Praticar tênis pode elevar longevidade em até 10 anos, aponta estudo
Estudo acompanhou mais de 8 mil pessoas e revela que o tênis supera modalidades individuais devido aos benefícios da conexão social
atualizado
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Um estudo populacional conduzido pelo Copenhagen City Heart Study (CCHS) e publicado pela Mayo Clinic revelou que a prática regular de tênis pode aumentar a expectativa de vida dos praticantes em cerca de 7 a 9 anos.
O levantamento acompanhou 8.577 participantes dinamarqueses por até 25 anos e demonstrou que a modalidade supera os ganhos de longevidade de atividades como ciclismo, natação e corrida.
Segundo o professor de educação física Felipe Garcia, além dos benefícios cardiovasculares e motores, o diferencial do tênis está no seu caráter coletivo, promovendo uma conexão social que impacta diretamente na saúde física e mental dos atletas.
Entenda
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Maior ganho de longevidade: o tênis lidera o aumento da expectativa de vida (7 a 9 anos), superando a natação (3 a 4 anos), o ciclismo (3 anos) e a corrida (2 a 3 anos).
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Benefícios físicos amplos: a modalidade combina exercícios aeróbicos e de força, ajudando na saúde cardiovascular, prevenção da diabetes, coordenação motora e perda de peso.
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O poder da conexão social: por ser um esporte coletivo, o tênis estimula a convivência e o senso de pertencimento, fatores que estudos associam a uma vida mais saudável.
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Crescimento no Brasil: o interesse pela modalidade está em expansão no país, que já contabiliza mais de 2 milhões de praticantes, segundo a Confederação Brasileira de Tênis.
Os dados que apontam o tênis como um aliado central da longevidade trazem uma comparação direta com esportes tradicionais.
Enquanto os jogadores de tênis conquistam até 9 anos adicionais de vida, os ciclistas apresentam um ganho de 3 anos, os nadadores de 3 a 4 anos e os corredores de 2 a 3 anos em relação aos indivíduos sedentários.
Para o especialista Felipe Garcia, a dinâmica do jogo justifica essa eficiência por ser extremamente completa e acessível para quem deseja abandonar o sedentarismo.
A prática fortalece músculos e ossos, eleva os níveis de energia e atua diretamente no controle de peso e na prevenção de doenças crônicas, unindo o estímulo aeróbico aos treinos de força. Essa versatilidade tem impulsionado o esporte no Brasil, movimentando uma comunidade que já ultrapassa a marca de 2 milhões de pessoas.

No entanto, segundo o especialista, o diferencial do tênis frente às demais modalidades não se restringe aos fatores biológicos. “O aspecto coletivo do jogo introduz a convivência e a troca de experiências na rotina dos praticantes.”
O impacto dessa interação é corroborado pelo “Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto” da Universidade Harvard, o mais longo levantamento científico sobre felicidade, que há mais de 85 anos aponta que manter relações sociais próximas preserva a saúde física ao longo do envelhecimento.
Dessa forma, o esporte atua como uma ferramenta de bem-estar integral. Ao estimular o senso de pertencimento em um ambiente de interesses compartilhados, a modalidade combate o estresse e fortalece a saúde mental.
Como destaca o professor Felipe Garcia, franqueado da Fast Tennis, a natureza sociável do ser humano faz com que esses vínculos criados em quadra reduzam os impactos do isolamento, consolidando o tênis como um caminho eficiente para o aumento da qualidade e da perspectiva de vida.
