O patriota de conveniência e o teatro dos bolsonaros: até quando?
Flávio Bolsonaro leva a vitimização para o exterior e prova que, para a família, o Brasil só vale a pena quando eles dão as ordens.
atualizado
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Flávio Bolsonaro, o filho que o pai ungiu para carregar o bastão da discórdia, levou para os Estados Unidos o roteiro que a família tenta vender ao mundo como verdade absoluta.
No púlpito, diante da bandeira americana, repetiu a ladainha de que são vítimas de uma perseguição implacável de um “xerife” solitário no Supremo Tribunal Federal.
É um discurso desonesto.
Flávio quer que se acredite que Alexandre de Moraes decide, por capricho, quem vai preso ou solto, ignorando – ou fingindo ignorar – que existe uma Suprema Corte, uma Polícia Federal e uma Procuradoria-Geral da República que chancelam cada decisão.
O senador repete o erro estratégico do irmão, Eduardo, ao atacar o próprio país em solo estrangeiro enquanto lamenta a tal “falta de sorte” de 2022. Falta de sorte? Não. Foi falta de voto e excesso de ataques às instituições.
Para quem se diz patriota, falar mal do Brasil além-mar é, no mínimo, incoerente. A vitimização contaminou até o entorno do clã. Vemos a mulher de Ramagem reclamar publicamente de ter de trabalhar presencialmente, querendo manter o privilégio do home office enquanto o marido vive como foragido.
Essa turma se acostumou com os espaços largos do poder e agora estranha quando a lei decide, enfim, cobrar as contas.
O tempo da impunidade e do espaço excessivo acabou. Simples assim.
A pergunta angustiante que fica é: teremos que aguentar esse teatro até quando?
Sorte teremos quando isso acabar.


