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Nutrição

Café da manhã doce e jejum longo: o perigo oculto para sua energia

Escolhas matinais e longos intervalos entre refeições causam picos de glicose que geram cansaço, fome e irritabilidade

15/03/2026 16:01
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Foto colorida de café da manhã - Psiquiatra lista o que não comer de manhã para manter a saúde mental - Metrópoles

Escolhas aparentemente inofensivas na primeira refeição do dia e a correria que impõe longos períodos de jejum são os principais vilões da produtividade moderna. Segundo especialistas, a montanha-russa glicêmica causada por esses hábitos não afeta apenas o peso, mas é a causa direta daquela sensação de exaustão que surge no meio da tarde.


Entenda

  • Pico e queda: alimentos ricos em açúcar no desjejum elevam a glicose rapidamente, gerando um “crash” de energia pouco depois.
  • Ciclo da Fome: a queda brusca da glicose desperta uma vontade impulsiva por novos doces e carboidratos refinados.
  • O erro do jejum: passar muitas horas sem comer desregula o apetite e favorece escolhas alimentares menos saudáveis.
  • Estabilidade é a chave: incluir proteínas e fibras no início do dia é a estratégia principal para manter o vigor físico e mental.

A nutricionista e colunista do Metrópoles Juliana Andrade explica que a forma como inauguramos o metabolismo pela manhã dita o ritmo das próximas 24 horas.

“Cafés da manhã repletos de pães brancos, bolos, cereais matinais e bebidas adoçadas provocam uma descarga rápida de açúcar no sangue. O corpo responde com um pico de insulina e, logo em seguida, a energia despenca”, afirma.

Essa oscilação é o que a ciência chama de hipoglicemia reativa, cujos sintomas são facilmente confundidos com estresse rotineiro: dificuldade de concentração, irritabilidade e uma fome que parece nunca ser saciada.

O perigo da agenda cheia

Somado ao erro do açúcar, o hábito de “pular” refeições devido ao trabalho intenso agrava o quadro. De acordo com a especialista, longos intervalos sem alimentação colocam o organismo em estado de alerta. Quando a pessoa finalmente para para comer, o cérebro prioriza alimentos altamente calóricos como mecanismo de sobrevivência, o que prejudica o controle do peso e a manutenção da saúde.

“Cria-se um ciclo vicioso: a pessoa tem quedas de energia por falta de alimento ou por excesso de açúcar, e busca no ultraprocessado o ‘combustível’ rápido para continuar trabalhando”, pontua Juliana.

Como quebrar o ciclo

Para reverter esse cenário, a solução não exige dietas restritivas, mas sim equilíbrio estratégico. A recomendação é que a primeira refeição seja rica em proteínas — como ovos, iogurtes ou queijos — e gorduras boas, como as encontradas nas oleaginosas.

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Esses nutrientes, quando combinados a fibras, garantem que a glicose seja absorvida de forma gradual. Além disso, manter uma regularidade nos horários das refeições ajuda o corpo a prever o fornecimento de energia, evitando os picos de fome que levam aos excessos noturnos.

Por fim, Juliana ressalta que pequenas mudanças na organização da rotina alimentar podem ser o diferencial entre um dia de fadiga persistente e uma jornada de alta performance e bem-estar.

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