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Pouca vergonha

Entenda o que é o “sexo por compaixão” e por que deve ser evitado

Segundo estudo publicado no Journal of Sex and Marital Therapy, mulheres sem desejo no sexo continuaram ativas por medo de perder a relação

01/09/2026 02:00
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Mesmo sem desejo sexual, um número alarmante de mulheres pratica sexo oral no parceiro uma a três vezes por mês  apenas para manter a estabilidade do relacionamento, entre outros objetivos — o que foi chamado “sexo por compaixão”. O fato foi constatado em estudo publicado este mês no Journal of Sex and Marital Therapy.

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Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores examinaram resultados de uma década de testes de medicamentos para o transtorno do desejo sexual hipoativo, caracterizado por uma falta crônica de desejo sexual. Entre os medicamentos analisados, estavam testosterona, bremelanotida e a flibanserina.

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Durante os ensaios clínicos randomizados e controlados por placebo com milhares de mulheres, as empresas farmacêuticas tiveram que avaliar e relatar o sucesso dos fármacos com base na frequência dos eventos sexuais.

Os pesquisadores Nikita Guptan e James A. Simon, de Washington, nos Estados Unidos, constaram que participantes que sofriam dessa condição tinham relações sexuais cerca de duas a três vezes por mês antes de se submeterem ao tratamento. Ou seja, essas mulheres faziam sexo com seus companheiros, mesmo sem resposta fisiológica.

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Esse comportamento foi batizado pelos cientistas como “sexo por compaixão”. Para eles, há quem faça sexo por querer incentivar a monogamia, no intuito que seus parceiros não busquem outras pessoas.

E essa não foi a primeira vez que o termo foi abordado por pesquisadores. Em 2024, o Journal of Sex Research mostrou um número surpreendente de pessoas que consente em ter relações sexuais que não desejava em algum momento, inclusive em seus relacionamentos atuais.

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Para os estudiosos, porém, o hábito pode não apenas gerar lacunas no relacionamento, como culminar em quadros que comprometem a saúde mental e afetam a autoestima feminina.

Na visão dos experts, o diálogo é principal e única via de contornar o quadro, que demanda acompanhamento médico e terapêutico.