Constelações Contemporâneas: alunos de São Sebastião prestigiam mostra
Cerca de 250 alunos do CEF Cerâmica São Paulo participaram de atividade cultural e educativa no coração de Brasília

Cerca de 250 alunos do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Cerâmica São Paulo, de São Sebastião, participaram nesta terça-feira (16/6) de uma visita à exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, em cartaz no Teatro Nacional. Divididos entre os turnos da manhã e da tarde, os estudantes exploraram as obras, conversaram sobre os trabalhos apresentados e compartilharam suas impressões durante a atividade.
- Participação ampla: a visita reuniu cerca de 250 estudantes dos ensinos fundamental e anos finais da escola.
- Contato com a arte: os alunos puderam conhecer obras de pintura, fotografia e outras expressões artísticas da mostra.
- Aprendizado além da sala de aula: a experiência será trabalhada posteriormente em atividades e produções escolares.
- Desenvolvimento criativo: a visita buscou estimular a criatividade, a reflexão e a expressão dos estudantes.
Localizada no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, a iniciativa é promovida pelo Metrópoles Arte, com apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), e funciona diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita para os visitantes.
Atividade integra aprendizado além da sala de aula
Segundo a professora de educação física Simone Diniz, a atividade proporciona experiências que não fazem parte da rotina dos alunos e contribui para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional. Ela destaca que o contato com diferentes formas de arte pode despertar a criatividade e inspirar novas formas de expressão.
A educadora também explicou que a experiência será incorporada às atividades pedagógicas da escola, com produções de texto e trabalhos sobre a visita.

Estudantes destacam descobertas durante a visita
Entre os participantes no turno matutino estava Gabriel Ferreira dos Santos, de 14 anos, aluno do nono ano. Para ele, a exposição apresentou histórias por meio das obras e ajudou a estimular a inteligência e a criatividade.
“Acho muito importante os passeios escolares, pois eles proporcionam contato com novos ambientes e experiências fora da rotina da sala de aula”, ressalta.

Durante a visita, uma das obras que mais chamou a atenção de Gabriel foi a instalação da artista Raquel Nava, composta por uma estrutura de tijolos com cacos de vidro. Segundo ele, o trabalho evidencia a criatividade presente no cotidiano brasileiro e mostra diferentes formas de representar questões relacionadas à segurança e à realidade das comunidades.
Imersão cultural
Durante a tarde, alunos de turmas do 6° e 9° anos também foram convidados a mergulhar na mostra de arte. Cerca de 180 estudantes foram acompanhados por professores, monitores e mediadores entre as galerias.
Beatriz de Abreu, professora de ciências, destacou ao Metrópoles a importância de entender a arte como algo contemporâneo.
“Muitas vezes, na escola, a gente trabalha muito os artistas mais antigos, e aqui é bem moderno. Então, é importante que eles vejam que também podem chegar lá, porque há muitos artistas entre esses alunos.. Por isso, eu acredito que é uma porta para eles aprenderem mais”, afirmou.
A docente ainda acrescentou que, além do conhecimento, o passeio proporciona uma experiência que influencia no desenvolvimento pessoal. “O comportamento ainda é muito crítico, porque muitos deles nunca nem vieram aqui no Plano Piloto. São meninos entre 12 e 15 anos que nunca passaram pela Ponte JK. Então, isso aqui para é uma forma de escape.”
Por último, ela ressaltou o que ganha mais atenção dentro da sala de aula após a imersão no mundo das artes.
“Eles ficam encantados com as cores. As formas geométricas também lhes chamam bastante a atenção. Percebo que eles estão permanecem comentando muito sobre os tons e as misturas de cores”, finalizou.
Metrópoles Arte
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras do escultor Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.
O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para novas mostras que valorizam a produção artística nacional e local.

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