Alunos do Itapoã exploram a arte na mostra Constelações Contemporâneas
Os estudantes da rede pública tiveram contato com a arte e a cultura produzidas no DF através da exposição Constelações Contemporâneas

Cerca de 80 alunos do CEF Dr.ª Zilda Arns, do Itapoã, participaram, nessa quarta-feira (17/6), de uma visita à mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília. Acompanhados por professores, coordenadores e educadores sociais, os estudantes percorreram a exposição, conheceram diferentes linguagens artísticas e tiveram a oportunidade de refletir sobre as obras apresentadas, ampliando o contato com a arte e a cultura produzidas no Distrito Federal.
Localizada no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, a iniciativa é promovida pelo Metrópoles Arte, com apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), e funciona diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita para os visitantes.



Pela manhã, aproximadamente 40 alunos do 6º ao 9º ano puderam contemplar mais de 200 obras de 41 artistas do DF. Para a estudante Ana Paula Pinheiro, de 15 anos, a experiência foi especial.
Apesar de já ter visitado exposições de arte anteriormente, por influência da família, foi a primeira vez que conheceu o Teatro Nacional. “Eu estou achando muito legal. As obras são bonitas e interessantes.”
Ana ainda destacou o interesse despertado pelo que viu. Ao final da visita, a estudante disse que recomendaria a exposição para outras pessoas conhecerem.

Acesso à cultura é fundamental
Para o coordenador do CEF Dr.ª Zilda Arns e artista participante da mostra, Marcos Anthony, proporcionar o acesso dos estudantes à cultura é fundamental, especialmente porque muitos deles nunca tiveram a oportunidade de visitar o Teatro Nacional.
“Temos alunos de 12 anos que não viram esse espaço aberto. Ao fazer uma saída pedagógica como essa, proporcionamos que eles possam olhar o que existe ao redor e conhecer a história da cidade”, afirmou.

Segundo Marcos, a experiência ganha um significado ainda mais especial pelo fato de ele próprio estar entre os artistas selecionados para a exposição.
“Existe esse olhar do artista como uma pessoa distante, inatingível. Quando eles veem alguém próximo ocupando esse espaço, percebem que a arte também pode ser feita por quem está no mesmo território, pesquisando e produzindo a partir da própria realidade”, explica.
Para ele, ver os alunos identificando elementos de suas próprias vivências nas obras foi uma experiência marcante.
Marcos também ressaltou a importância da arte na formação dos estudantes. “Quando proporcionamos esse tipo de experiência, ajudamos a construir repertório cultural e um olhar mais diversificado sobre o que os cercam. Isso faz parte de um trabalho de base na escola e contribui para a formação desses jovens”, concluiu.

Visitas seguiram pela tarde
No turno vespertino, mais alunos do colégio puderam conhecer a mostra. Também matriculados nos 6° e 9° anos do ensino fundamental, os estudantes participaram ativamente da visita pelas galerias do Teatro Nacional.
Para Andrea Araújo, educadora social da escola, o maior ganho em passeios como esse está associado ao pertencimento de novos espaços. “Esse passeio faz com que os alunos tenham noção do que é arte. Por morarem na periferia, muitos não têm acesso a esse tipo de vivência. É maravilhoso vê-los descobrindo coisas tão bonitas”, disse ao Metrópoles.
“Eu espero que, no futuro, eles possam pertencer a um mundo onde a cultura faça parte da rotina deles. Que levem essa experiência e tenham condições de participar disso cada vez mais”, acrescentou.
Surpreendida ao observar o comportamento fora da escola, ela comentou que pôde perceber nos estudantes um interesse genuíno. “Aqui é só aprendizado. Estamos falando de crescimento intelectual”, concluiu.
Após passarem por todas as galerias, os alunos participaram de um lanche oferecido pela organização, encerrando a tarde de atividades culturais no teatro.
Metrópoles Arte
A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras do escultor Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.
O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para mais mostras que valorizam a produção artística nacional e local.
A nova edição reafirma o compromisso do Metrópoles em fomentar a cultura local e ampliar o acesso do público a iniciativas culturais em espaços emblemáticos da cidade. O projeto reforça a relevância da arte contemporânea na construção da identidade cultural da capital e no reconhecimento de Brasília como um importante polo criativo do país.
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 19 de maio a 17 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita

Receba no seu email as notícias de Fitness&Nutrição
Frequência de envio: Duas vezes na semana
Ver todas

























