Blog com notícias, comentários, charges e enquetes sobre o que acontece na política brasileira. Por Ricardo Noblat e equipe

Artigos
Em 2023 vai faltar dinheiro para tudo, menos para o orçamento secreto

A herança maldita de Jair

Cédulas de dinheiro amontoadas. Há notas de cem e de cinquenta - Metrópoles

Fiz o teste esses dias. Digitei “Bolsonaro corta verba” e o resultado assusta. Para o orçamento federal de 2023 reduções de 50% a 90%. O que há de comum nesses cortes? Atingem principalmente Educação e Saúde. Não é só o Auxilio Brasil que acaba em dezembro. O dinheiro dos programas sociais que assistem os mais pobres também.

Uma ilusão democrática (por Roberto Brant)

O  voto  para Presidente pode se revelar  um grande equívoco, como tem sido muitas vezes o caso

urna eletrônica

Dentro de uma semana, ou, com maior probabilidade, no final de outubro, conheceremos aquele que o povo brasileiro escolheu para presidir o país nos próximos quatro anos. Durante  o processo eleitoral  os meios de comunicação e as redes sociais propiciaram aos eleitores o mais amplo conhecimento dos candidatos realmente competitivos. O perfil de cada um, suas idéias, seus valores, sua biografia, seu histórico político, seus defeitos e deficiências ficaram expostos com grande transparência e sujeitos ao juízo crítico de todos os eleitores.

Lula no Primeiro Turno (por Paulo de Tarso Venceslau)

Mudei meu voto no primeiro turno. Troquei Ciro Gomes por Luiz Inácio Lula da Silva. Oremos!

Lula

Não sou lulista, mas ajudei a criar e fundar o Partidos dos Trabalhadores (PT). Uma agulha no palheiro, como muitos anônimos. Votei no ex-presidente do Sindicatos dos Metalúrgicos de São Bernardo na eleição de 1982 que levou Franco Montoro ao Palácio dos Bandeirantes. Participei de um esquema voluntário da segurança do comício final no largo do Pacaembu porque tínhamos uma certeza: a extrema direita faria algum ato insano, tal como ocorrera atentado no Riocentro na festa de 1º de maio de 1981. Naquele episódio, morreu um sargento e feriu gravemente um capitão do Exército, ambos do Doi Codi, um centro de torturas criado pela ditadura.

O medo (por Gustavo Krause)

O eleitor vai se contrapor ao medo, instrumento de controle da liberdade

“Viver é negócio muito perigoso…[…] O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria. Aperta e daí, afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. Guimarães Rosa falava, fluentemente, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano e esperanto. Lia sueco, holandês, latim e grego, bem que podia escolher qualquer idioma para escrever. Brasileiramente, escolheu a língua-mãe, o português, mas foi o autor de uma revolução linguística.

Rejeição mata candidaturas (por Gaudêncio Torquato)

Sabemos que Bolsonaro, por sua índole militar e linguagem desabrida, criou grande distância de parte da sociedade

Protesto contra Bolsonaro no Grito dos Excluídos

Falta uma semana para a onça beber água. O momento mais aguardado dos últimos tempos é o dia 2 de outubro, dia em que os esforços dos protagonistas da política serão testados nas urnas. Teremos a eleição mais paradigmática da contemporaneidade, eis que o processo envolve dois figurantes que despertam sentimentos de animosidade, conflitos entre eleitores, desavenças como nunca se viu.

Perto do fim (por Mary Zaidan)

Sob patrocínio de Bolsonaro, foram tempos de mentiras, violência e até mortes

O país entra hoje no último mês ou na última semana do seu pior período eleitoral desde a redemocratização, com perigos e consequências ainda imprevisíveis. Pode não acontecer nada – ou tudo de ruim.

Um homem contra 7,7 bilhões (por Sérgio Vaz)

O planeta corre o risco de desaparecer apenas porque Vladimir Putin existe

Cidadãos ucranianos protestam com cartaz contra os atos do Putin perto da embaixada da Federação Russa contra a guerra na Ucrânia, em Roma na Itália

A última vez em que tínhamos estado à beira de uma guerra atômica havia sido em 1962, na crise dos mísseis em Cuba. Naquela época, quando eu tinha 12 anos de idade – e pouco depois Bob Dylan faria algumas das canções mais apavorantes de toda a história, sobre o medo diante do fim do mundo –, uma guerra nuclear mataria cerca de 3 bilhões desse animal esquisito, bípede desplumado e sem asas, a tal da raça humana, uma semana do trabalho de Deus, segundo Gilberto Gil.

Viagem de Campanha: Bolsonaro, o pastor e o padre (Vitor Hugo Soares)

Golpe estratégico de mestre ou tiro pela culatra?, eis a questão que não quer calar nesta viagem de campanha

Bolsonaro faz discurso na embaixada brasileira em Londres

Na reta de chegada às urnas do primeiro turno das eleições de outubro que vem, parece aconselhável, diante de fatos recentes, sinalizar áreas de risco, com placas fosforescentes, e o aviso: “Cuidado!, Perigo!, Bolsonaro na área”. Medida drástica mas necessário, depois que o presidente, em permanente estado de campanha para a reeleição, transformou em palanque a sacada da sede da embaixada brasileira em Londres, chocando os britânicos, incrédulos diante do espetáculo afrontoso de quebra do luto no funeral da rainha Elizabeth II. E, no dia seguinte, o “comício” em Nova York, ao abrir a 77ª Assembléia Anual das Nações Unidas, quando avançou vários pontos além da curva, no tortuoso discurso de 20 minutos – mais próprio de palanqueiro desviado de rota e disposto a tudo – mesmo aos maiores absurdos para se reeleger, que de chefe de estado do mais importante País do Hemisfério Sul.

Aglutinador (por Cristovam Buarque)

Os antigos adversários de Lula agora perguntam por que esperar o dia 30, se o Brasil pode resolver a eleição no dia 02 de outubro

A plateia recebeu pequenas bandeiras do Brasil que foram agitadas em diversos momentos

Nesta semana, Lula fez reunião de ex-candidatos a presidente que disputaram com ele no passado, e agora o apoiam desde o primeiro turno. A principal razão para isto, é que desta vez o segundo turno será contra o abismo que representa a reeleição do atual presidente. Os antigos adversários de Lula agora perguntam por que esperar o dia 30, se o Brasil pode resolver a eleição no dia 02 de outubro. Evitando inclusive o imponderável que pode ocorrer durante as quatro semanas entre os dois turnos.

O voto útil (por André Gustavo Stumpf)

Artistas e intelectuais manifestam opiniões e tentam constranger eleitores a votar em Lula e acabar com a eleição já no primeiro turno

Faltam sete dias para a realização do primeiro turno das eleições gerais de 2022. É natural que um candidato, ansioso para reduzir tensões e pressões convide seus adversários a sufragar o voto útil e solucionar o problema de uma vez só. Sem o recurso do segundo turno. Vale tudo no final de campanha. Os argumentos se sucedem, mas nenhum deles explica o motivo pelo qual o cidadão deve renunciar a seu direito de escolher. Ou de entregar um cheque em branco para um dos postulantes.

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