INSS: calcule o novo valor de seu benefício e os descontos

Calculadoras criadas pelo Metrópoles revelam também quanto o trabalhador da iniciativa privada vai contribuir para a Previdência

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 17/01/2020 9:35

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) oficializou nessa terça-feira (14/01/2020) um reajuste de 4,48% nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) acima do salário mínimo.

Além desse reajuste, as faixas de contribuição ao INSS dos trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada também foram atualizadas.

O Metrópoles elaborou duas calculadoras: 1. Para apurar quanto vai ganhar o segurado do INSS com o reajuste; 2. Para medir a contribuição do trabalhador da iniciativa privada ainda na ativa à Previdência.

Como usar:
1. Reajuste dos benefícios
Destinado a aposentados e pensionistas do INSS. Coloque quanto ganhava pelo instituto no ano passado no espaço “valor do benefício em 2019”. Em seguida, escolha a data em que começou a receber o seguro.

2. Valor da contribuição à Previdência
Destinado apenas a trabalhadores da iniciativa privada. Coloque o quanto ganha atualmente e descubra o valor que será descontado como contribuição à Previdência.

Entenda os cálculos:

1. Reajuste dos benefícios
O aumento de 4,48% vale para benefícios pagos acima do salário mínimo. É preciso também que os segurados tenham começado a receber o valor até janeiro do ano passado – depois dessa data, o reajuste diminui conforme a inflação do mês (veja a tabela mais abaixo).

O aumento de 4,48% tem por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano passado. O índice também é conhecido como inflação de famílias com renda baixa.

Para quem ganha um salário mínimo a aposentadoria subiu inicialmente de R$ 998 para R$ 1.039. O governo anunciou nessa terça-feira (14/01/2020) que esse valor terá aumento e ficará em R$ 1.045.

A calculadora considerou o salário mínimo em vigência (R$ 1.039), apesar do anúncio do governo federal.

Com o piso de R$ 1.045, o professor de direito Previdenciário Emerson Lemes destaca que não se pode receber menos que o salário mínimo.

“Como nenhum benefício pode ser menor que o salário mínimo, se o piso subir para R$ 1.045, uma pessoa que recebe hoje abaixo desse valor, passará a receber R$ 1.045”, explica o especialista.

2. Contribuição
As faixas de contribuição ao INSS dos trabalhadores empregados, domésticos e trabalhadores avulsos também foram atualizadas, conforme anunciado pelo instituto.

As alíquotas são de 8% para aqueles que ganham até R$ 1.830,29; de 9% para quem ganha entre R$ 1.830,30 e R$ 3.050,52; e de 11% para os que ganham entre R$ 3.050,53 e R$ 6.101,06.

Quem recebe acima do teto contribui para a Previdência como se recebesse R$ 6.101,06.

Por conta da reforma da Previdência, promulgada em novembro do ano passado, as taxas das alíquotas serão alteradas a partir de março. Elas passarão a ser:

  • Até R$ 1.039,00: 7,5%
  • De R$ 1.039,01 R$ até 2.089,60: 9%
  • De R$ 2.089,61 até R$ 3.134,40: 12%
  • De R$ 3.134,41 até R$ 6.101,06: 14%

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