Alunos da EC 204 Sul visitam mostra Constelações Contemporâneas
Estudantes de 8 a 11 anos conheceram, nessa terça-feira (23/6), a exposição gratuita no Teatro Nacional Claudio Santoro

Cerca de 180 alunos do ensino fundamental da Escola Classe 204 Sul visitaram, nessa terça-feira (23/6), a exposição gratuita Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, no Teatro Nacional Claudio Santoro, com o objetivo de aproximar as crianças do patrimônio cultural local e expandir a visão sobre a expressão artística.
Organizada pelo Metrópoles Arte e apoiada pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), a atividade levou 110 estudantes no turno da manhã e 70 no período da tarde para desbravarem mais de 200 obras produzidas por 41 artistas do Distrito Federal.
Entenda
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O evento: visita guiada de 180 alunos da EC 204 Sul à exposição Constelações Contemporâneas, no Teatro Nacional.
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O público: crianças de 8 a 11 anos (do 2º ao 5º ano), a maioria moradora de regiões do entorno e do DF, como São Sebastião e Paranoá.
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Objetivo pedagógico: conectar os estudantes ao patrimônio da capital, desmistificar o acesso ao Teatro Nacional e ampliar o conceito de arte.
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A mostra: reúne mais de 200 obras de 41 artistas locais, com entrada franca até 17 de julho mediante retirada de ingressos.
A maior parte dos estudantes da instituição reside fora do Plano Piloto, em localidades como São Sebastião, Paranoá, Itapoã, Águas Claras e Santo Antônio do Descoberto. Para a vice-diretora da Escola Classe 204 Sul, Luciana Duarte da Rosa, a oportunidade é fundamental para que o Teatro Nacional não pareça um lugar distante ou de difícil acesso.
Ela destaca que a escola já realiza um trabalho focado na preservação do patrimônio e que a vivência prática reforça o sentimento de pertencimento e cidadania.

Além do aspecto cívico, a visitação busca transformar a percepção estética dos alunos do segundo ao quinto ano. De acordo com a vice-diretora, as crianças costumam ter uma ideia rígida de “bonito ou feio”, e a exposição ajuda a clarear o olhar para a pluralidade da expressão artística.
“O fato de as obras terem sido criadas por profissionais da região também servirá como base para projetos pedagógicos futuros, nos quais os alunos estudarão a fundo a trajetória dos artistas locais”, ressalta Luciana.
Para os pequenos, a experiência foi marcada pelo encantamento e pela descoberta. A estudante Yasmin Santana de Alecrim, de 8 anos, moradora de São Sebastião, conheceu o espaço pela primeira vez e se impressionou com a arquitetura e as obras inéditas.
Fã declarada de artes, ela traçou um paralelo com as atividades que realiza na escola e garantiu que vai convidar a família para retornar ao local antes do encerramento da temporada.

Relação com conteúdos ministrados em sala de aula
Durante o turno vespertino, mais turmas de 3° a 5° anos do ensino fundamental, do mesmo colégio, foram conhecer a mostra. Acompanhados por professores, monitores e, novamente, pela vice-diretora Luciana Duarte, os estudantes circularam pelas galerias do Teatro Nacional.
Logo no início da visita, a vice-diretora convidou as turmas a fecharem os olhos e observarem as sensações que o barulho da água e os jardins internos provocam. Interessados e ativos no passeio, as crianças seguiram interagindo com as explicações dos mediadores.
Para o professor Leandro Oliveira, conhecer os espaços de Brasília conversa diretamente com os conteúdos aprendidos em sala.
“Quando você traz os alunos para esse espaço, eles passam a entender não só o lugar e como ele foi construído, mas por que ele é importante e por que existe em Brasília. Nós trabalhamos muito a questão da construção, da origem e da ideia de Brasília. Então, quando mostramos esse espaço, eles compreendem o seu motivo”, destaca o docente.
Segundo ele, essas experiências incentivam, além da memória, o interesse genuíno dos alunos por diferentes matérias escolares.
“Quando ainda estávamos no ônibus, perguntamos: ‘Gente, para onde nós vamos?’. Eles responderam que iríamos ao Teatro Nacional. Foi quando um deles perguntou se era aquele prédio que parece um trapézio. É interessante como eles já associam o espaço a outros conteúdos”, conta.
Por fim, o comportamento dos pequenos, de acordo com Leandro, é nitidamente diferente.
“Dentro de sala, não é que você tenha um controle total. Mas a gente percebe que, às vezes, os alunos ficam meio tímidos ou retraídos por estarem com os colegas do dia a dia. Quando vão para outros espaços, eles se soltam mais: perguntam, explicam, questionam e procuram entender o verdadeiro motivo de estarem ali”, conclui.
Metrópoles Arte
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras do escultor Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.
O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para novas exposições que valorizam a produção artística nacional e local.
A nova edição reafirma o compromisso do Metrópoles em fomentar a cultura local e ampliar o acesso do público a iniciativas culturais em espaços emblemáticos da cidade. O projeto reforça a relevância da arte contemporânea na construção da identidade cultural da capital e no reconhecimento de Brasília como um importante polo criativo do país.
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 19 maio a 17 julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita

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