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Pouca vergonha

Sexólogas revelam respostas para dúvidas comuns e inusitadas sobre sexo

Para celebrar o Dia do Sexo, comemorado no próximo domingo (6/9), a coluna conversou com duas sexólogas e desvendou as dúvidas mais comuns

05/09/2026 02:00
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Sexólogas revelam respostas para dúvidas comuns e inusitadas sobre sexo

Celebrado no próximo domingo (6/9), o Dia do Sexo vem com o lembrete de que a sexualidade deve ser explorada o ano inteiro, e não apenas nessa data. Diante de uma infinidade de possibilidades, as experiências sexuais promovem tanto o autoconhecimento quanto a liberdade de viver com muito mais prazer. Por causa do tabu que ainda envolve o tema, porém, muitas dúvidas frequentes acabam restritas aos consultórios dos profissionais da área.

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Pensando nisso, a coluna Pouca Vergonha convidou duas sexólogas para desvendar assuntos comuns, mas que muita gente ainda tem receio de explorar — o que acaba travando o próprio prazer e a chance de melhorar a vida a dois (ou a solteirice).

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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar

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O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
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O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono

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É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
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É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade

filadendron/Getty Images
No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer
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No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer

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Quem sabe uma delas também não é a sua dúvida?

Stephanie Seitz

Ao Metrópoles, a sexóloga Stephanie Seitz revela as respostas para questionamentos que costuma receber nas redes sociais, em palestras ou até em conversas mais descontraídas.

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“Me deparo com perguntas que mostram como ainda temos muitas dúvidas sobre sexo, desejo, prazer e relacionamentos, e algumas aparecem mais do que vocês imaginam”, afirma.

Stephanie Seitz
Stephanie Seitz
  • É normal pensar em outra pessoa durante o ato?

Sim, fantasias podem existir. Pensar não é necessariamente fazer e fantasia não significa automaticamente que você deixou de amar ou desejar quem está ao seu lado.

Nossa imaginação também participa da sexualidade. E não, você não precisa necessariamente contar absolutamente tudo o que passa pela sua cabeça. Intimidade também pode conviver com individualidade.

  • Depois dos 50 o sexo piora?

Eu gosto muito dessa pergunta porque minha resposta pode surpreender: para muita gente, ele pode melhorar.

O corpo muda, claro, e essas mudanças precisam ser respeitadas. Mas maturidade também pode trazer mais autoconhecimento, liberdade para dizer o que gosta, menos preocupação em impressionar e uma relação diferente com o próprio prazer.

Talvez o grande segredo não seja tentar transar aos 50 exatamente como se transava aos 20. É descobrir como viver uma sexualidade boa, possível e prazerosa em cada fase da vida.

  • Dá para perceber quando alguém está fingindo um orgasmo?

Nem sempre. E mais importante do que descobrir se alguém está fingindo é perguntar: “Por que essa pessoa sente que precisa fingir?”.

Muitas vezes existe medo de decepcionar, vontade de agradar, vergonha de falar sobre o próprio prazer ou simplesmente desejo de terminar aquele momento. Para mim, o melhor “detector de orgasmo” ainda é uma relação em que existe liberdade para conversar.

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Atualmente, existem diversos tipos de relações, monogâmicas ou não
Cada vez mais pessoas se sentem confortáveis para explorar novos tipos de relacionamento
Entretanto, a geração Z parece ainda ser majoritariamente monogâmica
Pesquisas mostram que dormir com a parceria pode melhorar o sono e o bom humor
Boletos e trabalho acabam com o tesão do brasileiro, segundo pesquisa
Estar em um relacionamento saudável envolve uma troca de confiança
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Estar em um relacionamento saudável envolve uma troca de confiança

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Atualmente, existem diversos tipos de relações, monogâmicas ou não
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Cada vez mais pessoas se sentem confortáveis para explorar novos tipos de relacionamento
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Cada vez mais pessoas se sentem confortáveis para explorar novos tipos de relacionamento

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Entretanto, a geração Z parece ainda ser majoritariamente monogâmica
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Boletos e trabalho acabam com o tesão do brasileiro, segundo pesquisa
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Boletos e trabalho acabam com o tesão do brasileiro, segundo pesquisa

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Camila Voluptas

Em seu relato à coluna, a sexóloga Camila Voluptas, fundadora da maior sociedade de swing do Brasil, declarou que as dúvidas mais comuns estão comumente associadas ao universo da troca de casais — tema ainda cercado de tabus e preconceitos.

“O marido quer ir no swing pois é onde teoricamente pode viver outras experiências de forma consentida. Por outro lado, a mulher também está sem tesão nele, mas não consegue admitir. Por fim, querem uma forma mágica de solucionar tudo isso sem resolver o que de fato precisa ser resolvido”, chama atenção.

Foto colorida de Camila Voluptas com pessoas
Camila e o marido são adeptos à troca de casais
  • Como convencer meu parceiro a ir no swing?

Simples, não convence! Swing não é conquista e nem meta. Se você precisa convencer, o casal ainda não está pronto, e pressionar é o caminho mais curto para machucar a relação e depois culpar o meio liberal pelo fiasco do resultado. 

O que funciona não é argumento. É segurança, relação cheia e diálogo sem chantagem. A dupla precisa estar segura. Um copo cheio não falta nada. Se o copo está vazio, swing vira tapa-buraco e tapa-buraco vira ciúme, cobrança e briga.

Outra coisa: não é relacionamento aberto. Vocês continuam monogâmicos no sentido de ter um cônjuge. A aventura é do casal, juntos. Se ela sente que vai “perder o marido para o meio”, é porque a proposta chegou torta.

  • Como voltar a sentir tesão pelo marido?

Muita mulher me procura dizendo que “o corpo não responde mais”. Quase sempre o problema não é o marido em si, é rotina, cansaço, trauma antigo, briga por poder, celular escondido, pornografia solitária e ausência de tempo de qualidade. Uma dica, portanto, é o desafio de 30 dias: uma agenda para se ajudarem nas tarefas e 1 hora de presença diária.

E tem o corpo. Muita mulher só volta a desejar o marido quando volta a se desejar. Autoestima não é remédio instantâneo, mas sem ela o tesão não sustenta. Incluir o marido no seu prazer e se deixar ser incluída no dele esquenta mais do que qualquer “técnica”.

Foto colorida de Camila Voluptas
“Quando eu me expus e me tornei uma pessoa pública, eu entendi que minha vida e minha história só pertencem a mim, e a opinião das pessoas não importa”, diz Voluptas
  • Como não sentir ciúmes em uma troca de casal?

Não existe remédio contra ciúmes, porque ele pode estar relacionado ao trauma, à carência, ao segredo e à insegurança. Às vezes, ele nem é “seu”: o outro esconde celular, desliga conversa, mente “para não preocupar” e depois reclama que você desconfia.

Na hora da troca, o segredo que eu mais repito: incluir. Mão e olhar no cônjuge. Vocês não se abandonam na cama dos outros. Se o prazer for mútuo, o ciúme cede espaço para companheirismo. Se cada um some com alguém e volta “contando vantagem”, o ciúme tem razão de existir. Regras do casal valem mais que a festa. 

E se o ciúme aparecer no meio da experiência? Para, conversa e não força. O meio liberal saudável não é “engolir o sentimento para parecer evoluído”. É ter coragem de dizer “hoje não” sem ser punido.