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Vida & Estilo

Redescubra Brasília conhecendo a mostra Constelações Contemporâneas

A exposição Constelações Contemporâneas, no Teatro Nacional, convida o público a desacelerar e vivenciar DF sob outra perspectiva

27/06/2026 02:00
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Pedro Iff/Metrópoles
Redescubra Brasília conhecendo a mostra Constelações Contemporâneas

Redescobrir os espaços culturais da cidade é também redescobrir novas formas de enxergar Brasília. Em meio à rotina acelerada, a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, no Teatro Nacional Claudio Santoro, convida o público a desacelerar e vivenciar DF sob outra perspectiva.

Em cartaz até 17 de julho, a iniciativa, promovida pelo Metrópoles Arte com apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), funciona diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita para os visitantes.

Alunos visitam a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

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Encontro com a arte do DF

A exposição transforma o Foyer da Sala Villa-Lobos em um espaço vivo de encontro com a arte produzida no Distrito Federal. A mostra reúne mais de 200 obras de 41 artistas da capital que dialogam com diferentes linguagens e trajetórias, ampliando o olhar sobre a cena contemporânea local.

Instalada no Teatro Nacional, a iniciativa convida o visitante a perceber o próprio edifício arquitetônico como parte da experiência artística.

Alunos visitam a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

Entre circulação, arquitetura e obras, o espaço se torna um ponto de conexão entre artistas e público, reforçando o papel do teatro como centro cultural pulsante da cidade.

Com entrada gratuita, a mostra segue como um convite aberto para que moradores e visitantes redescubram a riqueza cultural de Brasília a partir de seus próprios espaços emblemáticos.

Conheça os artistas que integram a mostra

Confira os nomes dos artistas participantes:

Andre Santangelo, Antônio Obá, Bruna Zanatta, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Daniel Jacaré, Daniel Toys, David Almeida, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Julio Lapagesse, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Patricia Monteiro, Patrícia Bagniewski, Paula Calderon, Raquel Nava, Raylton Parga, Renato Rios, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki e Virgílio Neto

O evento dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 até 13 de março de 2026, e que marcou a bem-sucedida estreia do Metrópoles Arte.

Valéria Pena-Costa
Artistas visual, fotógrafa e designer de moda, Thamires investiga memória, afeto e paisagem como territórios simbólico. Para Constelações Contemporâneas, trouxe a série Serra Dentro
Mestre em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, Taigo Meireles dialoga com a tradição da pintura histórica, cenografia clássica e cinema
Rogério Roseo desenvolve a pintura centrada na experiência humana e na introspecção
Sobre a obra apresentada, Raylton Praga explicou que sua pesquisa é baseada em formas geométricas e na liberdade de interpretação do público

A curadoria aposta na ideia de que os contrastes podem gerar novas leituras e ampliar o entendimento do conjunto, ou seja, “construir uma exposição em que as diferenças não se anulassem, mas se ativassem mutuamente”.

O ciclo da matéria orgânica e inorgânica e o papel dos processos de contaminação, transformação são o ponto central do trabalho da artista, que tensiona a natureza e os resíduos nas obras que compõem a exposição
A artista visual brasiliense desenvolve a pintura como investigação da paisagem do cerrado e construção de Brasília — uma forma de explorar a memória da cidade e as camadas que moldam o território
Formada pela Universidade de Brasília, Patrícia investiga o vidro como matéria orgânica e simbólica, explorando luz, transparência e transformação
De sobradinho, Pamella investiga a cultura digital brasileira como campo simbólico e político.
Patricia Monteiro usa as paisagens do Cerrado para construir imagens como território de memória
Artista plástico e professor aposentado de desenho, pintura e história da arte da Universidade de Brasília, Nelson Maravalhas expõe três pinturas hipnagógicas na mostra
Doutor em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, Marcos Antony desenvolve pesquisa a partir da tensão espacial entre centro e periferia, especialmente ao provocar contrastes entre o Plano Piloto e a região do Paranoá/Itapoã, onde cresceu
Radicada em Brasília, usa a paisagem de Brasília como campo de pesquisa para criação de seus acrílicos, bem como fotografias e colagens. Para constelações Contemporâneas, exibe a série Pau-ferro e a obra Rizomas da Alma

Essa lógica dialoga diretamente com o conceito de constelação que orienta a mostra.

Assim como no céu, em que cada estrela mantém sua individualidade, mas passa a compor um desenho maior quando vista em relação às outras, as obras se organizam de forma a preservar sua autonomia enquanto constroem um campo ampliado de significados.

Maria Porto é brasiliense e vê na cidade um potencial de referência nas artes visuais. Para a exposição, traz as obras Primeiro Pedaço, Uma Festa de Adeus e Surpresa, em que explora metáforas e texturas
Natural do Rio Grande do Sul, Léo Tavares revela que acolheu Brasília como lar e que grande parte de seu repertório criativo nasceu no Planalto Central
Formada em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba, Íris Helena investiga criticamente a paisagem urbana de Brasília. Na obra Primeira Pedra, exposta na mostra, ela utiliza impressão sob Pedras Portuguesas coletadas na Praça dos Três poderes
A série Do Chão para o Chão, aposta de Helena em Constelações Contemporâneas, é resultado de uma experiência física e existencial, na qual explora memória, ausências e permanência ao observar e fotografar o chão
Orgulhosamente “cria de Ceilândia”, Gu carrega na arte e no nome o orgulho da região em que nasceu. Para a exposição, explora fotografia, intervenção urbana e audiovisual para refletir a cidade e o pertencimento
Nascido em Ceilândia, mas criado em Minas, Gabriel Matos explora a trajetória de exílio rural por meio de obras que passeiam entre a fotografia, o bordado, a colagem e a escultura
As obras de Desirée Feldmann incorporam técnicas de manufatura, como costura, modelagem e encadernação, reinterpretadas em uma linguagem contemporânea que valoriza saberes manuais transmitidos entre gerações
A obra apresentada na mostra integra a Série Luzes, pesquisa em que o artista retrata a cidade por meio de pontos luminosos, cores e movimentos, sem representar diretamente suas formas
Artista e professor da Universidade de Brasília, Christus expõe a série a Roupa Nova do Rei, inspirada no conto de Hans Christian, feita a partir da técnica milenar chinesa Jianzhi
Reconhecido por seu trabalho de reconfiguração do imaginário, Antonio Obá apresenta obras da série Sonambúlicas — feitas no limiar entre sono e vigília durante a preparação de uma exposição
Bruna Zanatta apresenta quatro obras têxteis, feitas a partir da técnica tufting, em que explora a relação entre textura, cor e movimento como forma de expressão emocional e espacial
Carlos Lin destaca o uso dos materiais in natura nas obras como resgate do seu eu criança, que cresceu em meio à zona rural e contato com a natureza
André Santangelo trouxe para a mostra uma série de fotografias sobrepostas feita a partir de uma técnica própria desenvolvida há 20 anos

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De 19 maio a 17 julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita