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Candidato do Partido Novo, Alexandre Guerra decidiu pela neutralidade no segundo turno das eleições para o Palácio do Buriti. Ele segue a orientação do partido. Entretanto, destacou que como cidadão pode apoiar Rodrigo Rollemberg (PSB), dependendo das alianças que o governador fizer na reta final da campanha. O anúncio foi feito ao vivo, nas redes sociais do Metrópoles, nesta quarta-feira (10/10).

“O partido não apoia nem Ibaneis Rocha nem Rollemberg. Entendemos que nenhum deles abraça o programa de governo da nossa legenda. Pelo contrário, as promessas que eles estão fazendo, como dar aumento a servidores, fazer concursos e centenas de obras, vão onerar o Estado e isso será repassado à população do DF. Eu não acredito em nenhum deles”, assegurou.

O ex-buritizável criticou a polarização das eleições no DF e no Brasil e falou sobre seu voto como cidadão. “Não vou votar no Ibaneis porque a candidatura dele foi construída em cima do dinheiro. O caminho que ele optou é do passado. Quanto a Rollemberg, vou avaliar as movimentações dele para ver com quem vai se aliar. Se ele compor com o PT, por exemplo, não terá meu voto”, afirmou.

Em seguida, declarou voto a Bolsonaro. “Não o conheço pessoalmente, mas acredito que ele seja a melhor opção, uma vez que tem o discurso da renovação política”, argumentou.

Questionado sobre os planos políticos para 2020, Guerra foi claro: “Espero estar liderando o processo da reforma do nosso país. Demos o primeiro passo. Não estamos aqui falando do fim, mas do início de um projeto”, destacou.

Confira a entrevista na íntegra:

 

 

Alexandre Guerra ficou em oitavo lugar na disputa no primeiro turno. Aparece atrás de Ibaneis Rocha (MDB), Rodrigo Rollemberg (PSB), Rogério Rosso (PSD), Paulo Chagas (PRP), Eliana Pedrosa (Pros), Alberto Fraga (DEM) e Fátima Sousa (PSol). Teve, ao todo, 63.238 votos, ou 4,19% do total, ficando na frente de Júlio Miragaya (PT), Antônio Guillen (PSTU) e Renan Rosa (PCO).

Herdeiro da rede de lanchonetes Giraffas, Alexandre disputou sua primeira eleição neste ano. Formado em direito, assumiu os negócios da família e a presidência da empresa no lugar do pai, Carlos Guerra. O candidato trabalha na rede há 20 anos, na qual foi CEO entre 2012 e 2016. Hoje, integra o Conselho de Administração da organização.