O que acontece com o corpo ao fazer jejum de 12 horas

O jejum é uma estratégia acessível que ajuda a regular hormônios, melhorar a digestão e alinhar o corpo ao ritmo biológico

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Foto de prato com talhares e relógio - Metrópoles
1 de 1 Foto de prato com talhares e relógio - Metrópoles - Foto: Jayk7/ Getty Images

Ficar 12 horas sem comer, algo que pode acontecer naturalmente entre o jantar e o café da manhã, é um hábito simples para a maioria das pessoas e que melhora a saúde metabólica. Diferente de protocolos mais restritivos, o chamado jejum de 12 horas é considerado mais fácil de manter e pode trazer benefícios quando incorporado à rotina.

A proposta é organizar a alimentação dentro de uma janela de aproximadamente 12 horas e permitir que o corpo passe o restante do tempo em um estado de descanso digestivo. Por exemplo, jantar às 19h e voltar a comer às 7h do dia seguinte.

Estudos recentes publicados em periódicos, como Cell Metabolism, mostram que o intervalo alimentar pode influenciar o metabolismo independentemente da quantidade de calorias consumidas.

Pesquisas sobre alimentação com tempo restrito indicam melhora na sensibilidade à insulina, controle glicêmico e até no peso corporal em alguns grupos.

Foto colorida com fundo rosa, relógio branco em cima de um prato ao lado de talhares - Metrópoles.
O jejum também auxilia no processo de emagrecimento

Os benefícios

Um dos mecanismos por trás desse efeito está na chamada “flexibilidade metabólica”, a capacidade do corpo de alternar entre usar glicose e gordura como fonte de energia. Durante o período de jejum, há maior mobilização de gordura e redução dos níveis de insulina, hormônio ligado ao armazenamento energético.

Outro ponto importante é o alinhamento com o ritmo circadiano. Comer em horários mais organizados e evitar ingestão alimentar muito tarde da noite pode favorecer a regulação hormonal e melhorar a qualidade do sono. Isso porque processos metabólicos e digestivos seguem um relógio biológico que tende a funcionar melhor durante o dia.

Além disso, o jejum de 12 horas pode contribuir para a saúde digestiva. Dar intervalos maiores entre as refeições permite que o sistema gastrointestinal complete processos como o “complexo motor migratório”, responsável por limpar resíduos e reduzir a fermentação intestinal — fator que pode impactar sintomas como estufamento.

Jovem desportista malhando com uma barra no clube de saúde. Metrópoles treinar em jejum
A prática deve ser associado a outros hábitos

Contraindicação

Por ser menos restritiva, a conduta também costuma ser mais sustentável. Diferente de jejuns prolongados, ele pode ser incorporado sem grandes mudanças na rotina e sem comprometer a ingestão adequada de nutrientes.

No entanto, a estratégia não é indicada para todos. Gestantes, pessoas com histórico de transtornos alimentares, baixo peso ou necessidades específicas devem ter acompanhamento profissional antes de adotar qualquer tipo de jejum.

Na prática, o jejum de 12 horas não é uma solução isolada, mas pode ser um ponto de partida interessante dentro de um estilo de vida equilibrado, especialmente quando combinado com alimentação de qualidade, atividade física e bons hábitos de sono.

Juliana Andrade(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida

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