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Fotos: veja fatos marcantes dos 70 anos de reinado da rainha Elizabeth

A coluna não deixaria passar despercebida a comemoração de 70 anos de reinado de Betinha – apelido dado pelos brasileiros à monarca

atualizado 05/02/2022 21:31

Mulher de cabelos brancos com uma coroa, joias e uma faixa vermelha Michael Ukas - Pool/Getty Images

Aos 95 anos, Elizabeth II está prestes a conquistar uma façanha que poucos monarcas conseguiram: reinar absoluta por 70 anos. Neste domingo (6/2), a soberana comemora sete décadas à frente do trono britânico. Ela ascendeu ao cargo após a morte do pai, o rei George VI, em 6 de fevereiro de 1952. Devido a essa ser a data de falecimento do patriarca, a rainha não costuma celebrar o aniversário por estar à frente da Coroa.

Como de costume, a rainha celebrará a data na casa de Sandringham, onde o pai morreu. Admiradora da realeza britânica, a coluna Claudia Meireles não deixaria passar em branco a comemoração de 70 anos de reinado de Betinha – apelido dado pelos brasileiros à monarca. Em junho, ela festeja o marco histórico com o Jubileu de Platina. Viva a maior soberana britânica de todos os tempos.

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Confira uma linha do tempo com os momentos-chave da regência de Elizabeth II.

1 – “Deus salve a rainha” (1952-1961)

Começou conturbado o início do reinado de Elizabeth, à época uma jovem princesa de 25 anos. Em viagem pelo Quênia, a integrante da realeza estava acompanhada do marido, o príncipe Philip. Entre um passeio e outro, ela recebeu a notícia de que o pai, o rei George VI, havia morrido, aos 56 anos. A dupla interrompeu a viagem e voltou imediatamente para a Inglaterra.

A coroação só ocorreu mais de um ano depois de Elizabeth ascender ao trono, em 2 de junho de 1953. A cerimônia foi a primeira a ser televisionada aos súditos e ao público de outros países. Mais de 8,5 mil convidados lotaram a Abadia de Westminster a fim de conferir a solenidade. No início do reinado, a rainha contou com o suporte do conselheiro, o então primeiro-ministro Winston Churchill.

Acompanhada dos herdeiros Charles e Anne, a rainha Elizabeth se encontra com o então primeiro-ministro, Winston Churchill

Entronizada aos 26 anos, Elizabeth tinha muito o que aprender para exercer as funções como chefe da monarquia. Churchill tratou de ensiná-la e mostrou o melhor caminho a ser seguido para tomar determinadas decisões. Da relação institucional, surgiu uma forte amizade. Quando ele deixou o cargo, em 1955, ela escreveu uma carta emocionada e expressou agradecimento ao amigo e mentor.

“[…] Ocupar o lugar do meu primeiro-ministro, a quem tanto o meu marido e eu devemos tanto e pela sábia orientação nos anos iniciais do meu reinado pela qual estarei sempre profundamente grata”, redigiu a rainha. Mãe de dois filhos – Charles e Anne, a soberana britânica engravidou do terceiro herdeiro, o príncipe Andrew. Ele nasceu em 1960.

Elizabeth com o terceiro filho, Andrew

2 – Rainha até na lua (1962 – 1971)

Anos depois de Andrew vir ao mundo, a soberana deu boas-vindas ao quarto filho, o príncipe Edward. O caçula de Elizabeth e Philip nasceu em 1964. Quatro anos depois, a monarca aterrissou no Brasil enquanto fazia uma turnê pela América. No período, o país vivenciava a instabilidade decorrente da ditadura militar. O presidente era Artur da Costa e Silva.

Ao lado do marido, a rainha conheceu as terras tupiniquins. O casal desembarcou em Recife e, em seguida, passou por Salvador, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo, foram 11 dias de turnê pelo Brasil. De acordo com fontes, um dos maiores arrependimentos do reinado de Elizabeth é ter se atrasado em visitar a vila Aberfan, no País de Gales, após uma tragédia em que matou 116 crianças e 28 adultos, em 1966.

A monarca britânica em Aberfan

3 – Bodas e jubileu da vovó (1972 – 1981)

Em 1972, Elizabeth e Philip completaram 25 anos de casados, ou melhor, Bodas de Prata. A comemoração começou com uma missa na Abadia Westminster e terminou com uma festança no Palácio de Buckingham, organizada pelos dois filhos mais velhos. Dos quatro herdeiros da monarca, a primeira a trocar as alianças no altar foi a princesa Anne. Ela se casou com o capitão Mark Phillips, em 1973.

A rainha precisou atuar em grandes conflitos. É o caso da Guerra do Vietnã, apoiada pelo Reino Unido, que disponibilizou militares. A batalha terminou em 1975. Ter participado do combate não pegou bem para a soberana. Ela recebeu críticas até do cantor John Lennon.

Em 1977, Elizabeth celebrou o Jubileu de Prata em que renovou os votos de serviço vitalício à Coroa. Em novembro do mesmo ano, nasceu seu primeiro neto, Peter Phillips, filho da princesa Anne.

Anne foi a primeira filha da rainha e de Philip a subir ao altar

Chamada de Dama de Ferro, Margaret Thatcher assumiu o posto de primeira-ministra em 1979. Ela e a rainha firmaram embates poderosos. Antes da terceira década de reinado da rainha terminar, a família real ganhou uma nova integrante: Diana Spencer. Em 1981, Lady Di se casou com o príncipe Charles, herdeiro do trono. O enlace marcou a história da monarquia, sendo considerado o “maior do século”, de acordo com a imprensa.

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4 – Motivos para comemorar (1982 – 1991)

O país da rainha entrou em conflito com a Argentina por causa do comando das ilhas Malvinas, local próximo à Argentina e sob domínio britânico desde 1982. O Reino Unido venceu a guerra de dois meses. Elizabeth comemorou a vitória em dose dupla, com o Jubileu de Pérola, ou seja, 30 anos à frente da Coroa. Uma semana após o término da batalha, nasceu o príncipe William, primogênito do herdeiro direto do trono.

O ano de 1982 foi um tanto quanto agitado para a monarca. Em julho, teve o quarto invadido pelo decorador Michael Fagan. Ele pulou o muro do Palácio de Buckingham e entrou no cômodo onde soberana descansava. Ela estava dormindo e, quando acordou, deparou-se com o homem de 31 anos. Em 1986, a realeza britânica aumentou devido ao casório do príncipe Andrew e de Sarah Ferguson, a nora mais rebelde da rainha.

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5 – Década horrível (1992 – 2001)

“Não vou me lembrar desse tempo com prazer.” A própria Elizabeth definiu 1992 como “annus horribilis”. No período, houve diversos “incêndios” dentro e nos arredores da família real. O primeiro tem como protagonista a princesa Anne. Ela se separou de Mark Phillips, em abril. No fim do ano, o Castelo de Windsor pegou fogo pois uma faísca atingiu uma cortina. O palácio ficou devastado, conforme divulgou a mídia.

A onda de divórcios continuou a assombrar os casais reais, Charles e Diana, e Andrew e Sarah Ferguson. As duplas se separaram em 1996. Os dois fins de relacionamento foram marcados por traições e exposição midiática, o que deixou a rainha Elizabeth enfurecida. Em 1997, Lady Di morreu em um acidente de carro em Paris. A soberana não compareceu ao funeral e teve uma reação fria ao falecimento da ex-nora, o que provocou duras críticas.

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6 – Perdas memoráveis (2002 – 2011)

A sexta década do reinado da monarca começou com perdas. Em fevereiro, a rainha deu adeus à única irmã, a princesa Margaret. Em menos de dois meses, foi a vez de ela se despedir da mãe, Elizabeth Bowes Lyon, de 101 anos. As duas mulheres estiveram ao lado da soberana em momentos cruciais da monarquia. No mesmo ano, Elizabeth comemorou – sem muitos motivos – o Jubileu de Ouro, isto é, 50 anos no comando da Coroa.

Em 2007, a rainha e o príncipe Philip completaram 60 anos de casados. Ela foi a primeira monarca a celebrar Bodas de Diamante. Em meio a despedidas, um “presente especial” chegou para alegrar a dinastia Windsor: Savannah. O nascimento da primogênita de Peter Phillips, em 2010, transformou Elizabeth em bisavó. No ano seguinte, o segundo ocupante da linha de sucessão ao trono, o príncipe William, trocou as alianças com Kate Middleton.

Funeral da rainha-mãe, Elizabeth Bowes Lyon

7 – Surpresas desejadas e indesejadas (2012 – 2022)

Não faltaram comemorações para o Jubileu de Diamante de Elizabeth, realizado em junho de 2012. A solenidade marcou os 60 anos da rainha como líder da monarquia britânica. No mesmo ano, Betinha surpreendeu os súditos ao fazer uma aparição surpresa na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. Na ocasião, a soberana recebeu escolta do agente 007, o icônico James Bond, personagem interpretado pelo ator Daniel Craig.

Em 2013, nasceu o príncipe George, primogênito de William e Kate Middleton. O menino ocupa a terceira posição na linha de sucessão ao trono. Passados dois anos, Elizabeth arrematou mais um recorde. Ela se tornou a monarca com o reinado mais longo do Reino Unido, tendo superado a tataravó, a rainha Victória. Em 2016, a soberana completou 90 anos de vida esbanjando saúde.

Elizabeth e Philip festejaram as Bodas de Platina em 2017. Em razão da idade avançada, a rainha mais viajada da história decretou a própria “aposentadoria aérea” aos 93 anos. Nunca é tarde para fazer algo pela primeira vez. A soberana nunca havia assistido ao vivo a um desfile de moda. Ela tirou o desejo da lista em 2018, ano em que o neto, o príncipe Harry, casou-se com Meghan Markle, ex-atriz de Hollywood de origem norte-americana.

Em 2019, a rainha saudou o atual primeiro-ministro, Boris Johnson, personagem decisivo na aprovação do Brexit – saída do Reino Unido da União Europeia. O matrimônio do príncipe Harry e Meghan rendeu novos capítulos para a realeza. Em 2020, os duques de Sussex resolveram renunciar aos cargos seniores na Coroa. A decisão pegou a soberana britânica de surpresa. Eles fizeram revelações bombásticas sobre a família real em uma entrevista.

Em recuperação das alegações do neto, Elizabeth teve de lidar com a morte do marido, Philip, em abril de 2021. O casal colecionou 73 anos de casados. Em novembro, o estado de saúde da monarca preocupou os súditos. Ela cancelou viagens e ficou internada.

A mais nova dor de cabeça da soberana se chama príncipe Andrew. O filho da rainha responde a uma acusação de abuso sexual e teve os títulos militares retirados pela mãe.

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