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Saúde

Terapia hormonal com estriol pode reduzir "névoa mental" na menopausa

Estudo com 20 mulheres aponta melhora em memória, atenção e raciocínio após 12 meses de tratamento com estriol e progesterona

01/09/2026 12:41, atualizado 01/09/2026 12:42
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Mulher mais velha sentada no sofá. Dor de cabeça, alzheimer, nevoa mental, menopausa. Metrópoles

Dificuldades de memória, lapsos de atenção e sensação de raciocínio mais lento fazem parte da queixa de muitas mulheres na menopausa. Um estudo da UCLA Health, nos Estados Unidos, indica que um tipo de terapia hormonal pode ajudar a reduzir esses sintomas.

A pesquisa, publicada nesta terça-feira (1°/9) na revista Scientific Reports, acompanhou 20 mulheres na menopausa, com idade média de 53 anos. Ao longo de 12 meses, elas receberam um tratamento personalizado com estriol e progesterona e passaram por avaliações antes e depois da intervenção.

Resultados após um ano

Após o período de tratamento, as participantes relataram melhora em diferentes aspectos cognitivos. Houve redução da chamada “névoa mental“, além de ganhos na concentração, memória de trabalho, velocidade de processamento, memória verbal e resolução de problemas.

“O estrogênio desempenha um papel bem documentado na proteção do cérebro, mas ainda não existe um tipo e uma dose de tratamento aprovados que visem especificamente os sintomas cognitivos que tantas mulheres experimentam durante a menopausa”, afirmou a neurologista Rhonda Voskuhl, autora sênior do estudo, em comunicado.

Terapia hormonal com estriol pode reduzir “névoa mental” na menopausa - destaque galeria
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A menopausa é caracterizada pelo desequilíbrio hormonal no organismo das mulheres
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A menopausa traz diversos impactos na vida da mulher
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Como o tratamento pode agir

O estriol é uma forma natural de estrogênio, produzida em maior quantidade durante a gravidez. Diferente do estradiol, mais usado em terapias hormonais, ele se liga principalmente a um tipo específico de receptor no cérebro.

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Pesquisas anteriores já indicavam que o hormônio pode ajudar a proteger as células cerebrais e reduzir alterações no hipocampo, área ligada à memória e ao aprendizado.

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Para investigar esse mecanismo, os pesquisadores também testaram o estriol em fêmeas de camundongo de meia-idade. O tratamento reduziu sinais de alterações cerebrais e melhorou o desempenho em testes de memória.

Limitações e próximos passos

Os próprios autores destacam que os resultados devem ser interpretados com cuidado. O estudo é pequeno, não teve grupo de comparação e não foi randomizado, o que limita as conclusões.

Ensaios clínicos maiores, com placebo e avaliação por exames de imagem, ainda são necessários para confirmar se o tratamento pode ser incorporado à prática clínica.