Constelações Contemporâneas: entenda o roteiro da mostra do Metrópoles
Sem roteiro fixo, mostra Constelações Contemporâneas convida o público a criar conexões próprias entre as obras
atualizado
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Na mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, a experiência do visitante será parte central da proposta curatorial. Em cartaz no Teatro Nacional Claudio Santoro a partir de 19 de maio, a exposição, uma produção do Metrópoles Arte, abandona a ideia de um percurso linear e aposta em uma navegação aberta, onde cada pessoa é convidada a construir seu próprio trajeto.
A escolha dialoga diretamente com o conceito que dá nome à mostra. Inspirada na ideia de constelações, a curadoria propõe uma organização não hierárquica das obras, permitindo que diferentes relações surjam a partir do olhar individual de cada visitante.
“A proposta é aberta e não há um percurso pré-estabelecido. A exposição foi pensada justamente para permitir uma experiência mais livre e intuitiva”, explica a curadora, Monica Tachotte. Segundo ela, a ideia é que cada visitante encontre seu próprio ritmo dentro da mostra, criando vínculos únicos com as obras expostas.
Em vez de seguir uma ordem pré-definida, o público pode transitar livremente pelo espaço, conectando trabalhos, temas e artistas de maneira intuitiva.

Nesse sentido, a metáfora da constelação se torna também uma forma de mediação. Assim como diferentes estrelas podem formar desenhos variados dependendo do ponto de vista, os trabalhos apresentados ganham novos significados a partir das conexões estabelecidas pelo público.
“Cada visitante constrói seu próprio caminho, criando relações entre as obras a partir do seu olhar, do seu tempo e das suas percepções”, afirma.


A proposta reforça um dos pilares da exposição: ampliar as possibilidades de leitura da arte contemporânea. Em vez de conduzir o espectador por um discurso único, a curadoria busca abrir espaço para múltiplas interpretações. “Mais do que conduzir o público, o interesse é oferecer um campo de possibilidades, onde diferentes leituras podem surgir e coexistir”, completa.
Com essa abordagem, Constelações Contemporâneas transforma a visita em uma experiência dinâmica e participativa, em que o público deixa de ser apenas observador e passa a atuar como agente na construção de sentidos dentro da exposição.
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista.
O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo.

Confira os nomes dos artistas participantes:Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Davi Almeida, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Julio Lapagesse, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto
A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF. Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De maio a julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita
