Constelações Contemporâneas movimenta cultura do DF. Veja bastidores!. Confira vídeo
Equipe técnica e artistas finalizam os últimos detalhes da mostra Constelações Contemporâneas no Teatro Nacional antes da abertura
atualizado
Compartilhar notícia

Nos últimos preparativos para a abertura da exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, o foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, já revela a dimensão da mostra que reúne mais de 40 artistas do Distrito Federal, realizada pelo Metrópoles Arte. Entre ajustes de iluminação, montagem das obras e detalhes técnicos, o espaço se transforma em um grande percurso imersivo dedicado à produção contemporânea brasiliense. Os ingressos já estão disponíveis. Não perca tempo e retire o seu neste link.
Responsável pela engenharia da montagem, Rafael Soares da Silva destacou que o principal desafio foi integrar as obras ao próprio edifício, considerado uma das maiores referências arquitetônicas da capital.
“É uma obra de arte dentro de outra obra de arte”, resumiu. Segundo ele, a equipe precisou equilibrar a presença das instalações com elementos históricos do teatro, como os jardins, painéis e estruturas tombadas.
A iluminação também foi pensada para conduzir o visitante pela exposição. “Pensamos em esconder o máximo possível os equipamentos para não atrapalhar nem a visão das obras nem a percepção do espaço”, explicou. O resultado, segundo o engenheiro, é um “labirinto intuitivo”, construído a partir do diálogo entre luzes, cores e divisórias.
Nos bastidores, um dos trabalhos mais importantes quase não será percebido pelo público: a climatização do ambiente.
De acordo com Rafael, por conta do teto de vidro do foyer, foi necessário desenvolver soluções para controlar a temperatura sem interferir na estrutura original do Teatro Nacional. “Tudo isso sem perfurar ou quebrar nada, porque o teatro é tombado”, afirmou.

Entre artistas ajustando os detalhes finais das obras estava Luisa Günther, que celebrou a oportunidade de participar da coletiva no momento de reabertura do espaço cultural.
Para ela, a exposição representa uma chance de aproximar o público da produção artística local. “É uma grande oportunidade de conhecerem a produção de Brasília”, disse.
Além disso, Luisa destacou a emoção de voltar a expor no espaço após a reabertura do teatro. “É uma alegria imensa expor aqui no Teatro Nacional nessa coletiva de artistas.”
Curadoria impecável
A artista também elogiou a curadoria assinada por Mônica Tachotte, destacando a capacidade de reunir diferentes linguagens e trajetórias em uma mesma mostra. “A curadoria foi impecável nessa habilidade de juntar artistas”, afirmou.
Conheça os artistas que integram a mostra
Confira os nomes dos artistas participantes:
Andre Santangelo, Antônio Obá, Bruna Zanatta, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Daniel Jacaré, Daniel Toys, David Almeida, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Julio Lapagesse, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Patricia Monteiro, Patrícia Bagniewski, Paula Calderon, Raquel Nava, Raylton Parga, Renato Rios, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki e Virgílio Neto
Com curadoria da profissional com mais de 14 anos de experiência no mercado de arte, o evento dá sequência à repercussão positiva da exposição “É Pau, É Pedra…”, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 até 13 de março de 2026.
Na nova montagem, temas como território, memória, corpo e paisagem aparecem como fios condutores, criando conexões possíveis entre obras distintas.
A proposta do projeto é valorizar as diferenças entre os artistas e as suas produções, permitindo novas leituras e ampliando o entendimento do conjunto. Essa lógica dialoga diretamente com o conceito de constelação que orienta a mostra, ao destacar como obras distintas podem criar conexões e sentidos quando reunidas em um mesmo espaço.
SERVIÇOConstelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 19 maio a 17 julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita



























