Estudantes de Santa Maria mergulham em mostra de arte no DF
Alunos do CEF 103 de Santa Maria visitaram a mostra Constelações Contemporâneas e conheceram mais de 200 obras no Teatro Nacional
atualizado
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Nesta quarta-feira (27/5), alunos do Centro de Ensino Fundamental 103 de Santa Maria (CEF 103) conferiram de perto a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, no Teatro Nacional Claudio Santoro. Com entrada gratuita, a mostra reúne mais de 200 obras produzidas por 41 artistas.
Em cartaz até 17 de julho, a retirada de ingressos para visitação pode ser feita clicando neste link. A iniciativa tem apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF).


Interdisciplinaridade na prática
Durante a manhã, cerca de 28 estudantes do 9° ano do esnino fundamental e do EJA interventivo percorreram as galerias acompanhados por professoras, monitoras e guias da exposição. Ao longo da visita, os alunos observaram atentamente as obras, fizeram perguntas, compartilharam interpretações e registraram diversos momentos em fotos.
Para a professora do EJA, Katia Selereta, a experiência representa uma oportunidade de ampliar o contato dos estudantes com realidades diferentes das que eles costumam vivenciar no dia a dia.

“Eles não têm acesso, principalmente por serem da periferia, de uma cidade satélite distante. Então, é quase impossível que possam visitar uma realidade diferente da que conhecem. É incrível, é um mundo totalmente novo para eles”, afirmou.
Momento único
Segundo a docente, o contato com a arte também ajuda os alunos a associarem os conteúdos aprendidos em sala com situações concretas. “Eles perguntam se as obras são atuais ou antigas, porque pensam que arte é só algo distante. Quando conseguem enxergar isso na atualidade, é excelente”, comentou.
A curiosidade dos estudantes foi o que mais chamou atenção de Gracilene Moura, monitora do EJA. “Eles são bem curiosos, bem animados e atentos às novas informações. Ficam muito felizes”, destacou. Para ela, passeios como esse têm um impacto muito importante tanto na formação dos alunos quanto no ambiente escolar.

“Muitas famílias não conseguem proporcionar esse tipo de experiência. Então, quando a escola organiza, é uma oportunidade única para eles expandirem o conhecimento”, pontuou.
Imaginação a todo vapor!
Entre os estudantes, o encantamento aparece nos detalhes. A aluna Brenda Rodrigues, de 14 anos, mencionou algumas das obras que mais gostou durante o passeio. “Eu gostei bastante de uma estátua logo na entrada, de uma pessoa toda curvada”, respondeu em referência à obra O Contorsionista, escultura de Alfredo Ceschiatti que integra o acervo do Teatro.
Ela também contou ter se impressionado com uma das instalações da exposição. “Tinha uma parede com vários desenhos simples, mas que conseguiam retratar muitas coisas. Mesmo sem muitos detalhes, dava para identificar tudo. Achei muito bonita.”

Ao falar sobre a experiência, Brenda salientou que recomendaria a visita para outros colegas. “Eu diria para conversar com a família e tentar vir aqui, porque vale muito a pena, principalmente para quem gosta de arte. É interessante ver obras de brasileiros e perceber como coisas simples podem se tornar algo tão valioso”, concluiu.
Após passarem por todas as galerias, os alunos participaram de um lanche oferecido pela organização, encerrando a manhã de atividades culturais no teatro.
Confira mais detalhes da visita:
Experiência única
Para a professora Milca Abreu, proporcionar aos estudantes o contato direto com a arte produzida em Brasília é uma forma de ampliar a percepção cultural dos alunos e aproximá-los da própria identidade do Distrito Federal.
Ela destaca que muitos jovens acabam crescendo sem perceber a riqueza artística existente na cidade. “É bastante importante que eles tenham noção de que o Distrito Federal é muito rico em cultura, tem artistas incríveis e que a arte não está restrita a um determinado país, a um determinado continente”, disse.

A docente também ressaltou que experiências fora da sala de aula ajudam os estudantes a compreenderem o aprendizado de maneira mais ampla e dinâmica. Segundo ela, visitar espaços culturais e patrimônios históricos, como o Teatro Nacional, faz com que os alunos desenvolvam um olhar diferente sobre a cidade e sobre o próprio processo de aprendizagem.
“A gente ir para fora da escola traz outro pensamento, traz um contato maior com a diversidade para eles perceberem que conseguem aprender não só dentro da escola, mas também fora”, explicou.

Além do contato com a exposição, a professora destacou a importância simbólica do passeio pelo centro de Brasília e pela região da Esplanada. Para ela, conhecer espaços históricos da capital fortalece o sentimento de pertencimento dos estudantes em relação ao patrimônio cultural da cidade. “O Teatro Nacional é bastante importante para nós, para a história no geral. É um patrimônio daqui”, concluiu.
Metrópoles Arte
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras de Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.
O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para novas exposições que valorizam a produção artística nacional e local.
A nova edição reafirma o compromisso do Metrópoles em fomentar a cultura local e ampliar o acesso do público a iniciativas culturais em espaços emblemáticos da cidade. O projeto reforça a relevância da arte contemporânea na construção da identidade cultural da capital e no reconhecimento de Brasília como um importante polo criativo do país.
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 19 maio a 17 julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita























