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Polícia Civil procura mais um suspeito de participar de chacina no DF

Até o momento, 3 estão presos por participação no crime. Policiais seguem nas ruas, atrás de mais um suspeito, além de Carlomam dos Santos

atualizado

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Reprodução/Redes sociais
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1 de 1 claudia-ana-beatriz-marcos-antonio-thiago-gabriel-desaparecidos-família - Foto: Reprodução/Redes sociais

Policiais civis estão nas ruas, na manhã desta quarta-feira (25/1), atrás de dois suspeitos que teriam participado da chacina que envolve o assassinato de 10 pessoas de uma mesma família. Um deles é Carlomam dos Santos Nogueira, 26 anos.

O segundo não teve o nome divulgado, para não atrapalhar as investigações conduzidas pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). O novo nome teria chegado aos investigadores após um dos 3 presos denunciar a participação.

A suspeita da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) é de que Carlomam saiu da capital do país. Durante as apurações, a corporação localizou impressões digitais dele no cativeiro onde ficaram as vítimas e no carro de uma delas. Até o momento, três pessoas estão presas por participação na chacina.

Mais três corpos

O rastro que levou a PCDF a mais três corpos de vítimas da chacina, localizados na madrugada dessa terça-feira (24/1), revela a crueldade do esquema montado pelos criminosos. Os cadáveres foram deixados na cisterna de uma chácara no Núcleo Rural Santos Dumont, em Planaltina (DF).

O poço, de aproximadamente 2 metros de profundidade, ficava a poucos centímetros de uma casa abandonada. Na grama do terreno, havia vestígios dos restos mortais e de sangue das vítimas, assim como dentro da cisterna.

Os corpos encontrados na cisterna eram de uma mulher, uma adolescente e um homem. A PCDF confirmou se tratarem de duas das três vítimas desaparecidas: Cláudia Regina Marques de Oliveira e Thiago Gabriel Belchior. Ana Beatriz  Marques de Oliveira continua desaparecida.

Veja fotos do local:

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O poço, de aproximadamente 2 metros de profundidade, fica perto de uma casa abandonada no terreno
No gramado, é possível observar vestígios dos restos mortais e de sangue das vítimas, assim como na cisterna
Casa perto do local onde foram deixados os três corpos
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Cisterna onde corpos foram deixados fica em chácara no Núcleo Rural Santos Dumont, em Planaltina (DF)

Breno Esaki/Especial Metrópoles
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O poço, de aproximadamente 2 metros de profundidade, fica perto de uma casa abandonada no terreno

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No gramado, é possível observar vestígios dos restos mortais e de sangue das vítimas, assim como na cisterna

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Casa perto do local onde foram deixados os três corpos

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Linha do tempo

A reportagem cruzou depoimentos de suspeitos de envolvimento no crime, bem como relatos de familiares e testemunhas à polícia, para explicar a cronologia dos fatos. Confira:

25/12 – Segundo relatou o namorado de Gabriela à polícia, ele passou o Natal com os familiares da jovem e retornou para casa dois dias depois. Na ocasião, os documentos da sogra, Renata, 52, teriam ficado com ele.

28/12 – Conforme depoimento, a menina teria “sumido” durante o dia 28 de dezembro e voltado a responder o companheiro à noite, informando que precisou fazer uma viagem de última hora, pois o “pai teria de fazer alguns exames”.

31/12- Após dois dias seguidos sem responder, Gabriela, 25, teria mandado uma mensagem de áudio para o namorado dizendo que retornaria para casa em 1 de janeiro. Desconfiado da história, o jovem, então, teria checado um aplicativo de localização, que divide com a companheira, e verificado que o celular dela, com o qual os dois se comunicavam, estava em Planaltina. Sentindo que algo poderia estar errado, o rapaz mandou prints para Gabriela por mensagens e passou a confrontá-la.

2/1- Gabriela e a mãe, Renata, enviaram um áudio para o jovem dizendo que um “processo relacionado a um trator do pai dela” – Marcos Antônio, 54– teve “problemas” e que, por esse motivo, a família precisou fugir. Desde então, não responderam mais.

Preocupado, o jovem entrou em contato com Thiago, 30, irmão de Gabriela, que teria dito a ele “não saber de nada”. Dias depois, Thiago o teria procurado solicitando os documentos da mãe – Renata. Nesse momento, ainda segundo relatou o menino à polícia, Thiago, na tentativa de encaminhar a conversa dos dois para um terceiro, a reencaminhou, por engano, ao próprio cunhado, com quem conversava. Ao perceber o erro, o marido de Elizamar apagou a mensagem imediatamente.

11/1 – Após tentativas frustradas de falar com a namorada e de entregar os documentos da sogra, o jovem pediu para que Thiago enviasse a ele uma localização para que pudesse deixar os pertences de Renata. Thiago, então, o respondeu com a localização da casa onde mora, em Santa Maria. Contudo, e novamente, outra intercorrência atrapalhou o plano. Essa, segundo o rapaz, foi a última vez em que conseguiu conversar com o cunhado.

Dias depois, tentou contatar novamente Thiago, mas não teve retorno. Por isso, resolveu ir até a casa onde vivia Gabriela, mas nada lá encontrou.

12/1 – Elizamar desaparece com os filhos após dirigir até a casa do sogros para buscar o marido Thiago.

13/1 – Ao não conseguir contatar a mãe, a filha de Elizamar consegue conversar com Thiago. Segundo a menina, o padrasto teria dito que “teve uma discussão com a esposa” e que ela teria ido embora sem ele. Conforme o depoimento, Thiago teria dito, ainda, que estava “arrumando as coisas para viajar com o pai”.

13/1 – Carro de Elizamar, um clio preto, é encontrado carbonizado com quatro corpos dentro na rodovia GO-436, Km 69, localizado em Luziânia-GO.

13/1 – Núbia, irmã de Renata – sogra de Elizamar – disse que a mulher mandou um áudio no grupo da família, por volta das 21h, informando que estava em um evento conhecido como vaquejada e que retornaria à casa no dia seguinte (sábado).

14/1 – Filho de Elizamar registra o desaparecimento da mãe e dos três irmãos mais novos: os gêmeos Rafael e Rafaela da Silva, 6 anos, e Gabriel da Silva, 7.

14/1 – Um Siena, em nome de Marcos Antônio, é encontrado carbonizado com duas pessoas dentro na BR-251, altura de Unaí (MG)

15/1 – Núbia registra boletim de ocorrência indicando o desaparecimento da irmã, Renata, do marido dela, Marcos Antônio, e dos filhos do casal, Gabriela e Thiago.

15/1 – Inteligência da Polícia Civil de três estados cruza dados de boletins de desaparecimentos registrados e placas de carros carbonizados.

16/1 – Boletim de ocorrência é registrado indicando o desaparecimento de Cláudia Regina Marques de Oliveira e  Ana Beatriz Marques de Oliveira.

17/1 – Polícia prende dois suspeitosGideon Batista de Menezes, 55 anos, e Horácio Carlos Ferreira Barbosa, 49 anos.

17/1 – Suspeitos apontam Marcos e Thiago como mandantes dos assassinatos. Segundo os criminosos, as mortes teriam sido motivadas por R$ 500 mil

17/1 – Polícia prende Fabrício Silva Canhedo, 34 anos, terceiro envolvido no crime.

18/1 – Polícia diz que corpos encontrados em carro carbonizado em Unaí pertencem a mulheres.

18/1 – Corpo é encontrado em cativeiro onde parte de membros da família eram mantidos em cárcere.

18/1 – PCDF descarta envolvimento de pai e filho em chacina de família.

19/1 – Corpos encontrados em carro carbonizado em Luziânia são de Elizamar e 3 filhos.

19/1 – Corpo encontrado em cativeiro é de Marcos Antônio, sogro de Elizamar.

20/1 – Perícia encontra sangue em sacola e respingos no chão de cativeiro

22/1 – Polícia identifica e busca quarto suspeito por participação no crime: Carlomam dos Santos Nogueira, 26 anos. O Metrópoles apurou que Carlomam é integrante da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e foi alvo de operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) enquanto ficou preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em 2018.

23/1 – Um bilhete encontrado dentro do cativeiro teria atraído Elizamar e a família para a morte.

23/1- Polícia apreende mais um carro ligado a suspeitos de chacina de família.

24/1 – Um vídeo obtido pela PCDF mostra Carlomam Santos Nogueira, 26 anos, em celebração com Fabrício Silva Canhedo, 34. Ambos já se conheciam antes do crime.

24/1 – Três corpos são identificados na cisterna de uma casa abandonada no Núcleo Rural Santos Dumont, em Planaltina, a cerca de 5 km do cativeiro onde vítimas da chacina no DF foram mantidas reféns.

24/1- PCDF passa a seguir tese de que integrantes da mesma família teriam sido vítimas de extorsão.

24/1 – Equipe de necropapiloscopia constatou que dois dos três corpos encontrados em cisterna são de Thiago Gabriel Belchior e Cláudia Regina Marques de Oliveira.

24/1 – Perícia confirma que corpos encontrados em carro carbonizado em Unaí, Minas Gerais, são de Renata e Gabriela.

24/1 – Um adolescente de 17 anos foi encaminhado à 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) por suspeita de envolvimento na chacina. Em depoimento informal a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o rapaz teria dito que recebeu R$ 2 mil e, depois, ganharia mais R$ 3 mil de Horácio Barbosa para ajudar no plano criminoso.

25/1 – Polícia Civil procura mais um suspeito de participar de chacina no DF.

25/1 – Terceiro corpo encontrado em cisterna é de Ana Beatriz.

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