5 coisas "estranhas" que despertam tesão e a psicologia por trás delas
Do medo à inteligência, veja cinco fatores que aumentam o tesão, segundo estudos científicos, e o que a psicologia diz sobre cada um deles

Todo mundo sabe que o que desperta tesão varia de pessoa para pessoa. Enquanto algumas preferências são amplamente conhecidas, outras costumam ser vistas como incomuns ou até difíceis de explicar. A boa notícia é que muitas delas já foram estudadas pela psicologia e têm relação com a forma como o cérebro interpreta emoções, estímulos e experiências.

Receba no seu email as notícias da coluna Pouca Vergonha
Frequência de envio: Semanal
Ver todasPensando nisso, a coluna Pouca Vergonha separou cinco exemplos de fatores que podem aumentar a excitação e o que ciência diz sobre cada um deles.
Confira!
Medo pode ser confundido com atração
Não é por acaso que encontros em parques de diversão ou sessões de filmes de terror são frequentemente associados ao romance. O fenômeno acontece porque o organismo reage ao medo e à excitação sexual de maneiras bastante parecidas, com aumento dos batimentos cardíacos e da adrenalina.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo o pesquisador Justin Lehmiller, do Instituto Kinsey, o cérebro pode interpretar equivocadamente essa resposta fisiológica, confundindo o estado de alerta provocado pelo medo com atração sexual. Um levantamento do Grindr, realizado em 2024, também apontou que 82% dos usuários afirmaram sentir excitação ao assistir filmes de terror.
A voz também influencia
Há pessoas que se sentem especialmente atraídas pela voz de alguém, característica conhecida clinicamente como auralismo. De acordo com pesquisa internacionais, vozes consideradas agradáveis costumam ser associadas a maior dominância, experiência sexual e atratividade.

Além disso, estudos da Universidade de Albany (Nova York) ainda indicam que a qualidade da voz pode até prever determinados comportamentos sexuais. Outro dado é que as pessoas tendem a falar em um tom mais grave quando conversam com alguém que se interessam. A voz, por sua vez, pode transmitir informações biológicas sobre porte físico, testosterona e aptidão reprodutiva.
Inteligência pode despertar desejo
A atração por pessoas inteligentes recebe o nome de sapiossexualidade e já foi reconhecida como uma característica em estudos psicológicos.
Uma pesquisa publicada na revista Intelligence, conduzida pelo pesquisador Gilles Gignac, da Universidade da Austrália Ocidental, concluiu que uma parcela significativa a considera um fator de excitação, independentemente da aparência.
Pela perspectiva da psicologia evolutiva, isso pode estar ligado ao fato de que inteligência costuma ser interpretada como um indicativo de capacidade para resolver problemas, alcançar status social e apresentar boas características genéticas.

Relação entre ser observado e excitação sexual
O desejo de ser visto durante o sexo também faz parte das fantasias de algumas pessoas e, segundo estudo realizado na Suécia, 3,1% dos homens e 0,4% das mulheres relatam comportamentos exibicionistas. Os pesquisadores ressaltaram, porém, que o número de pessoas que têm esse tipo de impulso, mas nunca o colocam em prática, provavelmente é bem maior.
Do ponto de vista psicológico, esse interesse pode estar relacionado à sensação de validação, ao poder e ao fato de se tornar o centro da atenção de outra pessoa. Ou seja, ser observado por alguém que demonstra desejo comunica uma forma de reconhecimento que vai além das palavras.
Humilhação consensual também tem uma explicação
A sexóloga Camila Voluptas explica ao Metrópoles que, independentemente de fazer parte ou não de alguma vertente BDSM, o desejo pela humilhação está associado à submissão. “A tratativa oral é mais uma forma da dinâmica de dominação e submissão”, afirma.

Segundo a especialista, apesar de não ser uma regra geral, alguns casos do fetiche estão, sim, ligados a traumas.
“Replicar isso na vida sexual de forma consensual é uma maneira de dizer ao subconsciente que agora você é quem está no controle. Algumas pessoas precisam disso pra se lembrar são elas quem decidem”, comenta.
Acerca do limite do saudável, ele salienta que a análise também deve ser feita fora das quatro paredes. “O ato em si não explica, como eu disse, há quem goste por gostar. O que explica, de fato, é o passado da pessoa e como ela recebe essa submissão não só na área sexual, como também no dia a dia”, conclui.















