Alunos do Caic JK visitam mostra Constelações Contemporâneas no DF
Cerca de 80 alunos do quarto ano da escola do Núcleo Bandeirante exploraram mais de 200 obras no Teatro Nacional Claudio Santoro
atualizado
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O Teatro Nacional Claudio Santoro abriu as portas, nesta terça-feira (26/5), para um grupo de cerca de 80 estudantes do quarto ano do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) Juscelino Kubitschek, localizado no Núcleo Bandeirante. Com idades entre 9 e 12 anos, as crianças exploraram a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, que reúne mais de 200 obras de 41 artistas locais e é uma realização do Metrópoles Arte.
Totalmente gratuita e com apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), a mostra segue em cartaz até 17 de julho, e os ingressos podem ser retirados clicando neste link.
Entenda
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Oportunidade e inclusão: alunos da periferia do DF puderam consumir produções de artistas locais no centro da capital.
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Preparação pedagógica: antes do passeio, os estudantes debateram sobre os artistas em sala de aula; agora, farão pesquisas em casa e produzirão releituras das obras.
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Interatividade no museu: durante o percurso, as crianças demonstraram curiosidade, interagiram com mediadores, fizeram perguntas e observaram atentamente os detalhes.
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Encerramento especial: a atividade cultural foi finalizada com um momento de confraternização e a distribuição de lanches para todos os alunos presentes.
Horizontes ampliados por meio da arte
Para muitas das crianças que participaram da ação, o deslocamento até o centro de Brasília representa uma quebra de barreiras visuais e sociais. O professor de educação infantil Emerson Ramos explica que, no dia a dia escolar, busca fomentar a criação dos alunos, mas eles costumam ficar limitados aos desenhos prontos de colorir ou a animações.
“Quando a gente sai da sala de aula, nesses ambientes, a gente consegue consumir outros tipos de arte, outras formas de fazer arte. É muito importante porque conseguem abrir horizontes para esses meninos. Eles conseguem ampliar a visão deles sobre o que eles podem ver, sobre o que eles podem produzir e até onde eles podem conseguir chegar”, destacou o educador.
Segundo o professor, a experiência é gigante para o processo de desenvolvimento dos estudantes, que muitas vezes não conseguem se enxergar produzindo algo que possa ocupar um museu no futuro.
Para preparar a turma, Ramos levou nomes de artistas para a sala de aula antes da visita. Como desdobramento, os alunos registraram suas obras favoritas para pesquisar em casa e debater no dia seguinte, servindo de base para a criação de releituras artísticas.

O olhar das crianças sobre a exposição
A imersão cultural impactou diretamente os estudantes, que expressaram entusiasmo com o espaço e a criatividade dos autores. Marina dos Santos, de 10 anos, conheceu o Teatro Nacional pela primeira vez e se encantou com a harmonia do local.
“Eu achei bem legal, mostra muito sobre a mente dos artistas, do que eles acham das coisas. Eu gostei muito. Acho que nunca tinha vindo ao Teatro Nacional e eu achei o espaço bem bonito, bem decorado. A maioria das obras combina com o Teatro e o deixam ainda mais bonito”, afirmou Marina, elegendo a criação da artista Bruna Zanatta como a favorita.

As diferentes texturas e o uso de materiais alternativos também prenderam a atenção de Davi Anjos dos Santos, de 10 anos. Ele ressaltou o encanto pelas cores e pela criatividade das peças.
“Gostei muito das cores, dos materiais diferentes. Principalmente das pedrinhas que fazem o formato do avião, que é o formato de Brasília, da artista Íris Helena. Todas obras foram as minhas preferidas. Levaria todas pra decorar minha casa”, divertiu-se o estudante.

A experiência inédita foi classificada por Bryan Araújo, de 9 anos, como um momento marcante de sua infância.
“Foi a melhor exposição que eu já vi”, declarou o aluno do quarto ano.
Ele elogiou a estrutura do local e se conectou de forma imediata com uma das peças em exibição. “A minha obra preferida foi a Troll Face. Porque é o meu meme favorito. Essa foi a primeira vez que vim para o Teatro Nacional e achei o espaço ótimo. Ele é um dos mais importantes de Brasília“, concluiu o estudante.

História de Brasília









Metrópoles Arte
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras de Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.
O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para novas exposições que valorizam a produção artística nacional e local.
A nova edição reafirma o compromisso do Metrópoles em fomentar a cultura local e ampliar o acesso do público a iniciativas culturais em espaços emblemáticos da cidade. O projeto reforça a relevância da arte contemporânea na construção da identidade cultural da capital e no reconhecimento de Brasília como um importante polo criativo do país.














