Acelera a marcha da insensatez

“Cubra-se de glória”, costumava dizer ao autor de um furo ou de uma grande reportagem o jornalista ítalo-brasileiro Mino Carta, criador das revistas Veja, IstoÉ, Carta Capital e Quatro Rodas, além do Jornal da Tarde e do Jornal da República. Mino foi fundamental no processo de modernização da imprensa brasileira.
Violada a independência do Congresso

André Mendonça, o “terrivelmente evangélico” ministro do Supremo Tribunal Federal nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, é também “terrivelmente corporativista”, levando-se em conta sua polêmica decisão que dispensou os irmãos do ministro Dias Toffoli de depor na CPI do Crime Organizado.
O desafio de tentar salvar o BRB e a própria candidatura ao Senado

Como advogado orgulhoso da fortuna que construiu a ponto de falar sobre ela até na frente de estranhos, Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal, esperneia para escapar da arapuca em que se meteu. De nada lhe adiantará jogar a culpa nos outros.
Flávio Bolsonaro leva a vitimização para o exterior e prova que, para a família, o Brasil só vale a pena quando eles dão as ordens.
Flávio Bolsonaro, o filho que o pai ungiu para carregar o bastão da discórdia, levou para os Estados Unidos o roteiro que a família tenta vender ao mundo como verdade absoluta.
Eduardo ataca, Nikolas desdenha e Michelle ignora: o clã se canibaliza enquanto o mito cumpre pena.

Se tem uma coisa que a família Bolsonaro entende, além de redes sociais e falso patriotismo, é de uma barulhenta lavagem de roupa suja em público. O clima da turma, que já era de velório com o “capitão” na Papudinha, virou campo de guerra.
Lula celebra recuo do tarifaço de Trump, alfineta oposição “patriota” e lembra: diplomacia não se faz em rede social

Em tempos onde políticos e militantes mais torcem pela falha do adversário do que pelo bem do país, é fácil entender o alívio de Lula. O presidente saboreia uma vitória diplomática.
Flávio tenta se vender como a cura para a polarização que ele mesmo ajudou a criar, enquanto Michelle já estuda o desembarque.

O senador Flávio Bolsonaro, o “01”, vive o dilema de quem tenta ser o cérebro de um corpo que insiste em agir pelo fígado. Enquanto Eduardo Bolsonaro se torna réu no STF por coação e obstrução, Flávio tenta, nos bastidores, articular uma sobrevivência política que parece cada vez mais distante da realidade.
O herdeiro que trocou o plenário pelo lobby golpista em Washington descobre que pedir sanções contra a pátria tem um preço.

Eduardo Bolsonaro, o “03”, sempre se achou um diplomata sem embaixada, um articulador global da extrema direita que poderia dobrar as instituições brasileiras a partir de um salão em Washington.
Dino proíbe novos “puxadinhos” salariais e aguarda aval do STF para acabar com a festa dos privilégios.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, resolveu mexer em um vespeiro que Brasília adora manter bem guardado: a farra dos penduricalhos.
O que passou na avenida foi apenas um bom samba
Em questão, o protagonismo em excesso

Se é grave o fato de um ministro do Supremo Tribunal Federal comandar a investigação sobre um crime no qual estava envolvido, igualmente é grave a descoberta de que servidores da Receita Federal vazaram dados fiscais de ministros do Supremo, familiares deles e um número indefinido de pessoas.
A informação que desinforma

Há quase 60 anos no batente, aprendi que o editorial expressa a posição oficial de um veículo de comunicação sobre temas relevantes e atuais, sem assinatura individual.
Sem anistia e sem prisão domiciliar

Em setembro de 1969, a ditadura militar foi obrigada a engolir a leitura na televisão do manifesto da esquerda armada que exigia a libertação de um grupo de presos políticos em troca da vida do embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado no Rio.
No relatório que a PF entregou ao ministro Fachin, o que emerge é uma engrenagem de corrupção sofisticada com muita libertinagem

Cedo o espaço a um dos artigos mais explosivos sobre o maior escândalo financeiro da história do Brasil, segundo o ministro Fernando Haddad. O autor do artigo é Mara Luquet, editora-chefe do canal My News.
O pior ainda está por vir quando o carnaval passar

Tudo indica que não foi por pressão dos colegas que o ministro Dias Toffoli abdicou da relatoria do Caso Master no Supremo Tribunal Federal, mas sim porque concluiu que seria o melhor a fazer. Afinal, sete deles o apoiavam e apenas dois (Edson Fachin, presidente do tribunal, e Cármen Lúcia), aparentemente não.



