
Multa a Lula por discurso contrasta com tolerância a abusos do clã
Punição do TRE a Lula por menção a votos expõe desproporção diante de reincidências de Bolsonaro

No programa do Noblat, a bancada analisou o duplo padrão e a desproporção no tratamento de infrações eleitorais, destacando como o clã Bolsonaro voltou a abusar da tolerância do ministro Alexandre de Moraes e do STF.
A punição recente imposta a Lula pelo Tribunal Regional Eleitoral – multa de R$ 15 mil por antecipar menção a votos em evento passado – contrasta com a gravidade dos atropelos cometidos na convenção nacional do PL. No evento da oposição, a transmissão de um vídeo gerado por inteligência artificial com a imagem do ex-presidente configurou afronta dupla: violou a resolução do TSE e descumpriu as restrições impostas a Jair Bolsonaro na prisão domiciliar.
Para o jornalista João Bosco Rabello, do canal @portaldobosco, há um método articulado por trás dessa rotina de excessos: constranger o Judiciário pela repetição e provocar reações da Justiça para alimentar a narrativa de perseguição política, inclusive no exterior. A versão apresentada pela defesa para isentar o ex-presidente tenta, segundo Ricardo Noblat, empurrar a responsabilidade para a figura do “mordomo”, mas na verdade expõe a alça de mira sobre o próprio filho, o pré-candidato Flávio Bolsonaro, e sobre o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Além de desafiar as normas eleitorais, a insistência do PL em recorrer a avatares e ao espetáculo ruidoso do argentino Javier Milei escancara a fraqueza da pré-candidatura do herdeiro. Sem densidade nas pesquisas e sem propostas para o país, a estratégia do clã não busca o debate político real, mas sim pavimentar o terreno para contestar o resultado das urnas em caso de derrota.
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