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Bacurau, Parasita e Tarantino: veja os 10 melhores filmes de 2019

Temporada foi potente tanto nos cinemas quanto em plataformas de streaming. Confira o top 10 do <b>Metrópoles</b>

28/12/2019 05:30, atualizado 28/12/2019 15:47
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Vitrine Filmes/Divulgação
Bacurau, Parasita e Tarantino: veja os 10 melhores filmes de 2019

Em 2019 turbulento no Brasil, sobretudo na política e no noticiário de tragédias, o cinema representou tanto refúgio quanto reflexo dos tempos que vivemos. Na galeria abaixo, o Metrópoles faz um top 10, em ordem alfabética, dos melhores filmes que passaram na tela grande, considerando estreias em salas e plataformas de streaming. A lista tem de tudo.

Do fenômeno brasileiro Bacurau à fábula tarantinesca Era uma Vez em Hollywood. Da sátira social sul-coreana Parasita ao terror familiar Nós.

Bacurau, Parasita e Tarantino: veja os 10 melhores filmes de 2019 - destaque galeria
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<b>Em Trânsito</b>, de Christian Petzold. Autor de Barbara (2012) e Phoenix (2014), o melhor diretor alemão contemporâneo transporta a ameaça nazista para a atualidade num drama político atemporal sobre um homem que assume a identidade de um escritor morto. Paixão e fabulação num filme que desafia o público a todo instante. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=UsfUXIpvBvo" target="_blank">Veja trailer</a>
<b>Era uma Vez em Hollywood</b>, de Quentin Tarantino. A venenosa, apaixonada e pontiaguda carta de amor do diretor de Pulp Fiction à Hollywood. Tarantino remexe sacadas de Bastardos Inglórios (2009) para comentar contracultura, cinefilia e busca por fama em Los Angeles. Uma fábula às avessas sobre as notas finais da Era de Ouro da indústria de cinema norte-americana, em 1969. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jPDBoBYdf6g" target="_blank">Veja trailer</a>
<b>Estação do Diabo</b>, de Lav Diaz. Conhecido por filmes de longa duração, o filipino Lav Diaz (Norte, o Fim da História) assina uma ópera-rock situada no período mais sanguinário da ditadura de Ferdinando Marcos em seu país, no fim dos anos 1970. Combinando história e trajetórias individuais de habitantes de uma aldeia, o cineasta forja um poderoso testemunho sobre poesia, oralidade e resistência em tempos de terror. <a href="https://youtu.be/fWKGhqv8R68" target="_blank">Veja trailer</a>
<b>O Fim da Viagem, o Começo de Tudo</b>, de Kiyoshi Kurosawa. Habitualmente associado ao terror, o habilidoso diretor japonês narra a jornada existencial e choques culturais de uma conterrânea em terra estrangeira. Yoko (Atsuko Maeda, estrela de J-pop), repórter de viagem, está no Uzbequistão para rodar novo episódio de seu programa de variedades. Mas suas experiências no país vão muito além das gravações planejadas. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RaDXLPXhBw8" target="_blank">Veja trailer</a>
<b>Homecoming: A Film By Beyoncé</b>, de  Beyoncé e Ed Burke. A inquieta artista pop, responsável pelo discaço Lemonade (2016), traz um olhar pessoal, extravagante e conceitual sobre sua passagem bombástica pelo festival Coachella 2018. Um filme-show que transcende o gênero e funciona como registro humano de uma estrela e o diversificado contexto cultural e comercial que a rodeia. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=pU5X7GshEnI" target="_blank">Veja trailer</a>
<b> Google Play — </b> Disponível para usuários de Android, e também acessível de qualquer computador, o Google Play tem no catálogo destaques como a trilogia final de Star Wars, à venda por R$ 85,90, e filmes nacionais premiados, como Bacurau (foto), por R$ 24,90, a venda. O ponto alto do Google Play adianta os longas que estão para chegar e permite que você os coloque na sua lista de desejos. Assim que o filme estiver disponível, você recebe um aviso. Quando comprado, o filme fica guardado no seu computador ou celular. Já a locação expira em 30 dias ou 48 horas após você começar a assistir. <a href="https://play.google.com/store/" target="_blank" rel="noopener">Acesse aqui</a>
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Google Play — Disponível para usuários de Android, e também acessível de qualquer computador, o Google Play tem no catálogo destaques como a trilogia final de Star Wars, à venda por R$ 85,90, e filmes nacionais premiados, como Bacurau (foto), por R$ 24,90, a venda. O ponto alto do Google Play adianta os longas que estão para chegar e permite que você os coloque na sua lista de desejos. Assim que o filme estiver disponível, você recebe um aviso. Quando comprado, o filme fica guardado no seu computador ou celular. Já a locação expira em 30 dias ou 48 horas após você começar a assistir. Acesse aqui

Victor Jucá/Cinemascópio/Divulgação
<b>Em Trânsito</b>, de Christian Petzold. Autor de Barbara (2012) e Phoenix (2014), o melhor diretor alemão contemporâneo transporta a ameaça nazista para a atualidade num drama político atemporal sobre um homem que assume a identidade de um escritor morto. Paixão e fabulação num filme que desafia o público a todo instante. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=UsfUXIpvBvo" target="_blank">Veja trailer</a>
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Em Trânsito, de Christian Petzold. Autor de Barbara (2012) e Phoenix (2014), o melhor diretor alemão contemporâneo transporta a ameaça nazista para a atualidade num drama político atemporal sobre um homem que assume a identidade de um escritor morto. Paixão e fabulação num filme que desafia o público a todo instante. Veja trailer

Christian Schulz/Divulgação
<b>Era uma Vez em Hollywood</b>, de Quentin Tarantino. A venenosa, apaixonada e pontiaguda carta de amor do diretor de Pulp Fiction à Hollywood. Tarantino remexe sacadas de Bastardos Inglórios (2009) para comentar contracultura, cinefilia e busca por fama em Los Angeles. Uma fábula às avessas sobre as notas finais da Era de Ouro da indústria de cinema norte-americana, em 1969. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jPDBoBYdf6g" target="_blank">Veja trailer</a>
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Era uma Vez em Hollywood, de Quentin Tarantino. A venenosa, apaixonada e pontiaguda carta de amor do diretor de Pulp Fiction à Hollywood. Tarantino remexe sacadas de Bastardos Inglórios (2009) para comentar contracultura, cinefilia e busca por fama em Los Angeles. Uma fábula às avessas sobre as notas finais da Era de Ouro da indústria de cinema norte-americana, em 1969. Veja trailer

Sony Pictures/Divulgação
<b>Estação do Diabo</b>, de Lav Diaz. Conhecido por filmes de longa duração, o filipino Lav Diaz (Norte, o Fim da História) assina uma ópera-rock situada no período mais sanguinário da ditadura de Ferdinando Marcos em seu país, no fim dos anos 1970. Combinando história e trajetórias individuais de habitantes de uma aldeia, o cineasta forja um poderoso testemunho sobre poesia, oralidade e resistência em tempos de terror. <a href="https://youtu.be/fWKGhqv8R68" target="_blank">Veja trailer</a>
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Estação do Diabo, de Lav Diaz. Conhecido por filmes de longa duração, o filipino Lav Diaz (Norte, o Fim da História) assina uma ópera-rock situada no período mais sanguinário da ditadura de Ferdinando Marcos em seu país, no fim dos anos 1970. Combinando história e trajetórias individuais de habitantes de uma aldeia, o cineasta forja um poderoso testemunho sobre poesia, oralidade e resistência em tempos de terror. Veja trailer

Zeta Filmes/Divulgação
<b>O Fim da Viagem, o Começo de Tudo</b>, de Kiyoshi Kurosawa. Habitualmente associado ao terror, o habilidoso diretor japonês narra a jornada existencial e choques culturais de uma conterrânea em terra estrangeira. Yoko (Atsuko Maeda, estrela de J-pop), repórter de viagem, está no Uzbequistão para rodar novo episódio de seu programa de variedades. Mas suas experiências no país vão muito além das gravações planejadas. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RaDXLPXhBw8" target="_blank">Veja trailer</a>
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O Fim da Viagem, o Começo de Tudo, de Kiyoshi Kurosawa. Habitualmente associado ao terror, o habilidoso diretor japonês narra a jornada existencial e choques culturais de uma conterrânea em terra estrangeira. Yoko (Atsuko Maeda, estrela de J-pop), repórter de viagem, está no Uzbequistão para rodar novo episódio de seu programa de variedades. Mas suas experiências no país vão muito além das gravações planejadas. Veja trailer

Zeta Filmes/Divulgação
<b>Homecoming: A Film By Beyoncé</b>, de  Beyoncé e Ed Burke. A inquieta artista pop, responsável pelo discaço Lemonade (2016), traz um olhar pessoal, extravagante e conceitual sobre sua passagem bombástica pelo festival Coachella 2018. Um filme-show que transcende o gênero e funciona como registro humano de uma estrela e o diversificado contexto cultural e comercial que a rodeia. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=pU5X7GshEnI" target="_blank">Veja trailer</a>
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Homecoming: A Film By Beyoncé, de Beyoncé e Ed Burke. A inquieta artista pop, responsável pelo discaço Lemonade (2016), traz um olhar pessoal, extravagante e conceitual sobre sua passagem bombástica pelo festival Coachella 2018. Um filme-show que transcende o gênero e funciona como registro humano de uma estrela e o diversificado contexto cultural e comercial que a rodeia. Veja trailer

Netflix/Divulgação
<b>O Irlandês</b>, de Martin Scorsese. A fama pop construída pelo diretor em faiscantes filmes de máfia como Caminhos Perigosos (1973), Os Bons Companheiros (1990) e Cassino (1995) dá lugar a um drama meditativo e memorial sobre o envolvimento de Frank Sheeran (Robert De Niro) no assassinato do sindicalista Jimmy Hoffa (Al Pacino). Joe Pesci completa a trinca de atuações icônicas num filme que serve de testamento da carreira de um dos mais talentosos autores de Hollywood. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=L78AvuU1FLg" target="_blank">Veja trailer</a>
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O Irlandês, de Martin Scorsese. A fama pop construída pelo diretor em faiscantes filmes de máfia como Caminhos Perigosos (1973), Os Bons Companheiros (1990) e Cassino (1995) dá lugar a um drama meditativo e memorial sobre o envolvimento de Frank Sheeran (Robert De Niro) no assassinato do sindicalista Jimmy Hoffa (Al Pacino). Joe Pesci completa a trinca de atuações icônicas num filme que serve de testamento da carreira de um dos mais talentosos autores de Hollywood. Veja trailer

Netflix/Divulgação
<b>A Mula</b>, de Clint Eastwood. Sem atuar desde Curvas da Vida (2012) e em filme próprio desde Gran Torino (2008), Eastwood explora sua própria velhice interpretando veterano de guerra que transporta drogas para um cartel mexicano. Um drama que articula secura e poesia ao observar o americano comum em um país em constante contradição. Prolífico como nenhum cineasta de sua geração, ele lança O Caso Richard Jewell no Brasil em 2 de janeiro. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=MvD6O31R32g&t=3s" target="_blank">Veja trailer</a>
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A Mula, de Clint Eastwood. Sem atuar desde Curvas da Vida (2012) e em filme próprio desde Gran Torino (2008), Eastwood explora sua própria velhice interpretando veterano de guerra que transporta drogas para um cartel mexicano. Um drama que articula secura e poesia ao observar o americano comum em um país em constante contradição. Prolífico como nenhum cineasta de sua geração, ele lança O Caso Richard Jewell no Brasil em 2 de janeiro. Veja trailer

Warner Bros./Divulgação
<b>Nós</b>, de Jordan Peele. Cotada ao Oscar 2020 – o prêmio seria deveras merecido –, Lupita Nyong'o entrega a melhor atuação do ano neste horror distópico que ousa confrontar privilegiados e renegados da América. Talvez ainda mais instigante e delirante do que Corra! (2017), o longa que revelou o diretor Jordan Peele. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fQ19DupGfzk" target="_blank">Veja trailer</a>
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Nós, de Jordan Peele. Cotada ao Oscar 2020 – o prêmio seria deveras merecido –, Lupita Nyong'o entrega a melhor atuação do ano neste horror distópico que ousa confrontar privilegiados e renegados da América. Talvez ainda mais instigante e delirante do que Corra! (2017), o longa que revelou o diretor Jordan Peele. Veja trailer

Universal Pictures/Divulgação
<b>Parasita</b>, de Bong Joon-ho. Palma de Ouro em Cannes e favoritaço ao Oscar de melhor filme estrangeiro, o mais recente longa do sul-coreano Bong Joon-ho (Okja, Memórias de um Assassino, O Hospedeiro) envolve o espectador num thriller familiar de cair o queixo: um thriller de invasão no qual desempregados tentam sair da pobreza se infiltrando numa mansão de abastados. Comentário ácido sobre desigualdade social numa trama que muda de ritmo, tom e direção com uma frequência avassaladora. <a href="https://youtu.be/ruaBfQWvHKI" target="_blank">Veja trailer</a>
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Parasita, de Bong Joon-ho. Palma de Ouro em Cannes e favoritaço ao Oscar de melhor filme estrangeiro, o mais recente longa do sul-coreano Bong Joon-ho (Okja, Memórias de um Assassino, O Hospedeiro) envolve o espectador num thriller familiar de cair o queixo: um thriller de invasão no qual desempregados tentam sair da pobreza se infiltrando numa mansão de abastados. Comentário ácido sobre desigualdade social numa trama que muda de ritmo, tom e direção com uma frequência avassaladora. Veja trailer

Pandora Filmes/Divulgação

O ano que fechou a década de 2010 também levou às telas doses colossais de escapismo e diversão em filmes de super-heróis (Vingadores: Ultimato, Coringa, Capitã Marvel, Homem-Aranha: Longe de Casa), releituras “realistas” de animações clássicas (Aladdin, Dumbo, O Rei Leão) e continuações de franquias (Toy Story 4, Velozes e Furiosos: Hobbs e Shaw, Star Wars: A Ascensão Skywalker, Doutor Sono, O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio).

As plataformas de streaming, em especial a Netflix, continuaram impondo desafio ao modelo tradicional de lançamentos. O Irlandês, de Martin Scorsese, História de um Casamento, de Noah Baumbach, e Dois Papas, do diretor brasileiro Fernando Meirelles, surgem fortes na corrida por prêmios no Globo de Ouro e no Oscar em 2020.