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Muito além da rainha Elizabeth: conheça países governados por monarcas

De 44 países com monarquias: 33 são reinos; três, principados; três, emirados; dois, sultanatos; um império; um grão-ducado; e um papado

atualizado 12/06/2021 19:58

Papa Francisco, rainha Elizabeth e NaruhitoMondadori Portfolio/Pool/Tayama TATSUYUKI/Getty Images

“Deus salve a rainha.” Desde 1952, o hino da Inglaterra traz como título a expressão anterior em razão do comando de Elizabeth II. Sem sombra de dúvida, a monarquia britânica é a mais conhecida do planeta, principalmente com as polêmicas envolvendo os parentes da soberana. Mas existem outros reinos espalhados pelos continentes que nem sempre são governados pela figura de um rei ou da rainha. Podem liderar os súditos, imperador, príncipe, sultão, duque, emir ou até mesmo o papa.

A monarquia é a mais antiga forma de governo em vigor na atualidade. O soberano se mantém no posto até o dia da morte ou da renúncia. Diante das duas situações, o trono é passado, na maioria das vezes, de forma hereditária, ou seja, ao filho mais velho. De acordo com a Organização das Nações Unidas, há atualmente 44 territórios com monarcas, sendo 43 reconhecidos como estados independentes. O Vaticano também está incluído na listagem mesmo não sendo membro da ONU.

Caso só conheça a monarquia britânica, prepare-se para o aulão de história!

Vaticano é uma monarquia?

As monarquias estão divididas em cinco categorias. É o caso da absolutista hereditária, em que o soberano herda o trono, detém os poderes superiores e exerce a função de primeiro-ministro. Já no modelo constitucional hereditário, o “líder” está sujeito a uma constituição e o seu comando fica limitado às leis. Outro tipo desse sistema de governo é o constitucional eletivo. Nesse caso, os monarcas são escolhidos por votos de influentes locais. O mandato do eleito pode ser vitalício ou por tempo determinado.

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Menos comum, o modelo de diarquia ocorre somente em Andorra, pequeno país europeu situado entre a França e a Espanha, nas montanhas dos Pirineus. Nessa categoria, a forma de governo é compartilhada por dois chefes de Estado. De um lado, está o presidente da França, eleito pela população, e do outro, o bispo católico, nomeado pelo papa. Ambos são chamados de copríncipes. O poder religioso também surge na monarquia absolutista eletiva não hereditária. O único lugar a seguir o formato é o Vaticano. Na ocasião, o papa atua como rei, definido pelo Colégio de Cardeais.

Volta ao mundo

Grande parte do cenário político mundial traz como regime a democracia em razão da influência causada pela Revolução Francesa, no século XVIII. Dos 44 estados que se definem como monarquia, 33 são reinos; três, principados; três, emirados; dois, sultanatos; um império; um grão-ducado; e um papado. Depois de descobrir que o Vaticano se enquadra nesse formato de governo, confira outros países reconhecidos pela ONU por terem o poder centrado na mão de um rei, imperador, emir ou sultão.

Arábia Saudita – Reino

Conhecida pelas reservas de petróleo, a Arábia Saudita funciona nos moldes de uma monarquia absolutista hereditária. Lá, o soberano é tanto chefe de Estado quanto de governo. Desde 2015, está na função de rei e primeiro-ministro Salman bin Abdulaziz al-Saud. Ele herdou o comando do país após a morte do pai, mas antes precisou ser aprovado por um comitê formado por príncipes locais. A família real saudita tem quase 16 mil pessoas.

Salman bin Abdulaziz al-Saud
O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz al-Saud

Japão – Império

Na Terra do Sol Nascente, consta a mais velha dinastia hereditária do mundo, a Yamato. No poder, está o imperador Naruhito, de 59 anos. Ele tomou posse após a renúncia do pai, Akihito, em maio. O país asiático só permite que homens assumam o Trono do Crisântemo. Por essa razão, quem deverá suceder o atual soberano é Hisahito de Akishino, príncipe mais jovem do Japão. Hoje, com 14 anos, ele foi o primeiro membro masculino da família imperial a nascer desde 1965.

Melania Trump, imperatriz consorte Masako, Donald Trump e imperador Naruhito
Melania Trump, imperatriz consorte Masako, Donald Trump e imperador Naruhito

Kuwait – Emirado

Em setembro, o Kuwait passou por uma dança das cadeiras. Com a morte do emir xeque Sabah Al-Ahmad Al-Sabah, aos 91 anos, a coroa foi passada ao então príncipe herdeiro, Nawaf Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah. O sucessor fez o juramento ao público dias após o falecimento do meio-irmão. Além de estar no poder desde 1756, a dinastia Sabah controla uma poderosa companhia de petróleo no país árabe.

Nawaf Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah
Nawaf Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah herdou o comando do país após a morte do meio-irmão

Mônaco – Principado

País europeu, Mônaco é famoso pelos cassinos de luxo, o distrito de Monte Carlo e o Grande Prêmio da Fórmula 1. Outro destaque do principado se faz presente no sobrenome Grimaldi. À frente da monarquia desde 2005, está o príncipe soberano Albert II, filho de Grace Kelly e Rainier III, príncipe de Mônaco. O “poderoso” não manda e desmanda como ocorre em outros lugares. O Legislativo se forma por meio de eleição. Ele pode até indicar o chefe de Estado, mas somente entre uma lista de três nomes previamente votados e selecionados.

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Catar – Emirado

País sede da Copa do Mundo de 2022, o Catar declarou independência do domínio britânico em 1971 para se tornar um Estado monárquico. Atualmente, o emir Tamin bin Hamad Al-Thani está à frente do trono. Ele assumiu o cargo após a abdicação do pai, Hamad bin Khalifa Al-Thani, em 2013. Um ano depois, casou-se com Noora bint Hathal Al-Dosari. Os integrantes da realeza carregam o sobrenome Al-Thani.

Tamin bin Hamad Al-Thani
Está no trono o emir Tamin bin Hamad Al-Thani

Luxemburgo – Grão-ducado

Até 1980, Luxemburgo esteve sob o governo dos Países Baixos. Considerado peculiar, o país é o único grão-ducado ainda existente no planeta. Tendo a maior renda per capita mundial, o sistema político se enquadra no modelo de monarquia constitucional. Lá, o soberano se define como grão-duque, no caso, responde pelo título Henrique. Ele tem laços com a família real brasileira e portuguesa, pois sua tataravó materna era Maria José de Bragança. Os deveres do soberano são representativos, principalmente em eventos exteriores.

A grã-duquesa Maria Teresa e o grão-duque Henrique
Luxemburgo é o único grão-ducado do mundo. O casal real, a grã-duquesa, Maria Teresa, e o grão-duque, Henrique

Emirados Árabes Unidos – Emirado

Como o próprio nome já diz, os Emirados Árabes Unidos é liderado por um emir. Em relação a outras monarquias, a organização do país é um tanto quanto diferente. Dividido em sete distritos, cada um possui um soberano. Entretanto, de todos os líderes, o “todo poderoso” fica em Abu Dhabi, também responsável por assumir o cargo de presidente. O ofício está nas mãos de Khalifa bin Zayed Al-Nahyan desde 2004. Ele ascendeu ao trono devido à morte do pai, Zayed bin Sultan Al-Nahayan.

Príncipe Charles e Khalifa bin Zayed Al-Nahyan
O príncipe Charles com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Khalifa bin Zayed Al-Nahyan

Malásia – Reino

Composta por 13 estados, incluindo nove sultanatos, a Malásia é classificada como um reino. No país asiático, o mandato do soberano é de cinco anos e, ao término, elege-se um novo. Mas tudo pode mudar, caso o atual monarca renuncie ao cargo. Foi isso que ocorreu em 2019. O rei Muhammad V abdicou das funções reais ao resolver se casar com uma miss russa de 25 anos. Com a decisão, houve uma votação e saiu vitorioso o sultão Tengku Abdullah, de 59 anos. Ele não pode interferir no sistema político.

Sultão Tengku Abdullah
O sultão Tengku Abdullah tem o mandato de cinco anos

Brunei e Omã – Sultanatos

Pouco conhecido, Brunei está localizado no continente asiático. Detém a missão de ser sultão e primeiro-ministro, Hassanal Bolkiah, desde 1967. Tendo em mãos todo o poder do Estado, o monarca absoluto pode cuidar até do Conselho Legislativo. Com uma fortuna avaliada em US$ 20 bilhões, o mandatário mora com as mulheres e filhos em uma das maiores casas do mundo. Outro país que segue o sistema de governo é Omã, fixado no Oriente Médio. O sultão Qabus bin Said Al-Said comanda finanças, governo e militares há mais de cinco décadas.

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Reino Unido – Reino

Encabeçando a coroa britânica desde 1952, a rainha Elizabeth II é a chefe de estado de 16 países, chamados de Commonwealth of Nations (Reinos da Comunidade das Nações, em tradução do inglês). A soberana não atua como autoridade executiva nesses lugares, nem mesmo na Inglaterra, onde mora, e o governo denomina-se uma monarquia parlamentar. Prestes a comemorar 95 anos em abril, ela ascendeu ao trono após a morte do pai, o rei George VI.

Os países que formam a Commonwealth são: Antígua, Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Santa Lúcia, São Cristóvão e Neves, São Vicente e Granadinas, Tuvalu e Reino Unido (integra Inglaterra, Irlanda). Devido à distância geográfica, alguns territórios têm a figura real representada por um governador-geral, pessoa indicada pela rainha. Elizabeth II é a monarca a ocupar por mais tempo o trono britânico. Em 2022, completará 70 anos de reinado.

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Outras monarquias

A lista de monarquias independentes abrange também outros países.  Classificam-se como reinos: Bahrein, Bélgica, Butão, Camboja, Dinamarca, Espanha, Jordânia, Lesoto, Marrocos, Noruega, Holanda, Suazilândia, Suécia, Tailândia e Tonga. Já Liechtenstein pertence à categoria de principados. Na galeria baixo, confira os soberanos dos respectivos países:

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