvimento crítico dos estudantes. De acordo com ele, a exposição reúne obras de artistas jovens e veteranos que dialogam entre si, permitindo aos alunos ampliar a visão sobre cultura, história e sociedade. “A arte traz senso crítico e ajuda no desenvolvimento deles agora e no futuro”, concluiu.

Arte genuinamente brasiliense
Já a professora Aldene Gomes destacou a importância de os alunos se aproximarem de uma arte genuinamente brasiliense. Segundo ela, muitas vezes o ensino de arte nas escolas acaba focando em obras clássicas e mais conhecidas, deixando de lado artistas locais e produções ligadas à identidade da capital.

Ela também explicou que visitas como essa ajudam a conectar diferentes disciplinas ao conteúdo trabalhado em sala de aula. Professora de matemática, contou que utiliza muito a geometria no material concreto e percebeu diversos elementos geométricos presentes nas obras expostas. “Quando cheguei aqui, falei para eles observarem tudo, porque para mim tudo está ligado à geometria”, comentou.
Além da matemática, a educadora acredita que a experiência contribui para outras áreas do conhecimento e amplia a criatividade dos estudantes. Para ela, conhecer artistas de Brasília e entender a produção cultural local é fundamental, especialmente porque esses trabalhos nem sempre recebem a mesma divulgação que obras mais famosas. “É importante conhecer os artistas que representam a nossa cidade e levar essas referências também para dentro da escola”, afirmou.

Confira mais detalhes da visita:
















Metrópoles Arte
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras de Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.
O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para novas exposições que valorizam a produção artística nacional e local.
A nova edição reafirma o compromisso do Metrópoles em fomentar a cultura local e ampliar o acesso do público a iniciativas culturais em espaços emblemáticos da cidade. O projeto reforça a relevância da arte contemporânea na construção da identidade cultural da capital e no reconhecimento de Brasília como um importante polo criativo do país.









