Constelações Contemporâneas: o lugar perfeito para uma pausa cultural

A exposição convida o público a explorar a pluralidade da arte produzida no DF, em um encontro de diferentes linguagens e estilos

atualizado

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Camila Santos/Metrópoles
Alunos do Caic JK visitam mostra Constelações Contemporâneas no DF
1 de 1 Alunos do Caic JK visitam mostra Constelações Contemporâneas no DF - Foto: Camila Santos/Metrópoles

A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, em cartaz no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, é um convite para mergulhar na produção artística da capital federal. Realizada pelo Metrópoles Arte, a mostra gratuita reúne mais de 200 obras de 41 artistas do DF, oferecendo um panorama diverso e vibrante da arte contemporânea brasiliense.

Se você está buscando um programa diferente em Brasília, a exposição é o lugar perfeito para uma pausa cultural. A iniciativa, com apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), celebra a diversidade estética, conceitual e sensível que compõe a cena artística do quadradinho.

Alunos do CEF 01 Planalto visitam a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
Exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

Com curadoria de Mônica Tachotte, a mostra promove diálogos entre diferentes linguagens, experiências e formas de enxergar a cidade.

O visitante pode percorrer um amplo panorama da produção contemporânea brasiliense, com criações que vão de esculturas e instalações a pinturas, fotografias e outras expressões artísticas, reunindo diferentes artistas em um único espaço.

Mais do que uma exposição, Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília é um convite para descobrir novos olhares sobre Brasília, suas conexões e a potência criativa que pulsa na capital federal.

Retire seu ingresso neste link.

  1. Acesso à plataforma: o visitante deve abrir o site do Metrópoles Fine Arts clicando aqui.
  2. Seleção da reserva: na página inicial do portal, é necessário clicar no botão “Reserve seu ingresso grátis”.
  3. Escolha do dia: o interessado deve escolher a data em que deseja comparecer ao Teatro Nacional e selecionar a opção para reservar.
  4. Preenchimento dos dados: por fim, basta indicar a quantidade de ingressos desejada, preencher os dados pessoais solicitados no formulário e clicar em “Fazer inscrição”.

Conheça os artistas que integram a mostra

Confira os nomes dos artistas participantes:

Andre Santangelo, Antônio Obá, Bruna Zanatta, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Daniel Jacaré, Daniel Toys, David Almeida, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Julio Lapagesse, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Patricia Monteiro, Patrícia Bagniewski, Paula Calderon, Raquel Nava, Raylton Parga, Renato Rios, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki e Virgílio Neto

O evento dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 até 13 de março de 2026. O projeto marcou a bem-sucedida estreia do Metrópoles Arte.

Valéria Pena-Costa
Artistas visual, fotógrafa e designer de moda, Thamires investiga memória, afeto e paisagem como territórios simbólico. Para Constelações Contemporâneas, trouxe a série Serra Dentro
Mestre em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, Taigo Meireles dialoga com a tradição da pintura histórica, cenografia clássica e cinema
Rogério Roseo desenvolve a pintura centrada na experiência humana e na introspecção
Sobre a obra apresentada, Raylton Praga explicou que sua pesquisa é baseada em formas geométricas e na liberdade de interpretação do público

A curadoria aposta na ideia de que os contrastes podem gerar novas leituras e ampliar o entendimento do conjunto, ou seja, “construir uma exposição em que as diferenças não se anulassem, mas se ativassem mutuamente”.

O ciclo da matéria orgânica e inorgânica e o papel dos processos de contaminação, transformação são o ponto central do trabalho da artista, que tensiona a natureza e os resíduos nas obras que compõem a exposição
A artista visual brasiliense desenvolve a pintura como investigação da paisagem do cerrado e construção de Brasília — uma forma de explorar a memória da cidade e as camadas que moldam o território
Formada pela Universidade de Brasília, Patrícia investiga o vidro como matéria orgânica e simbólica, explorando luz, transparência e transformação
De sobradinho, Pamella investiga a cultura digital brasileira como campo simbólico e político.
Patricia Monteiro usa as paisagens do Cerrado para construir imagens como território de memória
Artista plástico e professor aposentado de desenho, pintura e história da arte da Universidade de Brasília, Nelson Maravalhas expõe três pinturas hipnagógicas na mostra
Doutor em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, Marcos Antony desenvolve pesquisa a partir da tensão espacial entre centro e periferia, especialmente ao provocar contrastes entre o Plano Piloto e a região do Paranoá/Itapoã, onde cresceu
Radicada em Brasília, usa a paisagem de Brasília como campo de pesquisa para criação de seus acrílicos, bem como fotografias e colagens. Para constelações Contemporâneas, exibe a série Pau-ferro e a obra Rizomas da Alma

Essa lógica dialoga diretamente com o conceito de constelação que orienta a mostra.

Assim como no céu, em que cada estrela mantém sua individualidade, mas passa a compor um desenho maior quando vista em relação às outras, as obras se organizam de forma a preservar sua autonomia enquanto constroem um campo ampliado de significados.

Maria Porto é brasiliense e vê na cidade um potencial de referência nas artes visuais. Para a exposição, traz as obras Primeiro Pedaço, Uma Festa de Adeus e Surpresa, em que explora metáforas e texturas
Natural do Rio Grande do Sul, Léo Tavares revela que acolheu Brasília como lar e que grande parte de seu repertório criativo nasceu no Planalto Central
Formada em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba, Íris Helena investiga criticamente a paisagem urbana de Brasília. Na obra Primeira Pedra, exposta na mostra, ela utiliza impressão sob Pedras Portuguesas coletadas na Praça dos Três poderes
A série Do Chão para o Chão, aposta de Helena em Constelações Contemporâneas, é resultado de uma experiência física e existencial, na qual explora memória, ausências e permanência ao observar e fotografar o chão
Orgulhosamente “cria de Ceilândia”, Gu carrega na arte e no nome o orgulho da região em que nasceu. Para a exposição, explora fotografia, intervenção urbana e audiovisual para refletir a cidade e o pertencimento
Nascido em Ceilândia, mas criado em Minas, Gabriel Matos explora a trajetória de exílio rural por meio de obras que passeiam entre a fotografia, o bordado, a colagem e a escultura
As obras de Desirée Feldmann incorporam técnicas de manufatura, como costura, modelagem e encadernação, reinterpretadas em uma linguagem contemporânea que valoriza saberes manuais transmitidos entre gerações
A obra apresentada na mostra integra a Série Luzes, pesquisa em que o artista retrata a cidade por meio de pontos luminosos, cores e movimentos, sem representar diretamente suas formas
Artista e professor da Universidade de Brasília, Christus expõe a série a Roupa Nova do Rei, inspirada no conto de Hans Christian, feita a partir da técnica milenar chinesa Jianzhi
Reconhecido por seu trabalho de reconfiguração do imaginário, Antonio Obá apresenta obras da série Sonambúlicas — feitas no limiar entre sono e vigília durante a preparação de uma exposição
Bruna Zanatta apresenta quatro obras têxteis, feitas a partir da técnica tufting, em que explora a relação entre textura, cor e movimento como forma de expressão emocional e espacial
Carlos Lin destaca o uso dos materiais in natura nas obras como resgate do seu eu criança, que cresceu em meio à zona rural e contato com a natureza
André Santangelo trouxe para a mostra uma série de fotografias sobrepostas feita a partir de uma técnica própria desenvolvida há 20 anos

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De 19 maio a 17 julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita

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