Guedes e Bolsonaro: mínimo de R$ 1.045 valerá em 1º de fevereiro

Ao lado do presidente, ministro da Economia confirma ajuste do salário-mínimo para repor a inflação. Impacto será de R$ 2,3 bilhões

Foto: Rafaela Felicciano/MetrópolesFoto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 14/01/2020 19:01

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou, no fim da tarde desta terça-feira (14/01/2020), que o salário-mínimo passará dos R$ 1.039 anunciados para R$ 1.045, a partir de 1º de fevereiro. A medida foi anunciada depois das críticas contra o fato de que o aumento anterior não compensava toda a inflação de 2019.

Os R$ 6 adicionais constarão de medida provisória que será editada nesta quarta-feira (15/01/2020) e o reajuste valerá a partir do mês que vem. Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, no Ministério da Economia, Guedes estimou o impacto do novo aumento em R$ 2,3 bilhões.

Em dezembro, o governo federal havia editado uma primeira MP fixando o mínimo para 2020 em R$ 1.039, com reajuste de 4,1% em relação aos R$ 998 de 2019. O aumento foi calculado com base na projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) até aquele momento, mas o indicador fechou o ano acima desse patamar, em 4,48% – principalmente por conta da pressão inflacionária do aumento no preço da carne.

Com isso, o novo valor não recompôs a inflação oficial, obrigação determinada pela Constituição.

“Tivemos uma inflação atípica em dezembro, não esperávamos que fosse tão alta assim – mas foi, em virtude, basicamente, da carne. E tivemos que fazer com que o valor do salário mínimo fosse mantido. Então ele passa, via medida provisória, de R$ 1.039 para R$ 1.045 a partir de 1º de fevereiro. A medida deve ser publicada amanhã, no Diário Oficial”, afirmou Bolsonaro.

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