Constelações Contemporâneas: estudantes mergulham na arte de Brasília
Estudantes do CEM Júlia Kubitschek participaram de visita guiada à mostra Constelações Contemporâneas, que reúne mais de 200 obras
atualizado
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Na tarde dessa quinta-feira (21/5), cerca de 50 alunos do ensino médio do CEM Júlia Kubitschek, na Candangolândia, tiveram a oportunidade de visitar a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, em cartaz no Teatro Nacional Claudio Santoro. Totalmente gratuita, a mostra reúne mais de 200 obras produzidas por 41 artistas de diferentes linguagens e trajetórias, mas que tem Brasília como união, convidando os visitantes a uma imersão pela arte contemporânea brasileira. A iniciativa conta com apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF).
Em cartaz até 17 de julho, a retirada de ingressos para visitação pode ser feita clicando neste link.
Durante a visita, os estudantes puderam conhecer pinturas, fotografias, esculturas, instalações e trabalhos multimídia, além de refletir sobre os processos criativos e as diferentes narrativas presentes na exposição. A experiência uniu os conteúdos aprendidos em sala de aula à vivência cultural, estimulando o olhar crítico e o contato direto com diferentes formas de expressão da arte.








Detalhes da visita
A visita foi acompanhada pelas professoras Emanuelle Nascimento e Divina Meireles, pelo professor Mateus Ponciano e pelo educador social Felipe Ferreira, que incentivaram reflexões sobre as obras apresentadas. Os alunos foram divididos em dois grupos e acompanhados pelos monitores e guias Izabel Rebelo, Fannia Santos, Anna Lima e Natha Luiggi.
Durante todo o percurso, os jovens se mostraram bastante participativos, compartilhando suas opiniões e sentimentos despertados pelas obras. É exatamente essa a proposta da exposição Constelações Contemporâneas, que convida o público a enxergar diferentes visões e possibilidades de leitura da arte.




Curiosos, os alunos questionavam sobre o significado das produções e buscavam compreender qual seria a intenção da artista ao construir aquelas narrativas visuais. Ao final da visita, os estudantes participaram de um momento de confraternização, com lanche servido no local, incluindo suco, biscoitos, bolinhos e maçã.



Aprendizado além da sala de aula
Para a professora Emanuelle Nascimento, proporcionar experiências fora da sala de aula é uma forma de conectar educação e cultura de maneira mais profunda e significativa. Segundo ela, o Teatro Nacional é um espaço fundamental para promover essa união, já que permite aos estudantes ampliarem o olhar sobre a arte e compreenderem que ela vai muito além da estética.
“Meu papel como professora é instigar os alunos a enxergarem os textos e as histórias que existem por trás de cada obra. Cada artista coloca parte de sua vivência e da sua visão de mundo no trabalho que produz”, destacou.

A visita à exposição Constelações Contemporâneas, segundo a professora, enriquece o repertório cultural dos jovens e aproxima os conteúdos trabalhados em sala de aula das experiências vividas no cotidiano. “Foi muito interessante ver os estudantes curiosos, perguntando o significado das obras e querendo entender o que os artistas quiseram transmitir”, comentou.
De acordo com ela, muitos alunos ainda acreditam que nem tudo pode ser arte. É justamente nesse contexto que entra o trabalho pedagógico de apresentar as histórias, críticas e sentimentos presentes nas produções. “A arte contemporânea traz muito repertório, muita reflexão e também críticas sobre a sociedade em que vivemos hoje.”

Experiência única
O estudante Ângelo Gabriel, de 17 anos, destacou que a exposição foi bastante interessante. Ele também revelou que já havia participado de outras experiências culturais anteriormente e que esta foi sua segunda visita ao Teatro Nacional.
“Eu achei a exposição muito interessante por causa das obras. Tinha umas artes muito bonitas”, comentou.




Experiência dinâmica
Segundo as monitoras Anna Lima e Natha Luiggi, a visita foi organizada em grupos menores para tornar a experiência mais dinâmica e facilitar a interação dos estudantes com as obras expostas.
“A gente dividiu os alunos em grupos menores para que a visita fosse mais tranquila e eles conseguissem absorver melhor as informações. Tentamos dar bastante ênfase às obras mais chamativas e também àquelas que dialogam com o universo dos jovens de hoje”, explicaram.
As monitoras destacaram ainda que muitos estudantes demonstraram curiosidade ao entrar em contato com referências históricas da capital que ainda desconheciam. “O nosso foco também era trazer a ancestralidade de Brasília, porque percebemos que muitos deles não conheciam essa parte da história da cidade. Alguns alunos, por exemplo, não reconheceram inicialmente referências aos candangos e ficaram curiosos para entender mais sobre isso”, afirmaram.

Durante o percurso, obras mais contemporâneas e visuais considerados “diferentes” também despertaram bastante interesse dos adolescentes. “Os jovens se interessaram bastante pelas obras que despertavam sentimentos mais ligados ao cotidiano deles, como ansiedade, aflição e nervosismo. Já outras chamaram atenção justamente por serem mais coloridas, exóticas e diferentes do que eles esperavam encontrar em um museu”, completaram.
Confira mais imagens da visita:












Metrópoles Arte
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras de Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.
O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para novas exposições que valorizam a produção artística nacional e local.
A nova edição reafirma o compromisso do Metrópoles em fomentar a cultura local e ampliar o acesso do público a iniciativas culturais em espaços emblemáticos da cidade. O projeto reforça a relevância da arte contemporânea na construção da identidade cultural da capital e no reconhecimento de Brasília como um importante polo criativo do país.









