Em cartaz no Foyer da Sala Villa-Lobos, localizado no Teatro Nacional Claudio Santoro, a mostra reúne mais de 200 obras de 41 artistas do Distrito Federal, oferecendo um panorama diverso da arte contemporânea produzida na cidade e em suas regiões administrativas.
Promovida pelo Metrópoles Arte, com apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), a exposição funciona diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita para os visitantes.
O que esperar
A visita é uma chance de conhecer de perto um dos ícones arquitetônicos de Brasília, projetado por Oscar Niemeyer. Após anos fechado para reformas, o Teatro Nacional voltou a receber o público e se consolida novamente como um importante polo cultural da capital.
Para turistas, o passeio combina arte, história e arquitetura em um só lugar, com fácil acesso por estar localizado na região central da cidade.
Folder da exposição
Entre pinturas, fotografias, esculturas e instalações, a empreitada convida o visitante a refletir sobre identidade, memória, território e pertencimento.
A dica para aproveitar melhor a experiência é reservar tempo para percorrer a mostra com calma, observar os detalhes das obras e, sempre que possível, participar das visitas guiadas, que ajudam a aprofundar a compreensão sobre os processos criativos e as narrativas por trás de cada trabalho.
Nina Quintana/MetrópolesVisita guiada à exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
Como chegar à exposição Constelações Contemporâneas no Teatro Nacional
Abaixo, confira o passo a passo para chegar à exposição Constelações Contemporâneas e aproveitar a visita ao Teatro Nacional com tranquilidade:
1. Vá até a região central de Brasília
A exposição acontece no Teatro Nacional Claudio Santoro, localizado no Setor Cultural Norte, em uma área central da capital, próxima à Rodoviária do Plano Piloto e à Torre de TV.
2. Escolha o meio de transporte mais prático
Turistas podem chegar ao local de carro, táxi, aplicativo de transporte ou transporte público. Para quem utiliza metrô ou ônibus, a Rodoviária do Plano Piloto é o ponto de referência mais próximo, a poucos minutos de caminhada.
3. Use aplicativos de navegação
Basta buscar por Teatro Nacional Claudio Santoro em apps como Google Maps, Waze ou aplicativos de mobilidade para receber rotas atualizadas e estimativa de tempo.
4. Planeje o horário da visita
Como a região central pode ter trânsito intenso em horários de pico, vale a pena programar a visita fora desses períodos para garantir mais conforto e tranquilidade.
5. Aproveite atrações próximas
Após visitar a mostra, o turista pode estender o passeio para pontos turísticos próximos, como a Torre de TV, o Conjunto Nacional e a Esplanada dos Ministérios. Isso torna a experiência ainda mais completa para quem quer conhecer Brasília.
Antônio Obá participa da mostra Constelações Contemporâneas
Material cedido ao Metrópoles
7 de 8
Arte de Camila Courinos
8 de 8
Arte de Luisa Günther
Arquivo pessoal
O evento dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 até 13 de março de 2026. O projeto marcou a bem-sucedida estreia do Metrópoles Arte.
Wey Alves/ MetrópolesValéria Pena-Costa Gustavo Lucena/ MetrópolesArtistas visual, fotógrafa e designer de moda, Thamires investiga memória, afeto e paisagem como territórios simbólico. Para Constelações Contemporâneas, trouxe a série Serra Dentro Gustavo Lucena/ MetrópolesMestre em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, Taigo Meireles dialoga com a tradição da pintura histórica, cenografia clássica e cinema Gustavo Lucena/ MetrópolesRogério Roseo desenvolve a pintura centrada na experiência humana e na introspecção Wey Alves/ MetrópolesSobre a obra apresentada, Raylton Praga explicou que sua pesquisa é baseada em formas geométricas e na liberdade de interpretação do público
A curadoria aposta na ideia de que os contrastes podem gerar novas leituras e ampliar o entendimento do conjunto, ou seja, “construir uma exposição em que as diferenças não se anulassem, mas se ativassem mutuamente”.
Wey Alves/ MetrópolesO ciclo da matéria orgânica e inorgânica e o papel dos processos de contaminação, transformação são o ponto central do trabalho da artista, que tensiona a natureza e os resíduos nas obras que compõem a exposição Wey Alves/ MetrópolesA artista visual brasiliense desenvolve a pintura como investigação da paisagem do cerrado e construção de Brasília — uma forma de explorar a memória da cidade e as camadas que moldam o território Gustavo Lucena/ MetrópolesFormada pela Universidade de Brasília, Patrícia investiga o vidro como matéria orgânica e simbólica, explorando luz, transparência e transformação Gustavo Lucena/ MetrópolesDe sobradinho, Pamella investiga a cultura digital brasileira como campo simbólico e político. Wey Alves/ MetrópolesPatricia Monteiro usa as paisagens do Cerrado para construir imagens como território de memória Nina Quintana/MetrópolesArtista plástico e professor aposentado de desenho, pintura e história da arte da Universidade de Brasília, Nelson Maravalhas expõe três pinturas hipnagógicas na mostra Wey Alves/ MetrópolesDoutor em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, Marcos Antony desenvolve pesquisa a partir da tensão espacial entre centro e periferia, especialmente ao provocar contrastes entre o Plano Piloto e a região do Paranoá/Itapoã, onde cresceu Gustavo Lucena/ MetrópolesRadicada em Brasília, usa a paisagem de Brasília como campo de pesquisa para criação de seus acrílicos, bem como fotografias e colagens. Para constelações Contemporâneas, exibe a série Pau-ferro e a obra Rizomas da Alma
Assim como no céu, em que cada estrela mantém sua individualidade, mas passa a compor um desenho maior quando vista em relação às outras, as obras se organizam de forma a preservar sua autonomia enquanto constroem um campo ampliado de significados.
Wey Alves/ MetrópolesMaria Porto é brasiliense e vê na cidade um potencial de referência nas artes visuais. Para a exposição, traz as obras Primeiro Pedaço, Uma Festa de Adeus e Surpresa, em que explora metáforas e texturas Wey Alves/ MetrópolesNatural do Rio Grande do Sul, Léo Tavares revela que acolheu Brasília como lar e que grande parte de seu repertório criativo nasceu no Planalto Central Gustavo Lucena/ MetrópolesFormada em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba, Íris Helena investiga criticamente a paisagem urbana de Brasília. Na obra Primeira Pedra, exposta na mostra, ela utiliza impressão sob Pedras Portuguesas coletadas na Praça dos Três poderes Nina Quintana/MetrópolesA série Do Chão para o Chão, aposta de Helena em Constelações Contemporâneas, é resultado de uma experiência física e existencial, na qual explora memória, ausências e permanência ao observar e fotografar o chão Nina Quintana/MetrópolesOrgulhosamente “cria de Ceilândia”, Gu carrega na arte e no nome o orgulho da região em que nasceu. Para a exposição, explora fotografia, intervenção urbana e audiovisual para refletir a cidade e o pertencimento Wey Alves/ MetrópolesNascido em Ceilândia, mas criado em Minas, Gabriel Matos explora a trajetória de exílio rural por meio de obras que passeiam entre a fotografia, o bordado, a colagem e a escultura Wey Alves/ MetrópolesAs obras de Desirée Feldmann incorporam técnicas de manufatura, como costura, modelagem e encadernação, reinterpretadas em uma linguagem contemporânea que valoriza saberes manuais transmitidos entre gerações Nina Quintana/MetrópolesA obra apresentada na mostra integra a Série Luzes, pesquisa em que o artista retrata a cidade por meio de pontos luminosos, cores e movimentos, sem representar diretamente suas formas Wey Alves/ MetrópolesArtista e professor da Universidade de Brasília, Christus expõe a série a Roupa Nova do Rei, inspirada no conto de Hans Christian, feita a partir da técnica milenar chinesa Jianzhi Wey Alves/ MetrópolesReconhecido por seu trabalho de reconfiguração do imaginário, Antonio Obá apresenta obras da série Sonambúlicas — feitas no limiar entre sono e vigília durante a preparação de uma exposição Wey Alves/ MetrópolesBruna Zanatta apresenta quatro obras têxteis, feitas a partir da técnica tufting, em que explora a relação entre textura, cor e movimento como forma de expressão emocional e espacial Wey Alves/ MetrópolesCarlos Lin destaca o uso dos materiais in natura nas obras como resgate do seu eu criança, que cresceu em meio à zona rural e contato com a natureza Wey Alves/ MetrópolesAndré Santangelo trouxe para a mostra uma série de fotografias sobrepostas feita a partir de uma técnica própria desenvolvida há 20 anos
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 19 maio a 17 julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional