Qualquer decisão do STF sobre Lei das Estatais é boa para o Centrão
STF volta a julgar lei que impede políticos de comandarem empresas estatais
atualizado
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Está marcada para a próxima quarta-feira (06/12) a retomada do julgamento no Supremo Tribunal Federal que revisa a Lei das Estatais. A Corte determinará se as normas de Michel Temer (MDB) em proibir políticos de carreira em comandos de estatais é constitucional. O governo Lula (PT) argumenta que a lei é preconceituosa.
O julgamento, interrompido desde março, quando os ministros Dias Toffoli e André Mendonça pediram vista, retoma agora justamente com o voto de Mendonça, que decidirá sobre a validade da decisão de Ricardo Lewandowski. O ex-ministro concedeu liminar para permitir que Lula fizesse indicações para cargos nas estatais.
Caso a lei seja confirmada, figuras como Jean Paul Prates terão que deixar seus postos de liderança em empresas estatais, como a Petrobras. Além disso, várias nomeações feitas por Lula poderão ser revistas, o que pode beneficiar o Centrão.
Se proibição de nomeações políticas for validada, o Centrão já tem candidatos em mente para todos os possíveis cargos que ficarão disponíveis, especialmente em agências reguladoras e na própria Petrobras. O grupo poderá buscar esses cargos em troca de apoio em votações na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Se a lei permanecer inalterada, a situação também favorece o Centrão, que já ocupa cargos em estatais e quer mais. Atualmente, o grupo olha para as vice-presidências da Caixa, prometidas por Lula e demandadas por Arthur Lira (PP-AL).


