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Vida & Estilo

O prazer não tem idade: sexo e afeto como pilares da longevidade após os 50

Com a longevidade, o desejo ganha novas formas. Histórias reais e especialistas mostram como é viver sexo, afeto e intimidade depois dos 50+

Arte/Metrópoles
O prazer não tem idade: sexo e afeto como pilares da longevidade após os 50
15/09/2026 17:29

Atitudes e sentimentos não têm idade. Quem defende essa ideia é a influenciadora Fátima Taffo que, durante boa parte da vida, esteve ocupada em ser esposa e mãe. Casada por 20 anos — em suas palavras, com um marido ausente — e mãe de quatro filhos, a paulistana conta que, com as responsabilidades da casa e da família, foi deixando a própria vida em segundo plano, até perceber que já não se enxergava apenas como mulher, mas principalmente pelos papéis que exercia dentro do lar.

Foi nesse período, após 10 anos de casamento, que uma paixão pelo médico que cuidava de seu pai a fez se deparar com uma parte de si que havia ficado adormecida.

A história de Fátima não é uma exceção. É parte de uma realidade que ganha novos contornos à medida que a população vive mais. Um estudo publicado na Revista de Ciências da Saúde Nova Esperança mostra que, mesmo entre idosos que se declararam sexualmente inativos, 51% ainda consideravam o sexo uma parte importante de suas vidas. Entre os que permaneciam ativos, 94,4% afirmaram sentir-se satisfeitos após o ato.

Se a longevidade amplia o tempo de vida, ela também estende o tempo de experimentar, desejar, se relacionar e descobrir novas formas de intimidade. Nesta reportagem especial, o Metrópoles reúne histórias de quem atravessa os 50, 60 e 70 anos para mostrar diferentes maneiras de viver essa fase, enquanto especialistas como Cátia Damasceno, forte representante da sexualidade feminina 50+, ajudam a compreender como o desejo se transforma, quais tabus ainda cercam a maturidade e por que o prazer, o afeto e a autonomia não têm idade.

Fatima Taffo
Fátima Taffo e a filha, Paula Lima

A história da paulistana veio acompanhada de sentimentos contraditórios e, devido à culpa por ainda estar casada, ela decidiu interromper a relação depois de seis meses.

Para Fátima, no entanto, este foi apenas o início de um processo de reconhecer novamente o próprio desejo, entender o que queria viver e, com o passar dos anos, deixar de enxergar a idade como um limite para suas escolhas — embora ainda se sentisse presa ao pudor com que havia sido criada.

Atualmente, ela não tem parceiro e assegura que isso não significa abrir mão da própria sexualidade e se considera disponível para viver um novo relacionamento caso encontre alguém que esteja em sintonia com a forma como escolheu levar a vida. “Conquistei essa liberdade de ficar com quem eu quero, de ter meus prazeres íntimos comigo mesma e de desfrutar ao máximo desse sentimento sem nenhum compromisso”, conta.

Para a sexóloga Cátia Damasceno, a existência desses tabus é explicada pela forma como a sociedade enxerga a maturidade. Nesse caso, a associação entre juventude, beleza, sensualidade e desejo faz com que o tema seja frequentemente tratado como algo que perde espaço conforme a idade avança.

Cátia Damasceno tem 50 anos e representa uma das principais referências na discussão sobre sexualidade e autoestima feminina.

Envelhecer não significa deixar o desejo para trás

Se o envelhecimento pode transformar a maneira como o desejo aparece e é vivido, ele não determina sozinho o que acontece com a vida sexual. É o que mostram os dados de um estudo publicado pelo New England Journal of Medicine, que avaliou adultos de 57 a 85 anos nos Estados Unidos.

A forma como essa permanência aparece na prática, porém, expõe caminhos opostos. Aos 56 anos, Patrícia Parenza não identifica um momento em que tenha precisado “redescobrir” a própria sexualidade. A expressão, inclusive, não faz sentido para ela: depois de alguns namoros e dois casamentos de oito anos, relata que sempre encarou essa dimensão da vida com naturalidade, tanto na juventude quanto depois dos 50. “Nunca deixei de viver”, destaca a jornalista e palestrante que aborda temas como empoderamento feminino.

Em contrapartida a essa caminhada sem tabus, Fátima Taffo revela que, embora sempre tenha gostado de sexo e nunca tenha tido preconceito com fantasias, cresceu em uma época em que o assunto era pouco discutido dentro de casa e chegou à vida adulta cercada por limites que influenciaram a maneira como lidou com o próprio prazer.

“Na minha época, nós não tínhamos nenhuma informação. Os pais também não falavam sobre isso e a minha mãe nunca abordou muito o assunto. Na única vez em que comentou comigo, ela perguntou se eu deixava os rapazes passarem a mão em mim e disse que não era para eu deixar. Eu tive minha primeira relação com o meu segundo namorado e, depois, com quem seria meu futuro marido”, diz Taffo.

Patricia Parenza
Patrícia é jornalista, empreendedora e DJ

A sexóloga Cátia Damasceno explica que essa diversidade é justamente a marca que a longevidade deixa na sexualidade. Algumas pessoas podem chegar a essa fase mais interessadas em conhecer o próprio corpo e experimentar novas possibilidades, enquanto outras continuam vivendo aquilo que já fazia parte de suas vidas, agora atravessado pelas mudanças naturais do envelhecimento.

Para Patrícia, a principal transformação esteve na maneira como o desejo se constrói: se na juventude o sexo era mais ligado ao impulso físico, na maturidade outros elementos passaram a ocupar esse espaço. “Hoje, para mim, o sexo é muito mais intelectual. Ele está muito mais na cabeça”, detalha.

Passada a menopausa, ela percebeu que o desejo já não surgia com a mesma espontaneidade de antes e passou a depender mais de estímulos — como o comportamento do parceiro, a relação construída entre os dois, a educação, a generosidade e a cortesia.

Já no caso de Fátima, o divisor de águas não foi biológico, e sim comportamental. O medo de engravidar e as sucessivas gestações depois do casamento a limitaram, enquanto o divórcio e a ausência dessa preocupação permitiram que encarasse novas experiências de maneira mais leve. “Depois, você já não tem mais esse medo e se envolve de uma maneira descomprometida. Foi exatamente o que aconteceu: eu estava pronta para vivenciar muito mais experiências e prazeres.”

De acordo com Cátia, o corpo passa por transformações que podem interferir na resposta sexual, mas isso não significa o fim do desejo.

“O corpo muda, isso é fato. No entanto, sempre digo que prazer não tem prazo de validade”. Assim, pela continuidade ou pela redescoberta, a longevidade traz uma relação mais consciente com a intimidade e, como observa Parenza, o conhecimento adquirido ao longo dos anos torna o ato mais satisfatório.

Patrícia Parenza
Patrícia Parenza aos 17 anos

A sexóloga ainda acrescenta que a experiência acumulada ajuda a trocar a busca por performance pela conexão: “E tem algo maravilhoso que pode acontecer com a maturidade: você começa a perceber que sexo não é só penetração, orgasmo ou desempenho. É toque, intimidade, brincadeira, conexão, descoberta e liberdade”, aponta.

As mudanças provocadas pelo tempo

Ao Metrópoles, o médico Victor Hugo Veiga, especialista em envelhecimento, destaca que os sinais do tempo vão muito além da aparência física ou da perda de disposição. A passagem dos anos transforma a maneira como o corpo responde aos estímulos sexuais, reconfigurando a experiência de homens e mulheres. “Em ambos, o desejo costuma se tornar mais reativo do que espontâneo, ou seja, surge mais a partir da proximidade”, explica o especialista.

O levantamento britânico English Longitudinal Study of Ageing (ELSA) ajuda a dimensionar, na prática, essas dificuldades entre pessoas mais velhas que permanecem sexualmente ativas.

No caso das mulheres, a menopausa é a mudança biológica mais conhecida por interferir nesse processo. A queda brusca do estrogênio pode desencadear ressecamento vaginal, alterações nos tecidos genitais e dor durante a relação, além de impactar a libido, o sono e o humor. Cátia Damasceno, no entanto, pondera que a questão hormonal não deve ser encarada como a única explicação para os desafios na cama.

“Os hormônios têm, sim, uma influência importante na sexualidade. Entretanto, eu gosto de fazer um alerta: não podemos colocar toda a dificuldade na conta deles. A sexualidade é um conjunto. Corpo, saúde íntima, mente, relacionamento, autoestima, rotina… Tudo isso conversa”, enfatiza a sexóloga.

A vivência de Fátima Taffo ilustra perfeitamente essa conexão entre o físico e o emocional. Durante a menopausa, enquanto lidava com uma dolorosa sucessão de perdas familiares, ela enfrentou um quadro de ressecamento vaginal que, segundo avalia hoje, estava ligado tanto à oscilação dos hormônios quanto à fragilidade do momento que atravessava. “Foram sentimentos profundos”, relembra.

Mais que o envelhecimento natural e o aspecto emocional, o histórico clínico e os hábitos de vida também cobram seu preço. Victor Hugo lista fatores como doenças cardiovasculares e neurológicas, diabetes, depressão, ansiedade, incontinência urinária e dor crônica. “Tabagismo, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, alimentação inadequada e alguns medicamentos — como determinados anti-hipertensivos e antidepressivos — também podem afetar a função sexual”, completa.

Por conta disso, nem todo obstáculo deve ser minimizado como uma simples “consequência da idade”.

Se algumas adaptações são esperadas, outras merecem investigação profissional atenta — especialmente quando surgem de forma súbita, causam dor, transformam o sexo em fonte de sofrimento ou levam a pessoa a evitar as relações. “A sexualidade é um indicador de saúde. Por vezes, é um dos primeiros sinais de que algo não vai bem”, alerta o médico.

Ele exemplifica que a disfunção erétil pode ser um marcador precoce de doença cardiovascular; a queda do desejo pode sinalizar quadros de depressão; e a dor na relação pode ocultar problemas ginecológicos, urológicos ou do assoalho pélvico.

Essas transformações, portanto, não decretam o fim da vida íntima, mas apontam para a necessidade de novas formas de cuidado. E, como Fátima prova na prática, cuidar do próprio corpo é a chave para essa readaptação.

“Os sonhos não morrem, eles só têm um tempo para acontecer”

A declaração da jornalista Zilta Marinho, de 70 anos, traduz a essência de um fenômeno crescente no Brasil: em 2022, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou mais de 74 mil casamentos de pessoas acima dos 60 anos. Em sua trajetória, Zilta humaniza esses números ao mostrar que o amor na maturidade não surge para preencher vazios ou afastar a solidão, mas para somar dois caminhos já consolidados.

A história do casal carrega uma sequência quase inacreditável de coincidências. O primeiro encontro aconteceu quando ela tinha apenas 18 anos — na época, era noiva e ele, casado. Anos depois, sem saberem, moraram no mesmo bloco de prédios em Brasília. O tempo continuou a aproximá-los de forma sutil: ela foi professora do filho mais velho dele e, mais tarde, lecionou para o próprio futuro marido, Edson, durante uma especialização em pedagogia.

zilta com os filhos
Zilta ao lado dos filhos em 1986

“A gente era tão distante que nem se lembrava disso. Só depois de casados, conversando sobre o passado, é que descobrimos que ele tinha sido meu aluno em uma disciplina de seminário”, recorda.

Divorciada aos 29 anos, Zilta trilhou um caminho de independência: trabalhou no Rio de Janeiro e em São Paulo, administrou a própria vida, comprou e vendeu imóveis e criou os filhos com autonomia. Aos 58 anos, já de volta à capital federal, decidiu cursar jornalismo e, aos 62, realizou o antigo sonho de fazer um intercâmbio na Universidade do Porto, em Portugal. Nesse ritmo, um novo matrimônio parecia uma hipótese fora de cogitação.

O destino mudou de rumo após o falecimento da companheira de Edson, quando um reencontro casual em uma solenidade desdobrou-se em conversas pelo Facebook e, em pouco tempo, em encontros repletos de afinidades. O namoro, segundo a jornalista, começou com uma curiosa inversão de papéis. “Sabe adolescente que não conta para a mãe? No nosso caso, não contamos para os filhos, porque queríamos entender o que era aquele relacionamento.”

Quando a pandemia impôs restrições de convivência, veio o pedido de casamento. “Ficou difícil se encontrar e ele falou: ‘Vamos casar’. Juntamos as escovas de dente, fomos ao cartório só nós dois e oficializamos.”

À época, Zilta tinha 64 anos e Edson completava 75, o que fez com que a diferença de 10 anos de idade e as bagagens acumuladas exigissem uma nova forma de construir a intimidade.

Essa vivência ativa reflete pesquisas globais sobre o comportamento na terceira idade — segundo a Associação Americana de Aposentados (AARP), 1 em cada 6 adultos com mais de 70 anos mantém uma rotina de sexo semanal.

“A sexualidade se mantém, o que muda é a forma do relacionamento e o que te dá prazer. Você vai se descobrindo diferente dentro dessa maturidade. A afetividade fica muito mais amadurecida. São duas pessoas com uma vida inteira já vivida aprendendo a habitar o mesmo espaço, dividir as mesmas coisas e estabelecer novas rotinas”, comenta.

Para o médico Victor Hugo Veiga, essa busca por conexão íntima é um forte indicador de saúde na longevidade. “Quando cuidamos da parte sexual, estamos protegendo o coração e os vasos, fortalecendo a saúde mental, nutrindo os relacionamentos, combatendo a solidão e preservando a autoestima e o senso de identidade”, reforça o especialista.

Na experiência de Zilta, manter a qualidade da vida íntima exigiu encarar as transformações físicas sem romantismo. Foi assim que, segundo ela, vivenciou a menopausa: de peito aberto, mesmo sentindo o forte impacto da transição em sua estabilidade emocional.

Zilta e marido
Jornalista e pedagoga ao lado do marido, Edson

“A menopausa é um período longo e agressivo ao corpo e à área afetiva da mulher. Eu senti muito no emocional, estava extremamente sensível, qualquer coisa eu chorava. Não fiz reposição hormonal, atravessei na marra. Eu não deixava aquilo me dominar: ia batalhando, ocupando a cabeça com muito trabalho e olhando para a frente. A vida não parou por causa disso”, diz.

O especialista, porém, orienta que os desconfortos dessa fase não precisam ser suportados em silêncio. As alternativas de tratamento, agora, são amplas e personalizadas. “As possibilidades de cuidado incluem hidratantes e lubrificantes, terapia hormonal local ou sistêmica avaliada caso a caso, e fortalecimento do assoalho pélvico com fisioterapia”, sugere.

Atualmente, integrando uma família conjunta que reúne filhos e oito netos em datas festivas, o casal administra a rotina com respeito às limitações do tempo, paciência e zelo mútuo com a saúde — como o controle da diabetes de Edson. De acordo com a jornalista, a longevidade a dois é a certeza de que o futuro não é um privilégio dos jovens.

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À época do casamento, Zilta tinha 64 anos e Edson, 75
O casal passou a morar junto durante a pandemia de Covid-19
A dupla se reencontrou em uma solenidade
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A dupla se reencontrou em uma solenidade

Imagem cedida ao Metrópoles/Zilta Marinho
À época do casamento, Zilta tinha 64 anos e Edson, 75
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À época do casamento, Zilta tinha 64 anos e Edson, 75

Imagem cedida ao Metrópoles/Zilta Marinho
O casal passou a morar junto durante a pandemia de Covid-19
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O casal passou a morar junto durante a pandemia de Covid-19

Imagem cedida ao Metrópoles/Zilta Marinho

Mais do que sexo, é questão de liberdade

A ciência e as histórias de quem vive a maturidade apontam para a mesma direção: falar sobre desejo, afeto e sexualidade também é falar sobre envelhecimento.

Dados do Longitudinal Ageing Study Amsterdam (LASA) mostram que o prazer tem uma associação estatística positiva com a longevidade, servindo como um verdadeiro antídoto contra o estresse crônico e como um poderoso pilar de suporte emocional.

Sabendo disso, Veiga defende uma mudança urgente de postura nos consultórios e reforça a problemática de tratar o afeto na maturidade como um segredo.

“O ideal é que o profissional pergunte sobre o tema de forma natural e sem julgamentos, e que o paciente se sinta à vontade para trazê-lo. Tratar a sexualidade como parte da consulta de rotina é tão importante quanto medir a pressão — é cuidado integral”, resume.

Na vida real, porém, se permitir viver o desejo pode significar enfrentar anos de pudores e expectativas sobre o que uma pessoa mais velha deveria ou não fazer. Aos 70 anos, Fátima Taffo decidiu romper com algumas dessas regras ao expor sua busca por um novo amor na televisão. “Eu fiz o Casamento às Cegas e participei do programa do Luciano Huck. Fui me libertando de uma série de vergonhas e de restrições que a minha própria geração teve”, conta.

Se no início houve um leve estranhamento familiar, de acordo com a influenciadora, hoje o apoio dos filhos é total.

“Quando eu comecei a me libertar, meu filho inicialmente se incomodou. Mas minha nora conseguiu reverter esse sentimento dizendo que eu tinha toda a liberdade de ser quem eu sempre fui, e que eu tinha de mostrar isso para outras mulheres se libertarem também. Então, ele foi aceitando e, hoje, é um superapoiador. Minhas filhas sempre me deram muita força, o que me motiva a me aventurar”, conta.

Fátima no Casamento às Cegas
Fátima participou da 5ª temporada do Casamento às Cegas

Essa mesma aceitação genuína também marcou a decisão de Zilta Marinho que, conforme afirma, não enfrentou olhares de reprovação e conseguiu quebrar o tabu dentro de casa. “Não tive nenhum preconceito por parte de ninguém. A nossa decisão foi muito bem recebida e a gente conseguiu conquistar uma relação familiar em que todos convivem bem”, descreve.

Assim, o grande divisor de águas reside na perspectiva de quem vive a maturidade e, para Patrícia Parenza, a passagem dos anos trouxe ainda mais conexão consigo mesma.

Fátima compartilha de uma visão semelhante ao olhar para o espelho de forma resolvida: “Se eu não tivesse vivido tudo o que vivi, não seria essa pessoa realmente liberta e feliz com o próprio corpo.” Nesse sentido, Cátia Damasceno pontua que o segredo não é tentar resgatar uma juventude idealizada, pelo contrário: é abraçar as possibilidades do presente.

“Você não precisa voltar aos 20. Você precisa descobrir quem você quer ser agora”, aconselha a especialista.

No afeto, no desejo ou na solitude, a idade é apenas o pano de fundo para quem decide continuar sendo protagonista de uma história longeva. Diante desse processo, Zilta lembra da importância de olhar com carinho para a vida que construiu e para o que ainda tem pela frente.

O prazer não tem idade: sexo e afeto como pilares da longevidade após os 50