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Brasil

Rolou na 6ª: Alvim, Goebbels, nazismo e demissão

Presidente Jair Bolsonaro teve que afastar seu secretário de Cultura após reações a vídeo em que frases de cunho nazistas são citadas

17/01/2020 20:52, atualizado 17/01/2020 23:40
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Reprodução
Rolou na 6ª: Alvim, Goebbels, nazismo e demissão

Sexta-feira (17/01/2020): o cenário é uma sala, bandeira brasileira à esquerda, a cruz patriarcal de Lorena à direita. Ao alto, a imagem oficial do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Como música de fundo, um trecho da ópera Lohengrin, do alemão Richard Wagner. Ao centro, o agora ex-secretário Nacional de Cultura Roberto Alvim com um discurso em que, à guisa de lançar o Prêmio Nacional das Artes, fala sobre a política do governo federal para a área e incorpora o ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, um dos ícones do nazismo.

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo, ou então não será nada”, diz no vídeo que divulgou na noite dessa quinta-feira (16/01/2020). São frases semelhantes a um discurso de Goebbels.

As reações foram imediatas. Associações judaicas, a Câmara, o Senado, a oposição, a situação, as redes sociais, a Embaixada da Alemanha e até mesmo o guru de Alvim, o escritor Olavo de Carvalho, consideraram que o secretário ultrapassou todos os limites. Sua cabeça foi pedida. Bolsonaro, a princípio, teria resistido à ideia de entregá-la numa bandeja. Mas o estrago já estava feito. Não dava mais. A demissão foi inevitável.

O governo Bolsonaro poderá até entregar à sociedade “uma arte que cria a sua própria qualidade a partir da nacionalidade plena”, como destaca Alvim no famigerado vídeo. Mas não será pelas suas mãos.

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